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8.7.14

Resenha: O Começo de Tudo - Robyn Schneider

O Começo de TudoEzra tinha uma vida perfeita. O garoto mais popular da escola, namorando a popular líder de torcida, um futuro promissor na cidade. Até que um acidente o tira do seu status quo. De volta à escola, Ezra percebe que não se encaixa mais em seu antigo grupo. O acidente o deixou com uma limitação na perna que o impede de ser o brilhante tenista da escola e tudo parece estar perdido até que ele encontra uma garota chamada Cassidy Thorpe. Uma novata na escola, Cassidy mostra a ele um mundo novo onde sempre esteve presente, mas seus olhos não viam. 

Essa é a proposta inicial do livo. É o que a curta sinopse conta (o que agradeço, porque a Novo Conceito costuma exagerar no tamanho destas) e é tudo o que temos, principalmente nas primeiras páginas. É incrível como nós nos apaixonamos pela Cassidy ao mesmo tempo em que o Ezra, a personalidade imprevisível e super nerd dela me encantou de uma forma! Ezra também é um personagem que criou um apelo comigo. É possível acompanhar a sua mudança de personalidade durante o livro.

Algo que faz do enredo é o mistério sobre Cassidy. Apaixonante, a personagem está rodeada de incertezas. E o mistério foi me consumindo até o clímax. Eu achei que a autora daria um desfecho previsível. E, mesmo que, no fim, eu tenha acertado aonde certas coisas iriam dar, me surpreendi totalmente com o que ela planejou para o desfecho. Foi uma coisa que não me passaria pela cabeça nem se eu pensasse muito, uma ideia incrível e que me deixou de boca aberta. 

O Começo de Tudo foi uma experiência boa. Inevitavelmente usando esta metáfora, mas uma montanha-russa de emoções. O livro mostra-se convincente de uma realidade que poderia acontecer com você ou com um amigo. Em algumas partes, eu senti certas semelhanças com os romances de John Green. Um toque de superficialismo que ficou pequeno diante da realidade que os personagens passam. Robyn começou de um jeito espelhando-se em outro autor e no final, foi mais individual e marcante do que poderia ser. Vale muito à pena ser lido!

5 de 5

20.5.14

QUANDO TUDO VOLTA, John Corey Whaley

Quando Tudo VoltaA volta de um pássaro extinto, um fanático religioso cujo maior objetivo era agradar o pai, um irmão desaparecido. Esses três tópicos fazem parte do plot principal de Quando Tudo Volta que, mesmo sendo um livro consideravelmente curto, durante o tempo todo vai passeando por esses temas de forma, no começo, distinta para, gradualmente, ir ligando tudo. Aqui nós vemos a história de Cullen, um adolescente que vive numa cidade pacata no Arkansas chamada Lily. Bem pessimista, o garoto e praticamente todos os habitantes da cidade sabem que a cidade é um buraco negro para onde todos inevitavelmente serão sugados, no fim, e a volta deste pássaro, anunciada por um homem que é a única testemunha de seu aparecimento, acaba por dar um novo ar para a cidade. Com o turismo aumentando e o otimismo voltando a fazer parte do cotidiano dos habitantes, Cullen se vê muito irritado por esse novo acontecimento ter ofuscado totalmente um fato muito mais importante. O desaparecimento do seu irmão. Sem fazer ideia do motivo de Gabriel ter sumido, Cullen e sua família sofrem com o desaparecimento, ao mesmo tempo em que estão em busca de respostas. Esse livro fez um tremendo sucesso lá fora e até chegar à página 50, eu não entendia muito bem o motivo. Na verdade, acho que foi até um pouco mais que isso. Quando Tudo Volta me surpreendeu bem positivamente e um dos pontos que mais agradou foi o já citado plot. O autor, com a quantidade maior de história para contar, desenvolveu-as de forma bem rápida, sem rodeios, e ao mesmo tempo, com muita qualidade. Aos poucos, fui me familiarizando com o Cullen, a cidade, o melhor-amigo dele. E o melhor de tudo é ver que aquela coisinha que foi contada no começo fez uma bela diferença no final, esse é o grande trunfo do John Corey. E acredito que isso auxiliou bastante para o tamanho sucesso do livro. Ele tinha uma boa história em mãos e soube contá-la muito bem. Recomendo muito este livro!

