Mostrando postagens com marcador Cinquenta Tons de Cinza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cinquenta Tons de Cinza. Mostrar todas as postagens

2.3.15

Cinema: A adaptação de "Cinquenta Tons de Cinza"

No último mês, não se falou de outra coisa, aliás, desde que essa adaptação foi anunciada, um burburinho se criou. Quem seria o Grey? Quem seria Anastasia? Como eles colocariam as cenas picantes no cinema? Existia muita curiosidade e ansiedade para que o livro fosse adaptado para as telonas e, depois de um tempo, ocorreu a estreia do filme de Cinquenta Tons de Cinza, mostrando que tem tudo para ser mais uma das franquias inspiradas em livros de maior sucesso, sendo a maior estreia de um filme em fevereiro em toda a história do cinema americano.

Mas saiamos dos números e vamos falar do filme. Pra quem não sabe, Cinquenta Tons de Cinza gira em torno da desajeitada srta. Anastasia Steele, estudante do último ano de literatura inglesa na faculdade. O livro começa quando a melhor amiga de Ana, que estuda jornalismo na faculdade, está doente demais para fazer uma entrevista. Anastasia acaba indo no lugar da amiga enferma totalmente no escuro, sem fazer muito ideia de quem seria a pessoa que estava prestes a falar. O objeto da entrevista, por sua vez, é um personagem que, à primeira vista, chama atenção aos seus olhos e é bastante peculiar. Seu nome, Christian Grey.

Christian é o CEO da Grey Enterprises. Resumindo, ele é podre de rico e bastante intimidador também. Durante sua entrevista, Anastasia quase morre de nervoso e só faz demonstrar a sua falta de habilidade em lidar com outras pessoas, principalmente pessoas como Grey. Apesar do começo constrangedor, a personalidade quase intrusiva de Christian faz com que eles se encontrem novamente em algumas outras ocasiões (e Ana aos poucos vai percebendo que ela fica muito feliz com isso) e deem início a um relacionamento. Até então, nada de diferente, não é mesmo? Acontece que Christian Grey não é apenas um cara super poderoso e intimidador, ele tem alguns hábitos e, junto com Ana, descobriremos quais são.

Cinquenta Tons de Cinza é um filme bem fiel ao livro. Muitas cenas mantiveram-se intactas à obra de E. L. James. Que pena (risos). Porque, ao dizer que o filme ficou igual ao livro, tenho que dizer que o filme tem a mesma construção pobre de enredo e personagens, e a mesma habilidade de preencher espaço com cenas irrelevantes, sendo as do filme um pouco melhor, porque eles colocaram mais cenas de amorzinho entre o Grey e Anastasia, focando-se mais no relacionamento em si. No livro, essas cenas fillers foram em sua maioria cenas de sexo, que não significavam muita coisa além do desejo de encher as páginas e fazer jus à temática erótica. Em relação à adaptação, o livro está um pouco inferior quanto à trama, e a rapidez dos acontecimentos, mas como disse, os dois são muito parecidos, então não há muita melhora.

Os atores, por sua vez, me pareceram no ponto dos personagens. Dakota Johnson no papel de Anastasia é quem mais merece elogios. Ela conseguiu captar a essência da personagem de uma forma que Kristen não conseguiu com Bella. Mostrou-se realmente a garota desajeitada, e até um pouco feia, que é descrita nos livros. O Grey ficou um pouco fora do tom. Jamie não pareceu estar completamente confortável no papel, e não passou a confiança necessária para interpretar o Christian. Os outros atores são quase que meros figurantes, já que as cenas são monopolizadas pelo casal principal, mas não vi nenhum destaque negativo. Desafio: Contar quantos segundos e quantas falas teve a cantora Rita Ora nesse filme!

Quando o filme terminou, saí do cinema com o mesmo gosto que tive ao terminar o livro. Começou muito bem, com aquela misteriosidade, que gera um interesse súbito. Mas aos poucos vai desdobrando-se de uma forma pouquíssimo favorável. Coisas desnecessárias acontecem e cenas que só servem para confundir o entendimento, deturpando o que até então achava ser o relacionamento de Christian e Ana, e a opinião desta segunda sobre o que Christian lhe mostrou. As cenas finais são uma coisa que até hoje não entendo e nunca esperei para ler o segundo para descobrir e também não farei com o próximo filme, espero. Assisti a este apenas com o desejo de ter a experiência filme x livro e, agora que já tive, não quero mais. Já posso partir para a próxima.

