Editora: Mundo Mirim
Autor: Eunice Sertã
Ano: 2009
Título Original: Perigo na Ilha
Páginas: 120
Nada como uma leitura leve para superar a decepção que foi o livro anterior que li. Estava meio sem saco para ler alguma coisa, não conseguia começar uma leitura normalmente e sempre parava para fazer outra coisa.
Até que peguei emprestado de minha colega de escola o livro Perigo na Ilha.
A obra conta a história de Aninha e seus amigos que vão com o pai da garota para uma viagem de lancha na Ilha Grande. Uma tempestade começa e os garotos que foram com Ana, sua amiga (Luísa) e seu pai se perdem deles. Agora eles terão de encontrar os meninas e tentar volta para a ilha de algum jeito, que não será de lancha. Já que a tempestade piora a cada minuto.
Eles não imaginam que naquela ilha podem aparecer contrabandistas e também nem sonham em encontrar com um homem-bicho. A aventura começa a ficar perigosa e eles tem de dar um jeito de sair dali antes que coisas piores aconteçam.
O meu tempo de leitura foi de uma rapidez! Li em dois dias. A diagramação é toda meio manchada como se o livro tivesse caído no mar, é cheio de figuras e as letras são enormes e bem espaçadas.
O desenrolar da história não demora nada e as coisas acontecem bem rápido. Amei os personagens e a narrativa da Aninha ficou super adequada para uma garotinha de onze/doze anos.
–– Vão indo –– falou papai. –– Aninha e Luísa, passem para a outra lancha, que eu vou procurar os meninos. Não posso deixá-los aqui, apesar de que eles bem que merecem! Garotos malucos! Tunico, leve as meninas com você, eu me viro bem com os dois, vou embora assim que eles aparecerem.
O desenrolar da história acontece bem rápido, como disse. E quando você vê, já está lá no fim torcendo para aqueles que são chamados de "nossos heróis". A Ana é a tipo personagem super-corajosa, amei tudo o que ela faz e pode parecer imaturidade algumas vezes, mas ela sempre faz as coisas certas no final. Mesmo que isso acabe arriscando sua vida.
Diferente de muitos protagonistas de livros ela é de fazer e não fica presa na narrativa se perguntando se vai ou não executar a ação por milhares de páginas. O que me decepcionou foi capa, colocaram um seres muito parecidos com dementadores do Harry Potter e eu sinceramente que no livro tivesse algo sobrenatural. Mas me enganei completamente. Não há!
O fim não é lá uma coisa muito surpreendente. A leitura é leve, é juvenil então a única preocupação que a autora tem no final é solucionar as pontas soltas e achar uma forma de criar um "felizes para sempre" convincente. E conseguiu! Amei e quero continuação.
Super recomendo a leitura, daria mil pontos e acho que, pra quem gosta de uma boa aventura infanto-juvenil e uma boa história tupiniquim e brasileira é uma boa aposta. Ou pra quem ainda não leu um gênero assim... Perigo na Ilha é uma ótima forma de começar.
–– Mas você não tem um rádio transmissor? Como é que você se com outras pessoas? ––
Perguntou Pedro. [...] –– Eu não me comunico! Quantas vezes vou ter que repetir que eu NÃO GOSTO DE GENTE.