4,5/5

27.4.14

DIGA AOS LOBOS QUE ESTOU EM CASA, Carol Rifka Brunt


Eu ainda não sei muito bem o que sentir depois de terminar Diga aos lobos que estou em casa. Não sei mesmo, esse livro foi uma experiência tão diferente, inexplicável. Não é um livro muito grande, mas eu demorei muito tempo para terminá-lo. Ao mesmo tempo em que eu não ligava de estar demorando porque estava curtindo o livro e quando terminei senti como se um peso tivesse sido tirado de minhas costas, como se tivesse acabado de voltar de uma viagem, completamente exausto, mas muito satisfeito com a jornada. Não sei se deu pra entender, mas a história desse livro baseia-se em June Elbus. Uma garota de 14 anos, extremamente introspectiva, que sonha em viver na Idade Média e só tem um amigo. O seu tio. Este, por sua vez, é um artista que morre de AIDS e antes de partir pinta um quadro com June e sua irmã Greta, com quem a garota tem um relacionamento complicado. Sentindo-se bem sozinha, June está desesperada para ter Finn (seu tio) de volta e descobre uma maneira bem improvável de poder descobrir mais sobre ele. Como disse no começo da resenha, eu demorei para ler, mas mesmo demorando mais do que o meu tempo comum de leitura, eu poderia dizer que devorei este livro. Fiquei absorto na história por todas essas semanas e seria muito incomum dizer que acabei adquirindo um pouco da personalidade da personagem principal? Mérito total da autora, com certeza. Sendo guiado pela primeira pessoa, somos reféns da mente de June e da divisão de capítulos que vai cada vez mais acumulando mistérios conforme o enredo vai crescendo, algo que acontece bem gradativamente. Não bastasse ter ficado tão observador e introspectivo quando a June nessas semanas, da metade para o final, acabei com um sentimento de sufocação literária. Sensação de claustrofobia causada pela trama. Visualmente, é como se estivéssemos na cabeça de June, por muitas vezes gritando para que ela dê segmento a uma conversa real, para que se aprofunde naquela migalha de assunto que é jogada ao leitor. É impressão minha ou ficou um mistério por resolver? Algo que estava me mordendo de vontade de descobrir não foi solucionado e isso me decepcionou um pouco. O tempo todo a gente se limita ao que June acha, ao que ela pensa, ao que ela não sabe, porque Carol Rifka toma rumos tão incomuns que depois de um tempo dá pra desistir de tentar adivinhar. A tradução está cheia de erros e não sei se isso será melhorado nas próximas edições ou não, mas espero que sim. Também devo ressaltar tamanha delicadeza com que a doença é retratada neste livro, como a personalidade de June, os outros personagens como Greta, os pais dela e Toby são levados para o papel. Sem dúvida, ela tem muita habilidade e sabe o que faz. Diga aos lobos que estou em casa foi mais do que uma leitura, foi uma experiência. E não sei se foi só comigo, se vai acontecer com você, ou seja já aconteceu com os outros leitores mas esse é daqueles livros que terminamos com uma mensagem e com uma sensação de dever cumprido. Sem dúvida alguma, recomendo a todos. 

