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10.8.14

Reli: Cidade das Cinzas - Cassandra Clare (Os Instrumentos Mortais #2)


Cidade das CinzasNo segundo volume de Os Instrumentos Mortais, Clary está em busca da solução para o problema com sua mãe. Ao mesmo tempo em que ataques suspeitos a criaturas do Submundo andam ocorrendo e ninguém sabe quem os está executando. Este é o livro mais parado da série. E o mais chato também. Eu fiquei enrolando para começar a ler porque sabia que ele não seria bom. Havia uma pequena esperança de que, nessa segunda leitura, eu pudesse ver o livro com outros olhos (talvez tivesse sido apenas a época que eu li, que não fora propícia). Mas não. 

Eu não sei o que aconteceu. Mas neste livro, tá tudo ruim. O enredo tá ruim, a escrita tá chata e cansativa. Os acontecimentos não são nem um pouco empolgantes e o livro acaba por deixar explícito que ele é apenas uma ponte entre o primeiro e o segundo. Surpreendendo quem achou que seguiria a mesma rapidez de Cidade dos Ossos, um balde de água fria nos é jogado conforme lemos. Eu ia lendo sem um pingo animação, assim como da primeira vez e já tinha me conformado de que o livro era assim independente de quantas vezes o lia. 

Novos personagens são introduzidos. Como Maia e a Inquisidora. E até mesmo os pais de Alec e Isabelle. Maia tem a melhor história, contada logo quando ela aparece e a Inquisidora Herondale, além de ter uma importância enorme neste e nos outros livros tem uma cena que, de longe, é uma das melhores desse livro. Depois de um começo e meio frio, as coisas só começam a esquentar lá pela página (eu marquei) 258, quando Clary tem uma grande descoberta sobre si mesma. 

Se você for parar para pensar, o livro demora muito para engrenar, tendo em vista que ele tem apenas 400 páginas. Porém, uma vez que ele engrena, as coisas esquentam e o livro mantêm-se assim para um final mais organizado que o do primeiro e muito mais épico também. O que é aquela cena final? Meu Deus, de tirar o fôlego. Cidade das Cinzas é um livro mediano, entediante, mas que é preciso para que se possa ler o próximo. Ele, de fato, precisava ser escrito e publicado porque as coisas que acontecem aqui e posteriormente precisavam dessa introdução. Enfim, não é o meu favorito da série. Na verdade, o que menos gosto.

3 de 5

23.12.13

Resenha: Cidade dos Anjos Caídos - Cassandra Clare (Os Instrumentos Mortais #4)

Cidade dos Anjos CaídosEntão, antes de começar a escrever esta resenha preciso confessar que está sendo um pouco difícil escrevê-la. Simplesmente porque Cidade dos Anjos Caídos foi um livro muito, muito bom, com inúmeros pontos positivos e eu simplesmente não sei por onde começar, então me perdoe se em qualquer parte deste texto eu acabar soando confuso. É inevitável. Este volume meio que reinicia a história que era para ter terminado em Cidade de Vidro. Podia ter terminado ali? Sim. Eu queria que ela tivesse terminado ali? Com a mais absoluta certeza de que não.

Aparentemente, tudo está perfeito. Clary, Jace e seus amigos estão vivendo os seus finais felizes. Mas por muito pouco tempo. As coisas começam a acontecer bem rápido quando já no começo do livro nos deparamos com mortes misteriosas de caçadores de sombras, mistério que perdurará por boa parte do livro e será um dos fios que irá fazer parte da trama. Neste livro, Cassandra Clare volta com sua escrita afiadíssima, seu enredo de tirar o fôlego e seus personagens apaixonantes. O enfoque em Simon fez com que ela mantivesse sempre duas cenas sendo narradas ao mesmo tempo, com pausas cliffhangers enquanto alternava entre uma e outra, fazendo que os capítulos, mesmo que grandinhos, passassem sem que eu nem percebesse.

Eu adoro esses livros. A sensação de que várias coisas estão acontecendo ao mesmo tempo, a falta daquela sensação de tédio nas partes chatinhas praticamente não existe. Não vou dizer que não existe totalmente porque existiu uma parte em que eu quis que passasse rápido, mas por sorte, esta parte dura bem pouco, logo antes do desfecho incrível e vou logo avisando: extremamente cliffhanger. A série era ótima quando nos limitávamos, de certa forma, ao que Clary passava. Ela, apesar de ser um pouco por carregar o fardo das protagonistas, era uma protagonista legal. Mas se tem um personagem ainda melhor na série toda, na minha opinião (perdendo apenas para Magnus Bane), é o Simon.

