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28.8.11

Resenha: Lua Azul - Alyson Nöel

Editora: Intrínseca
Autor: Alyson Nöel
Ano: 2010
Título Original: Blue Moon

Comecei Lua Azul confiante. Li algumas resenhas da série pela Deborah e gostei muito da percepção dela da série. Então decidi que teria que dar mais uma chance aos Imortais. Mesmo minha resenha não tendo sido negativa, depois de alguns meses fui influenciado por algumas pessoas e passei a odiar Para Sempre.

Na continuação da série "Os Imortais", Ever agora é imortal e Damen a está ajudando a usar seus poderes. Tudo está perfeito na vida da garota até que Damen começa a ter alguns sintomas estranhos. Ele não consegue mais materializar as coisas e nem se transportar para Summerland, a ante-sala do paraíso.
–– Ever, por favor. Você precisa levar a sério! Ainda tenho muita coisa para ensinar.
–– Por que tanta pressa? –– Afofo meu travesseiro e dou um tapinha ao meu lado, na esperança de que ele saia da escrivaninha e venha ficar comigo. –– Achei que a gente tivesse todo o tempo do mundo. –– Sorrio. E quando ele olha pra mim, todo o meu corpo esquenta, eu perco o fôlego e não posso deixar de imaginar se algum dia me acostumarei com sua extraordinária beleza, sua pele macia e moreno, os cabelos castanhos e brilhosos, o rosto perfeito e o corpo esgui e bem definido, o perto yin moreno para o meu yang louro e palido. –– Sou uma aluna muito aplicada, você vai ver –– digo enquanto meus olhos encontram os dele, dois poços escuros de uma profundidade impenetrável.
E então, na escola, surge um cara novo chamado Roman e todos parecem gostar dele. De sua simpatia, beleza... Mas há algo nele que incomoda Ever, sempre que ela o encontra fica com arrepios há algo de ruim nele. Mais tarde, as coisas pioram. Damen fica com uma doença estranha e não se lembra mais dela, agora tudo o que ele aparenta saber fazer é odiá-la e ficar com Stacia Miller.

Pode parecer implicância, mas Lua Azul me lembrou muito Crescendo da Becca Fiztpatrick. Não só pelo mocinho se separar da mocinha inexplicavelmente mas pelos nomes das vilãs e pelos mocinhos irem ficar com as vilãs, que sempre perseguiram a mocinha. Mas, contradizendo a todos, eu acho que neste livro Ever está mais madura. Ela é uma controladora e ciumenta perigosa, mas sabe assumir isso.

Apesar de só fazer escolher erradas, ela age. Movimentando a história. O que não me fez querer largar o livro de jeito algum. Você passa o tempo todo querendo saber o que acontece com Damen. Ao mesmo tempo que vê viagens de Ever à Summerland e ela sofrendo na escola com a aparente lavagem cerebral que Roman fez em todos, fazendo o sistema de castas e grupos do almoço acabarem.

Pelo fato de Damen ficar separado de Ever, achei que o livro seria um drama só. Mas não foi, Lua Azul é ainda mais surpreendente que Para Sempre e Alyson Nöel nos deixa de queixo caído com suas afirmações que condizem com fatos reais e uma mitologia que se divide entre o misticismo e a pura ficção. O meu personagem favorito deste livro foi a cartomante e vidente, Ava, que apareceu pela primeira vez na festa de Haloween, no primeiro livro.
Acho que não tinha noção de como estava tensa, nem de quanta negatividade estava carregando até Ava me obrigar a perceber. Embora esteja disposta a fazer qualquer coisa para entrar naquela sala e me aproximar de Summerland, tenho que admitir que pode ser que essas bobagens realmente funcionem.
Nesta parte da história, Miles e Heaven aparecem bem menos. Eu gostei muito já que tenho uma raiva infinita de Heaven e Miles é no mínimo um personagem caricato demais para mim. Mas confesso, ele foi quem quebrou o drama do primeiro livro com suas piadas em momentos geniais. Riley, a irmã morta de Ever, aparece apenas em um flashback da história. Mas mesmo assim tem uma grande importância no livro.