4,5/5

31.3.14

ENDERS, de Lissa Price

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Novo Conceito, 288 páginas.
Eu terminei Starters com um sorriso no rosto e a certeza de que ter tido uma das maiores surpresas do ano até agora. Então é lógico que assim que tive a oportunidade, peguei sua continuação, chamada Enders, para ler e tirar a minha opinião como um todo, já que a série trata-se de uma duologia. O volume final já começa com aquele ritmo rápido do primeiro livro, com a Callie, que até então pensava que ia viver num bem bom danado, dando-se conta de que estava muito errada, e sua vida mudando totalmente de ponta a cabeça como antes. Se esse começo começou a me agradar, foi na metade que as coisas começaram a desandar, infelizmente. Mesmo que mantivesse um ritmo incrível de enredo, com a rapidez que já posso caracterizar como sendo própria da Lissa Price, desta vez, a sua escrita não funcionou tão bem. Ela tem um estilo seco, que vai direto ao ponto, com poucas descrições, poucas palavras em parágrafos. Porém desta vez tudo ficou meio superficial, rápido demais. Algumas coisas importantes aconteciam sem que sua devida importância fosse dada e isso irritou bastante, principalmente por se tratar do último livro. Os acontecimentos acontecem rápido demais, um personagem muito importante introduzido muito rápido, a sua história é desvendada muito rápido, é tudo assim. E isso cansa. E decepciona também. Porque o segredo central do livro que, se tivesse sido tratado de outra forma, teria me deixado de boca aberta, não me surpreendeu tanto assim. Na verdade, eu só fiquei mesmo foi confuso porque com a rapidez, a autora não conseguiu explicar tudo de forma que fosse convincente, deixando para solucionar algumas pontas soltas deixadas na revelação como sendo que Callie deduziu sozinha, ou logo que soube do segredo pensou nisso, ou que é bastante improvável e irreal. Enders é uma despedida fraca e decepcionante para os personagens que me cativaram em Starters, e eu que pensava que se tratando de uma duologia, a autora saberia bem usar os acontecimentos e dividi-los bem nesses dois livros. Mas parece que ela colocou suas ideias legítimas no primeiro, pra no segundo fazer algo só pra poder colocar o desfecho em papel, e pronto. Faltou mais explicação sobre o que exatamente aconteceu no mundo, faltou explicar como as coisas ficaram daquele jeito, no final. Faltou me convencer de que ela não teve essa ideia logo que acabou de escrever o primeiro e introduziu porcamente no segundo. E também preciso dizer que o destino dos personagens não foi nada satisfatório, na minha opinião. NADA. Não que eu me importe se o final feliz ou triste, porque acho que ser bom ou ruim não depende disso. Mas o final foi ruim e pronto. Então, deixo aqui a minha resenha/ reclamação e exponho também a minha tristeza com o fim mal estruturado de uma série que tinha tudo para ser melhor. Mas infelizmente não foi. 

3/5

13.3.14

STARTERS, de Lissa Price

Novo Conceito, 368 páginas.
Comecemos com mais uma resenha, então. Das sagas distópicas adolescentes, até agora, já experimentei as superfamosas Jogos Vorazes e Divergente e a fascinante saga Feios de Scott Westerfeld, chegou a hora de ler a versão da Novo Conceito sobre o gênero que estourou no mundo literário nos últimos anos. Para início de conversa, já considero esse primeiro volume da duologia Starters tão forte e apaixonante quanto o dos seus concorrentes. Com o mesmo estilo ágil e criativo, nós temos uma distopia já dentro dos moldes, porém uma liberdade de criação e acontecimentos enorme por parte da Lissa. Dá pra perceber que ela não teve o mínimo medo de arriscar ao mudar drasticamente a “situação” da personagem principal em diversos momentos do livro. Se não deu pra entender direito, a única coisa que posso dizer sem dar spoiler é que Starters se foca em Callie Woodland, uma starter, que vive no que sobrou do mundo (onde apenas idosos e adolescentes vivem) depois de uma guerra da qual não temos muitos detalhes concretos. Como seus pais morreram em decorrência desta guerra, ela está sozinha, sem casa e uma vida estável, cuidando para que seu irmão e ela sobrevivam por mais um dia. Mas, ao perceber que Tyler está cada dia mais doente, ela vê que precisa tomar uma decisão drástica. Por ainda ter dezesseis anos, não é permitido que trabalhe, porém, ela descobre sobre uma empresa chamada Prime Destinations, que age quase que clandestinamente e está disposta a pagar um preço caro por um contrato em troca de seus serviços. Os serviços? Que ela alugue seu corpo por algum tempo para um idoso à procura de alguns momentos de juventude. Mesmo sabendo que essa não é uma escolha fácil, ela topa fazê-lo, pelo seu irmão e por sua sobrevivência. Mas engana-se em pensar que tudo vai ser como ela planejava. A vida de Callie vira totalmente de ponta-cabeça, com os plot twists (reviravoltas no enredo) acontecendo basicamente a todo momento. Essas reviravoltas, sem dúvida, me deixaram bastante impressionado. Porque, sinceramente, eu não esperava que Starters fosse isso tudo, talvez seja por isso que tenha demorado quase dois anos para lê-lo. Mas ao ler, acabei me deparando com constantes momentos de “acho que agora o livro acalma”, para ser enganado novamente e ter um desenvolvimento maior onde eu achei que não teria. Acho que essa é uma das coisas boas de se ter uma duologia. A personagem principal é bem agradável, eu não digo mais porque eu nunca morro de amores pelo protagonista, embora essa seja basicamente a sua tarefa principal. Mesmo que eu não admire Callie ou algo assim, é impossível não se sensibilizar e torcer para que tudo dê certo na vida dela. Porque muita coisa dá errado nesse livro, muita coisa. E, tendo um enredo fascinante, uma história criativa, com um mundo que, sim, poderia acontecer no futuro, Starters acabou me decepcionando um pouco (bem pouco) quando chegou ao seu desfecho. Não que tenha faltado algo, mas o jeito como a Lissa terminou as coisas não me agradou muito. Não sei a opinião do pessoal que leu, mas acho que também existam algumas pessoas com a mesma opinião. Ela teve várias chaves para encerrar com um bom final, com cliffhanger e tudo mais, porém resolveu acabar daquele jeito. Acho que ela quis surpreender, surpreendeu um pouco, mas não me deixou com tanta vontade de ler o próximo como estava no meio do livro. Então é isso, Starters foi uma verdadeira surpresa que indico a todos lerem, simplesmente porque mesmo não tendo um destaque muito grande por aí, ele compete páreo a páreo com muita distopia que tá bombando nas livrarias. Que venha Enders!