2,5 de 5
(1 ponto especial para a trilha sonora, que está de matar!)

Comente!

26.4.13

Cinquenta Tons de Cinza - O filme: Escolhido o ator que irá interpretar Christian Grey!


Depois de muita especulação acerca de quem interpretaria o sr. Grey, do famoso e polêmico livro Cinquenta Tons de Cinza, finalmente foi oficialmente anunciado que o papel será de Alex Pettyfer. O que pegou todos de surpresa, porque as fãs cogitavam Matt Bommer e outros autores mais "parecidos" com as características descrita por E. L. James nos livros. Mas enfim, a magia de Hollywood faz milagres e tenho certeza que Pettyfer fará um ótimo Grey nas telonas!

O filme será dirigido por Gus Van Sant e deve chegar aos cinemas em março do ano que vem e ainda há uma grande curiosidade sobre quem interpretará a protagonista dos livros, Anastasia Steele!

22.9.12

Resenha: Cinquenta Tons de Cinza - E. L. James

Cinquenta Tons de CinzaEditora: Intrínseca
Autora: E. L. James
Título original: Fifty Shades Of Grey
Série: Cinquenta Tons de Cinza - Livro Um
Páginas: 343 na versão física
Tempo de leitura 13 dias

Anastasia Steele é apenas uma estudante de literatura, mas o acaso e a sua amiga Kate a colocam frente a frente com o bilionário (ou ziliardário, como assim ela se refere a ele em muitas passagens do livro) Christian Grey, um homem misterioso e diferente de todos que ela já conheceu, o homem tem uma personalidade forte e surpreendente e tudo começa aqui.

Sem saber no que está se metendo, em pouco tempo ela se vê em um relacionamento com Christian, mesmo com ele a alertando que deva se afastar, mesmo que seu relacionamento com ele seja bem diferente do que os convencionais e Anastasia acaba descobrindo de forma abrupta que sua personalidade é bem mais obscura do que ela jamais teria imaginado.
— Você sabe, Anastasia, este foi um fim de semana de primeiras vezes para mim também  — diz baixinho.
—  Foi?
—  Eu nunca dormi com ninguém, nunca fiz sexo na minha cama, nunca levei uma garota no Charlie Tago, nunca apresentei uma mulher à minha mãe. O que você está fazendo comigo?  —  Seus olhos ardem em chamas, com uma intensidade que me tira o fôlego.
Lá vem a história! Mais clichê impossível. Comecei a ler Cinquenta Tons de Cinza com um misto de animação e medo. Animação porque geralmente esses livros odiados pela blogosfera são sempre os meus favoritos e medo porque o livro prometia ser forte, com altas cenas de sexo e eu não sabia o que acharia sobre, já que esse seria o meu primeiro contato com a literatura erótica, que teve um boom nos últimos tempos.

Diferentemente da maioria das pessoas, eu não achei que a escrita de E. L. James seja fraca. Bem, ela não é lá uma grande escritora, este é seu livro de estréia e é adaptado de uma fanfic, então somos obrigados a revelar isso. Porém, se eu dissesse que não gostei do seu estilo de escrever, estaria dizendo a maior mentira da minha vida. Simplesmente porque eu devorei as primeiras duzentas páginas desse livro em poucos dias. A forma simples como ela narra o relacionamento abusivo e os desdobramentos que rolam na mente de Anastasia é algo viciante e funciona com perfeita leveza diante das cenas fortes de sadomasoquismo a que somos submetidos em boa parte das páginas do livro.
Christian me dá a mão e me conduz ao carro. Esse contato, pele com pele, é o que é tão inesperado da parte dele, normal, íntimo. Não dá para conciliar esse gesto casual, terno, com o que ele quer fazer naquele quarto... O Quarto Vermelho da Dor.
Bem, aí está um tema delicado. O meu grande medo, a grande razão por eu ter ficado com receio antes de ler esse livro, foi ele ter ganhado uma fama enorme por conter algo diferente da maioria dos livros eróticos por aí (não que nunca tenha existido, mas digamos que E. L. James apareceu na hora certa com o material certo), a história é recheada de temática BDSM e com cenas de espancamento e sexo sádico. Na minha opinião, as duzentas primeiras páginas do livro são perfeitas.