O modo de escrito da autora, Alyson Nöel, meio que me irritou um pouco por ser apenas no presente. Mas, de fato, isso influencia um pouco na narração de Ever. É tão vê-la planejar e fazer, parece que como estamos presos ao presente nos privamos de algumas divagações sobre o que já passou no livro. Me arrependo de já não ter comprado Lua Azul logo quando acabei Para Sempre.

Recomendo muito que leiam, é um livro profundamente simpático e cinematográfico. O meio e o fim são de tirar o fôlego, você fica sempre com aquele bolo no estômago. Presenciando as cenas e sentindo sempre o mesmo que Ever em determinadas situações. O final é extremamente emocionante e é cheio de pontas soltas. Quer dizer, ele é carregado de artifícios para deixar você com vontade de ler o próximo.

Porém, vou deixar pra ler um livro antes de Terra de Sombras, como diz Damen, não se pode abusar da sorte que tem, então acredito que se ler o próximo eu vá ficar com um pouco de tédio pela história que, como dizem pelas resenhas, o próximo terá mais mitologia e nada novo na série. Mas, mesmo assim, os dois primeiros já estão aprovados e você pode ler sem medo de ser feliz!
–– Não! –– grito. Minha voz reflete nas paredes da sala vazia e ecoa de volta para mim. –– Por favor! –– imploro. –– Volte! Vou me esforçar mais. Sério! Prometo não ter ciúmes nem ficar irritada. Assistirei a tudo se você retroceder o filme.
Mas não importa quando eu implore, quanto peça para ver novamente. O cristal se foi, desapareceu
Olho em volta, procurando por alguém para me ajudar, alguma espécia de bibliotecário que me oriente em relação aos registros akáshicos, embora eu seja a única pessoa no loca. Apoiando a cabeça nas mãos, perguntando-me como pude ser tão estúpida a ponto de deixar meus ciúmes e minhas inseguranças assumirem o comando mais uma vez.
Eu já sabia sobre Drina e Damen. Já sabia o que veria. E, agora, como fui fraca para engolir e lidar com o que estava vendo, não faço ideia de como salvá-lo. Não faço ideia de como fomos de um começo maravilhoso a um fim tão horrível.

19.8.11

Resenha: Beijada por um anjo - Elizabeth Chandler


Editora: Novo Conceito
Autor: Elizabeth Chandler
Ano: 2010
Título original: Kissed by an angel
Páginas: 264

Você pode achar, pela sinopse, que Beijada por um anjo é mais uma publicação sem sentido, jovem com uma história feita para agradar àqueles que pouco exigem uma história complexa. Mesmo que sempre tivesse sido fortemente atraído para essa série, tinha medo de me decepcionar e descobrir que na verdade esse Anjo era apenas um clichê.

Pelo contrário, "Beijada" é complexo, romântico e surpreendente. Começa aos poucos, querendo agradar a você. A história te prende fortemente e você quer saber o porquê daquela cena violenta ter sido colocada bem no início do livro. Querendo, cada vez mais, que isso fosse um sonho ou alucinação. Ou até então um terrível engano.

Na história de Elizabeth Chandler (Pseudônimo de Mary Claire Helldorfer), Ivy é uma garota comum que era um mistério para Tristan, o atleta da escola e que habitava o imaginário das garotas. Ao contrário de todas as meninas do colégio, Ivy era reservada e não se interessava por Tristan. Ele estava decidido a mudar esse fato. Porém, não sabe - sinceramente - como fazê-lo.

Ivy, por sua vez, só queria uma companhia. A dos anjos, ela reza para eles e cada um é responsável por algo importante. Como o Tony, anjo das águas. A garota acredita, com todo o seu coração, de que eles a protegem diariamente. Em um trabalho da escola, Ivy acaba caindo dentro d'água e o pior, ela não sabe nadar. Tristan, que estava por perto, a ajuda a sair de lá. A partir daí, acontece uma aproximação entre os dois. Ivy quer perder o medo das águas e Tristan, acredita ela, é a melhor pessoa capaz de fazer isso.

