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5.11.12

Resenha: A Vez da Minha Vida - Cecelia Ahern

A Vez da Minha VidaEditora: Novo Conceito
Autora: Cecelia Ahern
Título original: The Time Of My Life
Série: Livro Único
Páginas: 384

Nem você se conhece, como pode esperar que a conheçam?
Desde que eu participei da promoção do quebra-cabeça da Novo Conceito e tive acesso a alguns capítulos deste livro, fiquei extremamente interessado. Já faz um tempo que venho procurando um bom chick-lit para ler e, além de tudo, queria poder provar da escrita da Cecelia antes de enfrentar que P.S Eu Te Amo, que é um livro pelo qual mantenho pré-opiniões diversas. Foi então que, assim que chegou aqui eu o peguei para ler e vocês verão o que eu achei nas próximas linhas.

A Vez da Minha Vida conta a história de Lucy Silchester, uma mulher que há muito tempo vive mantendo segredos de sua vida para a família e amigos, fazendo-nos acreditar que ela está bem quando, na verdade tem uma vida nada admirável. São tantas as mentiras que ela acabou tomando-as para si e acreditando que estava realmente bem com si mesma. Até que ela recebe uma carta da Vida, dizendo a ela que têm um compromisso.

Eu adorei esse livro. Ele é super fofinho, positivo e romântico. Eu imaginava que seria um pouco mais pesado devido à temática do outro livro, já citado, desta autora. Me enganei completamente. Uma das coisas que eu mais gostei foi a escrita em primeira pessoa da Lucy. Ela tem o hábito de mentir sobre a sua vida e, para evidenciar o fato de que ela mente até para si mesma, a autora nos faz acreditar em coisas que logo após são desmentidas. Outro personagem que me agradou muito foi a Vida, ele é todo engraçado e assim como a personagem principal, passa por uma evolução considerável durante o livro. Todos os personagens me agradaram, todos foram muito bem trabalhados pela autora.

No entanto, um dos poucos destaques negativos deste livro é a falta de informações para o leitor. Durante todo o livro fica muito mal explicado o que, na verdade, é o personagem Vida o que, acredito eu, seja uma coisa no estilo Babá McPhee, o pior de tudo é que todos parecem tratar aquilo com mais normalidade do que o... Normal. O enredo é bem construído, apesar de existirem alguns pontos lentíssimos durante a leitura, inclusive nas últimas páginas que me fizeram demorar mais para concluir a leitura. Como uma prova da escrita da autora, bem, acredito que ela esteja aprovada, mas ainda não sei se lerei P.S. Eu Te Amo, amo a Lucy e seu jeito sarcástico, Don, Vida e Riley. Esse livro é altamente recomendado!

5 de 5

22.1.12

"13 pequenos envelopes azuis": Lançamento da Underworld tem capa divulgada


A Editora Underworld parece ter saído de vez do mundo sobrenatural onde vivia, ou pelo menos dar uma colorida em sua catálogo, que mais dark não podia ficar. Entre lançamentos nacionais e internacionais, o livro de Maureen Johnson teve sua capa divulgada e diferencia-se das outras da editora, tendo sido a mesma da edição original. E vocês, gostaram?


Você seguiria as instruções? Você viajaria pelo mundo? Você abriria os envelopes um após o outro? Dentro do envelope um existem mil dólares e instruções para comprar uma passagem de avião. No envelope dois existe um endereço para um “flat” em Londres. O recado no envelope três diz a Ginny: Encontre um artista. Por causa do envelope quatro, Ginny e um dramaturgo/ladrão/cansado-da-cidade chamado Keith vão para a Escócia juntos, com alguns resultados desastrosos, porém extremamente românticos. Mas será que ela irá vê-lo de novo? Tudo sobre Ginny irá mudar nesse verão, e tudo por causa dos 13 pequenos envelopes azuis.

21.9.11

Resenha: Não sou este tipo de garota - Siohban Vivian


Editora: Novo Conceito
Autor: Siohban Vivian
Ano: 2011
Título original: Not that kind of girl
Páginas: 248
Tempo de leitura: 2 dias

Recebi Não sou este tipo de garota pela Novo Conceito, parceira do blog, sem pedir. Eles me mandaram por ser um lançamento, então como eu não tinha pedido e não estava com muita vontade de ler o livro com urgência, fui deixando para depois. Li alguns livros que tinha recebido ou comprado depois e agora, vejo que me arrependo de ter furado fila com o livro.
Contei a história para Autumn, e ela olhou para o corredor. –– Então, espera aí. Você ficou tão entretida conversando com a Spencer que se esqueceu de falar para ela sobre a calcinha?
Virei-me e vi Spencer agachada novamente, sua bunda estava à mostra para quem quisesse ver.
A história de Siohban Vivian fala sobre a vida de Natalie Sterling, uma garota toda certinha que está em seu último ano de colégio e estuda na Academia Ross e até então só tem uma amiga, daquelas que fazem tudo juntas, Autumn. É o início de mais um ano na escola e Natalie pretende fazer tudo certo, tirar as melhores notas, passar em um exame preparatório e ser presidente do conselho estudantil. Mas, a partir da chegada de uma novata, de quem Natalie foi babá no passado, chamada Spencer as coisas a mudar. 