Eu poderia fazer duas resenhas, simplesmente porque eu estava adorando o livro, chegando a exaltá-lo em meu twitter e nas atualizações do skoob como um dos meus favoritos do ano. Eu gostei muito da forma como a autora lidava com a personalidade de seus personagens (Eita, tá certo isso?), eu virava (ou clicava) as páginas avidamente à procura de informações sobre o passado de Christian e fica ansioso para saber o que Ana acharia das suas atitudes.
— Sua questão seguinte, eu já mencionei. Você não pode ir embora a qualquer momento, Anastasia. Não vou impedi-la. Mas se for, acabou. Só pra você saber.

— Tudo bem — respondo baixinho. Se eu for embora, acabou. A ideia é surpreendentemente dolorosa.
Falando dos personagens, eu não poderia deixar de ressaltas as semelhanças entre os personagens de Cinquenta Tons e a série Crepúsculo, todo mundo sabe que a história é originada de uma fanfic safadinha de Twilight e a autora apenas mudou os nomes e algumas características por razões de direitos autorais. Mas é basicamente tudo o que não teve em Crepúsculo (sexo, sexo, sexo) de uma forma mais exagerada, ou não.

Na verdade, ler Cinquenta Tons é quase como se ler o que aconteceria com o romance de Bella e Edward se eles fossem pessoas normais. Ou até mesmo ler a saga com um Edward menos casto, mesmo com todo o sexo abundante, há a mesma tensão sexual do nosso casal favorito e os dois tem praticamente a mesma personalidade. Edward é abusivo, autoritário e possessivo, de uma forma mais real, e Bella é a garota passiva, que aceita tudo pelo seu amado, assim como nos livros de Meyer.
— Disciplina. Há uma linha muito tênue entre prazer e dor, Anastasia. São dois lados da mesma moeda, e não há um sem o outro. Posso lhe mostrar quão prazerosa pode ser a dor. Você não acredita em mim agora, mas é isso que eu quero dizer com confiança. Vai haver dor, mas nada que você não possa suportar. Mais uma vez, tudo é confiança. Você confia em mim, Ana? Ana!

— Confio.
O que mais gostei nessas primeiras páginas foi que ainda existia aquela curiosidade com a história e também o encantamento de perceber o caco psicológico em quem Anastasia se formava enquanto assumia sua postura de submissa e o quanto não entendia a personalidade cheia de dualidade de Christian, o que depois de um tempo, ela acaba adotando como normal.

A resenha poderia terminar aqui, se eu não tivesse lido as terríveis cem últimas páginas do livro. A verdade é que, a partir de um determinado capítulo, as coisas simplesmente desandam. A falta de experiência de E. L. a fez organizar de forma extremamente falha o enredo, que acabou estragando o livro. A partir da página trezentos e pouco (no formato do meu Kindle), a história passa a vagar como zumbi sem rumo, por isso a minha demora para terminar.
Suspiro, e sou Eva no Jardim do Éden, e ele é a serpente, e não consigo resistir.
Há uma falta de conflito nos últimos capitulos, E. L. só resolve que há um problema nas últimas páginas do capítulo vinte e seis, que é o último. Até aí, não sabia até onde ela queria chegar com tudo isso. Se haveria um vilão, se haveria um triângulo amoroso. Eu não sabia o que esperar e, mesmo assim, a decepção foi total com a mornice do final, que me deixou sem muita vontade de ler o próximo.

Nem mesmo as cenas enérgicas de sexo sadomasoquista de Ana e Christian convencem mais, você sente que a autora ficou enrolando e eu desconfio de que tudo não passou do já conhecido oportunismo literário assim que ela descobriu que a fanfic estava fazendo sucesso. Ela prometeu, trouxe uma boa história, enrolou, enrolou, enrolou e no fim fez um desfecho completamente insatisfatório ao fantástico livro que tinha se tornado até a página duzentos. Foi uma decepção, para mim. Não sei se recomendo, mas ainda tenho vontade de ler Cinquenta Tons Mais Escuros quem sabe no fim do ano, ou no ano que vem, ainda não sei.
Meu pensamento se deixa levar para a tarde de hoje. Pelo que percebi das preferências dele, acho que pegou leve comigo. Será que eu faria isso de novo? Nem sequer posso fingir criar caso por causa disso. Claro que faria, se ele me pedisse — desde que não me machucasse e que essa fosse a única maneira de estar com ele. Essa é a moral da história. Quero estar com ele.
5/10
Justificativa: Promete, deixa na expectativa e decepciona no final.