Essa aproximação resulta em um relacionamento lindo, eles se apaixonam perdidamente e Tristan é quem mais demonstra isso. Ele sempre diz que a ama, sempre a enche de beijos e carinhos e sempre está lá para ajudá-la no que quer que fosse. Mas, num dia, um acidente terrível toma conta de suas vidas. Ivy escapa viva, mas o mesmo não acontece a Tristan. Que morre na hora. Ele agora está vagando por aí e sua morte fez com que Ivy deixasse de acreditar nos anjos. Agora ele tem uma missão, mas não sabe qual é. Precisa descobrir e enquanto isso também tem de achar um jeito de se comunicar com Ivy e beijá-la pela última vez.
–– Eu não quero me casar com ela! Só quero que ela saiba que eu existo. Só quero sair com ela. Só uma vez! E se ela não gostar de mim, então...
A história é impactante e como disse, linda! Nunca imaginei isso de Beijada, ela me surpreendeu de formas muito positivas. Adorei o desenvolvimento dos personagens, a amarração do enredo e principalmente, a paixão dos protagonistas. É sim, muito convincente. Adorei o que Elizabeth criou, sobre as missões e sobre como os mortos se transformam em "anjos temporários". Pelo título, achei que teria algo do tipo que Tristan fosse um anjo. Só no final descobri a razão do título e é muito triste.

Ler Tristan vagando por aí, vendo Ivy e não podendo tocá-la é torturante. Você fica o tempo todo pedidno para que eles se encontrem mais uma vez. Em algumas partes, me senti sufocado por ele estar ao seu lado ou então se comunicar com ela através de outra pessoa e Ivy simplesmente não acreditar em nada. Afinal, se ela ainda acreditasse em seus anjos seria tudo bem mais fácil.

O livro é o primeiro volume da trilogia (Que pode virar série, de acordo com o site oficial criado pela Novo Conceito) e é bastante introdutório. Você passa metade e um pouco do final lendo sobre como Ivy e Tristan se conheceram e como tudo foi chegar ao acidente. O jeito como acaba? Bem, só posso dizer que é angustiante e nos dá muita vontade de ler o próximo.
Ivy ficou paralisada. Surpreendeu-se ao ver Tristan com aipos enfiados nas orelhas, salada espalhada pelo cabelo e uma coisa preta e estranha em seus dentes, e –– por mais difícil que fosse acreditar que alguém com mais de oito anos pudesse fazer uma coisa dessas –– rabinhos de camarão enfiados nas narinas.
Espero mais cuidado da editora no próximo livro, muitas falas de diferentes personagens ficaram em uma só linha. Quanto tinha que acabar a fala, não tinha o travessão no fim. O negrito que eles usaram na tipologia não me incomodou, pelo contrário, é ótimo, não cansa a vista e você lê o livro rapidinho. A série promete no próximo volume e quero descobrir quem... Enfim, leia para saber!

Super recomendo para quem quer uma história leve mas ao mesmo tempo complexa e com altos níveis de romance sem ser piegas. Quero muita mais de Beijada no próximo e espero que não me decepcione assim como acontece com os segundos livros de algumas séries. Quero Tristan, Ivy, Gregory e até Lacey - o anjo temporário que era uma atriz e passa a ensinar Tristan a se comunicar com Ivy. Leia, leia, leia! E aproveite até a última página!
–– O problema é que você leva tudo a sério demais, Ivy. Romance é um jogo, só um jogo.
Ivy suspirou e olhou para seu relógio. –– Só tenho mais dois minutos de almoço. Beth, que tal terminar a sua história de amor? –– Suzanne deu um tapinha no braço de Ivy.
–– Só temos mais dois meses de escola. Que tal começar a sua história de amor?
 

Promoção: Os comentaristas deste post irão ganhar um kit de Beijada por um anjo 1 com um exemplar do livro na caixinha e uma almofada de penas brancas decorada do livro. A promoção é válida até o dia 02/09 e  o resultado do sorteio sai no dia 03/09.