4/5


6.3.14

AZUL DA COR DO MAR, de MARINA CARVALHO


  Novo Conceito,  336 páginas.
Capa veranística,  título veranístico, sinopse despretensiosa. Azul da Cor do Mar me ganhou pela curiosidade e foi o que mais me chamou atenção dentre os lançamentos de fevereiro da Novo Conceito, que me foram enviados. O livro conta a história de Rafaela, uma estudante de Jornalismo da PUC que ganha um estágio no jornal Folha de Minas. Bem romântica, a garota sonha há dez anos ininterruptamente com o mesmo cara, um garoto que ela viu na praia quando era uma criança, isso a impossibilitou de se envolver seriamente com homens a sua vida toda. Realizando um grande sonho trabalhando com jornalismo investigativo, ela recebe um grande balde de água fria ao ver que nem tudo é como ela esperava, quando conhece o seu parceiro de editoria, Bernardo. O cara parece fazer tudo para complicar a vida dela, recebendo o carinhoso apelido de “Cria de Satanás”. O livro acompanha Rafaela em sua jornada no autoquestionamento. Até que ponto os sonhos são capazes de sobrepor-se à sua vida? Eu simplesmente adorei este livro porque, mesmo que não tivesse pretensão, comecei a leitura com alguns preconceitos. Não sei, acho que saí da leitura de um livro da Paula Pimenta, imaginado que Marina Carvalho nunca me agradaria como a primeira me agrada em seus livros chick-lit. Com uma personagem mais adulta, porém com a mesma temática feminina dos livros de Paula, Marina desfez os meus preconceitos aos poucos, conquistando-me a cada capítulo, mostrando sua história de forma bem leve, envolvendo-me com bastante vontade. Esse livro não tem nenhum atrativo que vá se destacar dentro os outros que têm por aí, mas essa é a grande ideia. Afinal, a autora tinha em mãos vários limites e clichês próprias e soube fazer um verdadeiro baile com poucos componentes. A personagem é praticamente uma personificação do clichê, embora Rafaela tenha me agradado em diversos momentos, essa coisa de ter dois pés-esquerdos me lembrou praticamente cem por cento das personagens femininas nos livros, de gêneros variados. A mesma coisa aconteceu em Crepúsculo, em Cinquenta Tons, em As Bruxas de Oxford... E eu realmente não sei o motivo disso. Seria uma tentativa de apelo para o público feminino? Ou então para poder preencher páginas com os inúmeros acidentes que acontecem à toa? Mas acho que acaba retratando a mulher de forma bem errada, ainda como aquele ser submisso que precisa ser salvo a todo momento. Como disse, a autora conhece os seus limites, e talvez esse seja meio que o limite para agradar o público chick-lit, pois mais que mostrem mulheres “independentes” e modernas, tem que ter aquele herói masculino, o grande salvador da mocinha indefesa, SEMPRE. Não que a mocinha não vá ter um par, isso é meio que impossível, mas os protagonistas não precisam ter necessariamente o mesmo biótipo. Fala sério! Mas apesar de tudo, eu curti o Bernardo J. A diagramação é super bonitinha, embora eu não tenha achado o motivo daqueles ícones estranhos quando as cenas mudavam entre parágrafos independentes e ache que a grafia dos e-mails e cartas pudesse ter um capricho maior. A capa é aquela coisa linda e solar que me chamou a atenção e a Novo Conceito tem esse papel com material mais resistente, grosso e muito cheiroso. Azul da cor do mar é um livro encantador, abrasileirado, extremamente água-com-açúcar, e uma aposta muito certa da Novo Conceito. Estou querendo ler os outros livros da Marina e espero que a editora continue publicando mais livros dela!