Certifique-se de que essas são as minhas palavras, mas é tudo o que posso informar sobre o livro. Esta resenha, provavelmente, não te irá te impressionar pela história e sim pelas qualidades do enredo e da criação dos personagens. Quando li a sinopse, pela primeira vez, de Não sou este tipo de garota fiquei meio sem vontade, já que ela não revela quase nada e tem muito a cara de ser um chick-lit adolescente qualquer. A autora prende o leitor de uma forma arrebatadora logo no início, assim que conhecemos a triste história de Autumn, que foi apelidada de isca de peixe nos primeiros anos e a luta para a personagem principal conseguir ter uma campanha de presidente do conselho que fosse boa e proveitosa. 
–– Não se preocupe comigo –– disse ao levantar-se ––, sei tomar conta de mim mesma, juro. –– Ela nem imaginava que ia acompanhá-la, mas foi exatamente o que fiz. –– Natalie –– sussurrou ––, o que você está fazendo?
–– Estou livrando a sua barra –– disse, tomando a sua frente.
Como você pode reparar no meu tempo de leitura, dois dias foram o suficiente para eu poder ficar louco para saber a conclusão deste livro. Os personagens se desenvolvem de uma maneira mágica, despertando no leitor querer ler mais e mais e nem perceber que está passando, lendo e observando pelas duzentas e poucas páginas do livro. No começo do livro, a Natalie parece uma garota bem chata e quadrada, e depois, fica provado que ela é sim e seu amadurecimento ao logo da história é o grande barato do livro.

O que dizer de um livro que, ao mesmo tempo que diverte, ensina algo muito importante? Não sou este tipo de garota quebra os paradigmas do jovem adulto atual a  nos mostrar, de forma corajosa, o verdadeiro universo adolescente, sobre o que irá acontecer após a ida à faculdade, sobre querer algo na vida e sobre aproveitá-la da melhor forma possível, apenas sendo você mesmo. O amadurecimento da protagonista se deve à grande gama de acontecimentos, bem comparados a um funil.
Eu o segui pela trilha estreita de pinheiros. Não conversamos, provavelmente porque fiquei o tempo todo um pouco atrás dele. Não conseguia parar de olhar ao redor. Muitas as árvores eram enorme,s mas algumas tinham a minha altura. Estendi a mão e toquei nas folhas, que também era de vários tamanhos. Duras, macias,  oleosas. Pequenos pedaços de feno tinham sido colocados ao redor de cada uma das árvores, para mantê-las aquecidas, acho. Estava bem frio ali. Dava para ouvir a minha respiração. E era muito silencioso. Assustadoramente silencioso. O céu estava carregado de um milhão de estrelas que jamais havia visto da minha casa, havia estrelas tão pequenas que pareciam poeira.
No início você pensa que aquilo não tem a mínima importância para você e, depois, está sentindo a mesma pressão que a personagem sente dos professores, dos pais, dos colegas de classe. Natalie está sempre querendo ser perfeita, provar aos velhos e aos mais novos que está acima de todo o tipo de bobagem que pode ser cometida nessa idade, mas ela acaba percebendo depois que o verdadeiro fruto da vida no colegial é colecionar amigos e boas histórias, claro, além de colher frutos para o futuro.

Com toda certeza, Siohban soube bem aproveitar tudo o que tinha nas mãos. Fazendo de todos os acontecimentos convincentes e reais, bem adequados aos jovens de hoje em dia. A nós! Fazendo do mundo das escolhas, o ambiente perfeito para personagens apaixonantes e verdadeiros como Spencer, Autumn e Connor, absurdamente importantes para tudo o que acontece. As escolhas e suas consequências, vivenciamos isto desde o começo até o fim do livro e nem ao menos nos damos contas até estar explícito de que isso foi uma moral.

Talvez seja essa a grande fórmula de sucesso de 'Não sou este tipo de garota', trazer uma moral, implícita sem que o leitor perceba e nos fazer ficar com aquilo na cabeça, como não imaginava no início. Siohban é uma grande prova do as aparências enganam, recomendo sim e muito este livro, que te fará pensar nas escolhas que você fez e provavelmente nas escolhas que fará e nas consequências que todas elas certamente trarão a você no futuro.

Não posso reclamar nada da Novo Conceito, a diagramação do livro é tão apaixonante quanto a história. O verniz da mancha da capa é mais lindo ainda ao vivo e as folhas e a capa moles facilita muito para quem lê sentado apoiando o livro nas próprias mãos. Quanto a edição das páginas, a capitulação ficou ótimo e os capítulos pequenos, fazem o livro passar rápido de uma forma gostosa e proveitosa. Destaque negativo apenas para os travessões que faltam no fim de algumas falas para distinguir os pensamentos em primeira pessoa da personagem principal, já visto em outros livros da editora.

Torço muito para que, com essa resenha, você seja encorajado a ler como eu não fui pela sinopse e tire a prova futuramente de que as aparências enganam e de que Não sou este tipo de garota irá surpreendê-lo e virar um de seus livros favoritos já lidos. Daria nota dez, mas como não tem, fico com cinco, a nota máxima!
Não importava o que o futuro trouxesse –– novos amigos, novos namorados, novos caminhos –– sabia que estaríamos na vida uma da outra para sempre. A mudança não era mais algo a ser temido. E apesar de o meu retrato estar pendurado na parede, não me importava nem um pouco com a forma com que seria lembrada. Contato que nunca me esquecessem,
5/5