 Chance extra - Twittar até 6 vezes por dia a mensagem abaixo:
*Toda vez que twittar adicionar o link do tweet (Não sabe como? Descubra aqui!)
A @Novo_Conceito e o @bobagenselivros irão me mostrar o caminho dos anjos em "Beijada por um anjo" 
Lembrete: Você deve comentar uma vez no post para validar sua participação e só depois do primeiro comentário você pode enviar o link do tweet. Está proibido a utilização de comentários do tipo: "Adorei a promoção" ou "Participando"! Vamos ter um pouco mais de criatividade né gente?

15.8.11

Resenha: Perigo na Ilha




Editora: Mundo Mirim
Autor: Eunice Sertã
Ano: 2009
Título Original: Perigo na Ilha
Páginas: 120

Nada como uma leitura leve para superar a decepção que foi o livro anterior que li. Estava meio sem saco para ler alguma coisa, não conseguia começar uma leitura normalmente e sempre parava para fazer outra coisa.

Até que peguei emprestado de minha colega de escola o livro Perigo na Ilha.

A obra conta a história de Aninha e seus amigos que vão com o pai da garota para uma viagem de lancha na Ilha Grande. Uma tempestade começa e os garotos que foram com Ana, sua amiga (Luísa) e seu pai se perdem deles. Agora eles terão de encontrar os meninas e tentar volta para a ilha de algum jeito, que não será de lancha. Já que a tempestade piora a cada minuto.

Eles não imaginam que naquela ilha podem aparecer contrabandistas e também nem sonham em encontrar com um homem-bicho. A aventura começa a ficar perigosa e eles tem de dar um jeito de sair dali antes que coisas piores aconteçam.

O meu tempo de leitura foi de uma rapidez! Li em dois dias. A diagramação é toda meio manchada como se o livro tivesse caído no mar, é cheio de figuras e as letras são enormes e bem espaçadas.

O desenrolar da história não demora nada e as coisas acontecem bem rápido.  Amei os personagens e a narrativa da Aninha ficou super adequada para uma garotinha de onze/doze anos.
–– Vão indo –– falou papai–– Aninha e Luísa, passem para a outra lancha, que eu vou procurar os meninos. Não posso deixá-los aqui, apesar de que eles bem que merecem! Garotos malucos! Tunico, leve as meninas com você, eu me viro bem com os dois, vou embora assim que eles aparecerem.
O desenrolar da história acontece bem rápido, como disse. E quando você vê, já está lá no fim torcendo para aqueles que são chamados de "nossos heróis". A Ana é a tipo personagem super-corajosa, amei tudo o que ela faz e pode parecer imaturidade algumas vezes, mas ela sempre faz as coisas certas no final. Mesmo que isso acabe arriscando sua vida.

Diferente de muitos protagonistas de livros ela é de fazer e não fica presa na narrativa se perguntando se vai ou não executar a ação por milhares de páginas. O que me decepcionou foi capa, colocaram um seres muito parecidos com dementadores do Harry Potter e eu sinceramente que no livro tivesse algo sobrenatural. Mas me enganei completamente. Não há!

O fim não é lá uma coisa muito surpreendente. A leitura é leve, é juvenil então a única preocupação que a autora tem no final é solucionar as pontas soltas e achar uma forma de criar um "felizes para sempre" convincente. E conseguiu! Amei e quero continuação.

Super recomendo a leitura, daria mil pontos e acho que, pra quem gosta de uma boa aventura infanto-juvenil e uma boa história tupiniquim e brasileira é uma boa aposta. Ou pra quem ainda não leu um gênero assim... Perigo na Ilha é uma ótima forma de começar.

–– Mas você não tem um rádio transmissor? Como é que você se com outras pessoas? –– 
Perguntou Pedro. [...]   –– Eu não me comunico! Quantas vezes vou ter que repetir que eu NÃO GOSTO DE GENTE.