4/5

10.2.14

Resenha: Poseidon - Anna Banks (O Legado de Syrena #1)

A história de Poseidon concentra-se em uma garota chamada Emma que é apresentada em uma temporada de férias com a amiga Chloe na Flórida a um garoto de beleza excepcional de nome Galen, ela imediatamente fica extremamente encantada. Mas não é esse acontecimento que se destacará dentre os ocorridos, neste mesmo dia, uma coisa terrível acontece a Emma, deixando-a extremamente debilitada emocionalmente. Já de volta à Nova Jersey para o início das aulas, Emma depara-se com a surpresa de reencontrar Galen, que parece estar seguindo-a. Mas Galen parece que quer mais do que apenas importuná-la, ele lhe conta coisas que ela até então não sabia sobre si mesma, levando-a a uma jornada, apresentando a ela a raça dos Syrenas, criaturas metade-humanas metade-peixe que vivem no mar, a qual aparentemente ela pertence.

Eu gostei bastante deste livro e, sinceramente, não sei definir em uma frase concisa os motivos de tê-lo feito. A verdade é que, desde as primeiras páginas, me vi perigosamente envolvido com esta história. O modo como a autora o leva, em uma escrita altamente devorável, simples, com seus devidos devaneios e descrições, tudo na medida certa. Quando ela devia ser mais contida, ela era, quando devia falar um pouco mais sobre os sentimentos dos personagens, o fazia com maestria. Como meu primeiro contato com Anna Banks, não posso poupar-lhe elogios. A construção dos personagens, por sua vez, deixa um pouco a desejar. Mesmo que justificado, essa coisa da Emma cair a cada cinco minutos e ter um acidente quase ridículo em determinada parte, me pareceu bastante forçado e não me convenceu nem um pouco. Galen até que é legal, mas em dados momentos ele se torna extremamente controlador, embora esse comportamento não seja aplicado a Emma, por motivos da garota ser bastante teimosa (e um pouco irritante também).

A mitologia é bem interessante e, mesmo que seja um pouco confusa no começo e ainda acredito que hajam milhares de coisas a serem explicadas e desvendadas no mundo dos Syrenas. Os capítulos são alternados em primeira e segunda pessoa, sendo esta segunda pessoa narrando basicamente as partes de Galen, o que ajuda bastante a estabelecer um apelo entre os dois protagonistas. O desenvolvimento do enredo foi algo que me pegou muito de surpresa. Porque, Poseidon é um daqueles livros que chega de fininho, agradando por motivos desconhecidos, talvez a escrita boa, ou o assunto sendo tratado de forma interessante e nova e depois vem com um final completamente surpreendente. Mas, que nem de longe é uma coisa que não se adequa ao ritmo que nas páginas anteriores tinham sido empregados, como vejo acontecer em muitos outros livros que também são classificados como "parados".