Ele é aquele tipo de nerd brincalhão, super gente boa, que sempre faz tudo por todo mundo. E, neste livro, acompanhamos um aprofundamento na personalidade dele, ao ver pelos maus bocados que ele está passando quando finalmente começa a sentir o peso de ser um vampiro. O Jace continua aquele poço de sarcasmo, mas consegue ser bem chato quando quer. Alec e Magnus formam o melhor casal gay de todos <3 e Isabelle... Ah, Isabelle! Resumindo, eu curti muito, muito mesmo, a leitura de Cidade dos Anjos Caídos, acho que o único ponto negativo que posso apontar é a revisão cheia de erros da editora, mas isso nem culpa da autora é. Recomendo muito que você leia assim que possível a série e leia este livro, porque está imperdível. Mal posso esperar para Cidade das Almas Perdidas, que já tenho aqui, mas estou com super pena de ler porque o último ainda nem foi lançado lá fora. :( Mas acho que minha curiosidade vai ser maior!

Editora: Galera Record
Autora: Cassandra Clare
Série: Os Instrumentos Mortais - Livro Quatro
Título original: City of Fallen Angels
Páginas: 360
5 de 5
Outros livros da série: 

1.1.13

Resenha: Cidade das Cinzas - Cassandra Clare (Instrumentos Mortais #2)


Cidade das Cinzas
Editora: Galera Record
Autora: Cassandra Clare
Série: Os Instrumentos Mortais - Livro Dois
Título original: City of Ashes
Página: 404
Tempo de leitura: 4 dias
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Quando o segundo dos Instrumentos Mortais, a Espada da Alma, é roubada, a aterrorizante Inquisidora chega ao Instituto para investigar — e suas suspeitas caem diretamente sobre Jace. Como Clary pode impedir os planos malignos de Valentim se Jace está disposto a trair tudo aquilo em que acredita para ajudar o pai? Nessa sequência de tirar o fôlego da série Os Instrumentos Mortais, Cassandra Clare atrai os leitores de volta para o lado mais obscuro do submundo de Nova York, onde amar nunca é seguro e o poder se torna a mais mortal das tentações.
Depois de algum tempo com o livro aqui em casa na lista de espera, decidi dar uma chance à sequência da trilogia (agora uma série) de Cassandra Clare. Eu li Cidade dos Ossos em agosto deste ano e me surpreendi positivamente, assim como o primeiro livro, a continuação é igualmente bem trabalhada e devorável e, agora, tem a sua devida evolução de qualidade.

O livro traz novamente os personagens muito bem apresentados do primeiro livro, dando continuidade à tudo o que o primeiro deixou de pontas soltas. Particularmente, eu ainda prefiro Cidade dos Ossos, por toda aquela quantidade de sentimentos e o excesso de coisas que acontecem ao mesmo tempo, mas se for parar para analisar, de uma forma mais profissional, digamos, é possível notar uma melhora na criação do enredo.

Os personagens continuam sendo muito bem escritos e reais, Clary não é daquelas protagonistas chatinhas, mas não é um símbolo de coragem. O melhor continua sendo Jace, com um passado extremamente interessante e com ótimas tiradas que acabam criando as melhores cenas do livro. Simon é uma ótima aposta para os próximos livros, pode render bastante coisa.
— Ora, vamos, Jace — disse Clary. — Você não pode esperar um comportamento perfeito de todos. Adultos também fazem besteiras. Volte para o Instituto e converse com ela racionalmente. Seja homem.
— Não quero ser homem. — disse Jace. — Quero ser movido à angústia adolescente, sem conseguir confrontar os próprios demônios interiores e descontando tudo verbalmente nos outros.
— Bem — disse Luke —, nisso você está se saindo muito bem.
Mesmo que Cidade das Cinzas traga praticamente a mesma quantidade de acontecimentos, todos, claramente, de extrema importância para a trama principal, é visível que tudo aconteceu no momento certo, foi separado de forma certa, intercalando com momentos de calmaria que, logo após, era substituídos pelas clássicas tempestades de Cassandra Clare.

Porém, algo que me fez demorar bastante para terminar o livro (fiquei penando nas últimas 30 páginas) foi a deficiência da autora para escrever cenas de luta e ação nos últimos capítulos. Ela não conseguiu manter um bom ritmo, se perdia em descrições exageradas que acabavam por prejudicar a dinâmica visual. Fora isso, gostei muito do livro e aproveitei cada momento, chegando a virar a noite vidrado no mundo dos Caçadores de Sombras. Sem dúvida, muito recomendado!

4,5 de 5