Vi muita gente falando sobre esse livro não ter muita ação, mas acredito que a causa seja por conta de ele ser o primeiro livro de uma trilogia e não é uma falta de ação que te deixa entediado, eu garanto. Porque, como já disse antes, o livro tem uma escrita devorável e poucas páginas. E a razão desse enredo deveras surprendente ter me agradado, diferentemente de alguns livros com ritmos parecidos, foi a autora não querer dar um voo maior do que as asas permitiam. A todo momento, ela estava consciente de seus limites, parecia saber onde queria chegar (enchendo liguiça em alguns capítulos, devo admitir, mas mantendo um ritmo bom). Ela sabia tanto onde queria chegar, que o livro todo encaminhou-se para esse desfecho que não parece ter sido tirado de outro livro, ou pensado de última hora, muito pelo contrário. Teve muito planejamento aqui, por sinal. Então é isso, curti muito a leitura de Poseidon porque foi uma leitura sem preconceitos e expectativas, ele surpreende, entretêm e pronto, isso já é bom o bastante, por enquanto. Mas, é claro, a gente sempre espera uma evolução. E com a minha recomendação, deixo aqui a declaração de que espero avidamente pela continuação da história!

Editora: Novo Conceito
Autora: Anna Banks
Série: O Legado de Syrena - Livro Um
Título original: Of Poseidon
Páginas: 288
4 de 5

13.5.13

Resenha: Anna e Beijo Francês - Stephanie Perkins



Anna Oliphant tem grandes planos para seu último ano em Atlanta: sair com sua melhor amiga, Bridgette, e flertar com seus colegas no Midtown Royal 14 multiplex. Então ela não fica muito feliz quando o pai a envia para um internato em Paris. No entanto, as coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um lindo garoto -que tem namorada.Ele e Anna a se tornam amigos mais próximos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas. Anna vai conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer?




Sabe quando você está saturado com leituras relativamente pesadas e quer muito aliviar com um livro bobinho e leve? Pois bem, Anna e o beijo francês me caiu muito bem. Baixei no Kindle e sai andando com ele pra tudo quanto é lugar e a cada intervalo que tinha, acompanhava um pouco mais da história de Anna. Se eu gostei? Sim, o livro é bom, mostra de forma incrivelmente realista o cenário principal que a cidade de Paris, mas existem algumas coisas que não me desceram muito bem neste livro e vou explicar abaixo.

Primeiro fator que possa ter prejudicado a minha opinião: Ter lido Lola e o garoto da casa ao lado no início deste ano, caso não saiba, este livro nada mais é que um companion, que é o nome dado a livros que fazem parte de uma trilogia ou série, e possuem aparições de personagens dos outros livros, porém sem fazer continuação relevante para suas histórias. Eu já sabia o final da história deste livro, e saber desse super spoiler, com certeza, merece ser considerado. Apesar de saber que mesmo se não tivesse lido eu já saberia, afinal, não é um livro muito surpreendente.
Como posso ter sido tão estúpida? Como posso ter acreditado, por um momento, que não estava apaixonada por ele?
Mas "Lola" também não era surpreendente! Eita, não sei. Os clichês deste livro não me agradaram como os do outro, achei que ficou faltando alguma coisa. A história foi desnecessariamente estendida pelas páginas, preenchidas com descrições belas, porém entediantes a certo ponto, da cidade-luz. Os personagens de Anna, os principais, Anna e St. Clair, também não me envolveram como eu gostaria. Eu torcia por eles, sim, mas não tinha aquele carinho especial, a necessidade de saber o fim da história. Tanto é que demorei uma semana inteira com esse livro, que poderia ter sido lido em apenas um dia.

Uma das coisas mais curiosas e engraçadas foi Stephanie ter feito um personagem aos moldes de uma personalidade famosa da literatura. O pai da Anna é simplesmente uma paródia do Nicholas Sparks e em certos momentos até que fiquei meio preocupado da autora se encrencar com processos ou coisa do tipo. Mesmo com algumas falhas, Anna e o beijo francês é bom, não mostra a que veio, porém vai te divertir com uma viagem instantânea a Paris. Nada de especial. Não vou fazer minha recomendação, leia se tiver curiosidade e vontade. Pode ser que te agrade assim como agradou a muitos.

Editora: Novo Conceito
Autora: Stephanie Perkins
Série: Companion
Título original: Anna and the french kiss
Páginas: 288
Nota: 3 de 5

14.2.13

[ENCERRADO] Promoção Valentine's Day: 2 livros, um vencedor!


Mais uma promoção entrando no ar aqui no Bobagens & Livros, desta vez inaugurando o novo layout e comemorando o Valentine's Day, que foi ontem! Espero que tenham gostado do novo visual e participem desta promoção, que será bem rápida, fácil de participar e premiará uma única pessoa com dois livros! Não é demais, e os livros são romântiquérrimos pra curtir a vibe do Valentine's.

a Rafflecopter giveaway


Atualização 23/02: Parabéns Felipe Z. você foi o grande vencedor! Enviei um e-mail para o endereço que usa no registro do Rafflecopter, se não tiver acesso a esse e-mail, envie-me uma mensagem informando seu endereço com CEP e nome completo até 0h de domingo (24/02). Os livros serão postados na segunda-feira :)

18.1.13

E-books da Novo Conceito a partir de R$ 8,99 na Kindle Store!


Com o objetivo de incentivar a leitura dos eBooks, a Editora Novo Conceito está colocando no mercado, a partir de hoje, 30% de seu catálogo de best-sellers a preços reduzidos. Além dos grandes sucessos de vendas da editora, estão disponíveis lançamentos recentes nas áreas de romance, suspense, guias práticos e desenvolvimento pessoal, com opções para todos os públicos e gostos.

Quem ainda não teve acesso aos livros digitais, que foram a grande sensação de vendas no Natal, ou deseja aumentar seu acervo pessoal, pode acessar a página especial da Editora na Amazon www.amazon.com.br/novoconceito, onde encontrará a lista com os títulos contemplados e os preços promocionais.

8.1.13

Resenha: Lola e o garoto da casa ao lado - Stephanie Perkins


Lola e o Garoto da Casa ao LadoEditora: Novo Conceito
Autora: Stephanie Perkins
Série: Livro Único/ Companion 
Título original: Lola and the Boy Next Door
Páginas: 288
Temo de leitura: 2 dias
A designer-revelação Lola Nolan não acredita em moda… ela acredita em trajes. Quanto mais expressiva for a roupa — mais brilhante, mais divertida, mais selvagem — melhor. Mas apesar de o estilo de Lola ser ultrajante, ela é uma filha e amiga dedicada com grandes planos para o futuro. E tudo está muito perfeito (até mesmo com seu namorado roqueiro gostoso) até os gêmeos Bell, Calliope e Cricket, voltarem ao seu bairro. Quando Cricket — um inventor habilidoso — sai da sombra de sua irmã gêmea e volta para a vida de Lola, ela finalmente precisa conciliar uma vida de sentimentos pelo garoto da porta ao lado.
Depois de ler mais de trocentas resenhas positivas a respeito do outro livro dessa autora, Anna e o Beijo Francês, resolvi solicitar o livro Lola e o garoto da casa ao lado, sem muitas expectativas. Esperei um bom tempo até iniciar a leitura e quado iniciei não me arrependi do tempo gasto, definitivamente, Lola é um ótimo livro e merece muito que gaste algumas horas com ele.

Primeiramente, o que mais me encantou nesse livro foi a leveza como Stephanie conduz o livro, a gente começa a ler e quando se dá conta já leu 100 ou 200 páginas quase que de uma vez só. Não consegui descansar enquanto não o tinha terminado. O livro é narrado em primeira pessoa pela Lola, que é uma personagem super carismática e, apesar de às vezes, me irritar com suas indecisões e a velocidade hiper lenta para descobrir coisas que já estavam implícitas para mim, conseguiu me conquistar e me fazer torcer por ela.
[...] Não estou interessada em fazer o que é fácil.
Estou interessada em fazer o que é belo.
Esse livro não me ganhou pela inovação ou pelo enredo cheio de surpresas e sim pelo nível de... ahm... fofice do livro. Ele tem aquele romance inocente e difícil, típico da adolescência, com um enredo praticamente devorável e que não te deixa ficar cansado ou entediado. Méritos para Stephanie por isso. Algo que me fez ficar com muuuita vontade de ler os outros livros da autora foi a sua habilidade com descrição, com suas palavras, consegui criar uma Lola, um Cricket, uma Calliope na minha cabeça, algo que acontece pouco comigo, já que costumo imaginar apenas pequenos fragmentos do personagem na minha cabeça, é, sou assim.

Uma coisa que sempre me irrita é as observações/ notas de rodapé que a Novo Conceito faz. Coisas que pouca gente sabe e que são cruciais para que possamos imaginar as cenas nem possuem explicações, acho até que o tradutor que faz essas notas deve ter feito curso de culinária ou algo do tipo, uma vez que as notas quase sempre estão informando sobre uma comida citada no livro. Por outro lado, uma coisa que foi mérito do tradutor foi o uso de gírias. 
[...] Só porque algo não tem aplicação prática não significa que não valha a pena ser criado. Às vezes, vale o esforço a beleza, a magia da vida real. 
Contrariando outros livros traduzidos para jovens em que gírias grotescas e irreais são colocadas, nosso amado tradutor da NC colocou coisas super atuais e inclusive adicionou o miguxês brasileiro nas mensagens de texto que são enviadas no livro. Enfm, eu apreciei cada momento dessa leitura e agora estou sentindo falta dele, acho que devo pedir/comprar Anna e o beijo francês porque pode ser uma boa oportunidade de voltar para o mundo da Stephanie, enquanto isso, registro aqui a minha indicação quase que obrigatória, mas claro, sempre analisando se esse é o seu estilo de leitura, depois não venha me culpar por nada! Recomendação master, primeiro favorito do ano!

5 de 5 + favorito

7.1.13

Resenha: Romeu Imortal - Stacey Jay

Romeu Imortal
Editora: Novo Conceito
Autora: Stacey Jay
Série: Julieta Imortal - Livro Dois
Páginas: 320
Tempo de leitura: 3 dias
Amaldiçoado a viver por toda a eternidade em seu espectro, Romeu, conhecido por seus modos rudes e assassinos, recebe uma chance de se redimir viajando de volta no tempo para salvar a vida de Ariel Dragland. Sem saber, Ariel é importante para os dois lados, os Mercenários e os Embaixadores, e tem o destino do mundo nas mãos. Romeu deve ganhar seu coração e fazê-la acreditar no amor, levando-a contra seu potencial obscuro antes de ser descoberto pelos Mercenários. Enquanto sua sedução se inicia como outra mentira, logo ela se torna sua única verdade. Romeu jura proteger Ariel de todo o mal, e fazer qualquer coisa que for preciso para ganhar seu coração e sua alma. Mas quando Ariel se decepciona com ele, ela fica vulnerável à manipulação dos Mercenários, e sua escuridão interna poderá separá-los para sempre.
Depois de ter altas expectativas com o primeiro livro dessa... Duologia (não sei se é a certa forma de nominar) e me decepcionar com o livro, acabei deixando esse livro na lista de espera mais do que o merecido.  Assim como Julieta Imortal, o segundo livro, com Romeu, não é de todo ruim, mas é recheado de coisas bem clichês que impedem que o livro tenha aquela fantasia romântica e poética da história de Shakespeare.

O fato de ser trazido para os dias de hoje, no mundo dos Young-Adult e no High School americano é, sem dúvida corajoso, assim como colocar um dos casais mais famosos da literatura como inimigos imortais, mas sinto que, novamente, Stacey não trouxe o suficiente para fazer um livro, digamos, espetacular, assim como eu sempre espero que seja. Romeu Imortal é raso e nada complexo, porém, tem uma certa evolução que me ajudou a classificar este livro melhor do que o primeiro. (Eu classifiquei o primeiro como 5 de 5 na resenha, mas depois de um tempo, essa classificação foi caindo)

De início, eu não gostei muito do casal principal, não acreditava que Romeu fosse se apaixonar de verdade por Ariel, seus pensamentos no início são sempre visando poder ganhar o cargo de pacificador, mas com uma mudança que é muito bem impressa nas páginas do livro, nós passamos a torcer para que tudo dê certo na vida do nosso personagem redimido. Ariel continua a mesma personagem ingênua do primeiro livro, mesmo que seu corpo fosse comandado por Julieta, mas se torna uma peça importante para o desenvolvimento do enredo.

Stacey teve uma melhora significativa na escrita, mesmo que eu considere o início um pouco lento, o final nos obriga a devorar as páginas sem dó algum. Apesar de tudo, eu gostei do fim, acho que foi bem merecido para os personagens depois do que passaram. Terminando essa coleção, apenas indico para quem deseja ter uma leitura por entretenimento, não ache que vá achar algo profundo, complexo, Shakesperiano. A saga dos imortais é apenas uma releitura curiosa da história, bem feita ou não, você só vai saber se ler.

3,5 de 5