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22.4.14

The Walking Dead, 4ª temporada (e a minha despedida)

Eu ainda não consigo acreditar em como eles estragaram essa série. Juro que, depois da season finale desta temporada, disse a mim mesmo que não voltaria mais a assistir The Walking Dead. Acontece que, quando os roteiristas começaram a sacrificar a história por puro oportunismo, tudo ficou meio que insuportável. A primeira temporada de TWD foi bem curta, muita ação, zumbis. A segunda foi maior, um pouco mais lenta, um final repetitivo, mas boa. A terceira trouxe novos personagens, me emocionou e depois decepcionou no final. Mas, tudo bem, eles ainda tinham esta temporada pra poder trazer aquele frescor, suspense e aquela sensação de assistir com o coração saltando pela boca, as coisas poderiam ficar melhores agora que eles já tinham passado as primeiras temporadas. Esperava ainda mais ação, novos personagens, a trama se desenrolando... Acontece que, na quarta temporada, The Walking Dead instalou-se numa zona de mesmice e repetição. Um acontecimento que estava sendo anunciado nos primeiros pôsteres da temporada e que prometia bastante, demorou toda a temporada para poder acontecer, nem sendo explicado direito no final. Foi como se dois episódios do primeiro ano tivessem sido tediosamente estendidos em mais de dez episódios. Há uma preparação para o clímax e quando ele acontece, no episódio seguinte voltamos a um ritmo bem lento, talvez até maior do que estava antes e novamente somos visivelmente preparados para algo que está por vir. Deu-se a sequência de episódios pós-mid-season. Todos eles lotados de flashbacks, tendo uma consequência ligeiríssima em comparação à trama central. Não vou dizer que estes foram de todo ruim, de certa forma, foi bom conhecer melhor alguns personagens que, na prisão, não eram tão mostrados assim, tiveram até alguns episódios muito bons como Still e The Grove que tem uma das cenas mais chocantes de toda a série. Com a preparação agridoce para o clímax, assim como aconteceu antes da metade da temporada, nós somos levados ao episódio final que, por sua vez, se mostra mais lento do que alguns anteriores, parei por muitas vezes para fazer outras coisas, completamente entediado, coisa que não acontecia quando eu assistia TWD. Mas vamos falar do Season Finale que foi o grande estopim para o meu abandono da série. Com o começo lento, eu ficava cada vez mais irritado com o fato de que provavelmente deixariam tudo para os últimos minutos e foi isso que fizeram. Com um desenvolvimento de enredo que poderia ter durado uns quatro episódios, mas durou quinze, nós somos apresentados a uma nova condição e sem entender muito como funciona, informações cruas são jogadas em nós, coisas acontecem e eu fiquei muito perdido assistindo. E então, como se não tivessem enrolado a temporada inteira, eles terminam DAQUELE JEITO. Sem um mínimo de explicação, com um cliffhanger muito do fajuto que não teve outra função a não ser me deixar com raiva e com a certeza de que nunca mais assistiria The Walking Dead. Então é isso, vi que muita gente gostou desse episódio, e desta temporada. Mas pra mim, realmente, não funcionou. Agora é usar esse tempo pra descobrir uma série que desfaça a decepção causada por essa.

2/5


1.4.13

Review: The Walking Dead - Season 3


Spoilers, muitos spoilers! Mais uma vez aqui, firme e forte, pra fazer review de Walking Dead, se você for analisar a minha outra resenha, pode ver que a minha percepção da primeira temporada foi bem diferente da que tive desta. Nesta temporada, Rick está à procura de um novo refúgio e consegue um bem peculiar, uma prisão. Essa é a situação inicial do enredo no primeiro episódio, muita coisa acontece na "dobradinha dos fantásticos", apelido criado por mim para os primeiros episódios desta temporada. Seed e Sick são até agora um dos melhores episódios, sendo superados apenas pelo Say The World, o que Lori morreu e que me fez chorar horrores. Não que eu goste da personagem, mas as circunstâncias fariam até um coração de pedra chorar, poxa.

O mais legal desta temporada, sem dúvida é a mudança no enredo. Se nas temporadas anteriores tivemos um refúgio que logo depois é destruído por uma horda de zumbis, nesta nós temos a mesma coisa, porém com um acréscimo especial. Desta vez, o grande vilão não são os walkers e sim os próprios humanos. É fascinante ver como indubitavelmente nos comportaríamos no caso de uma situação calamitosa como essa. O enredo envolvendo o governador e suas maldades que, são muitas ao longo da temporada, mostra como um homem pode ser cruel para defender o que acredita e o que tem. Essa temporada tem uma quantidade menor de personagens novos, o já falado Governador, uma penca de gente da cidade, os capangas do Gov e alguns outros sobreviventes nômades.

Sem dúvida, a mais notável e amável é a walker-killer Michonne. Sério, gente! Tão bad-ass, já dá pra sentir a moral que emana dela ao vê-la matar um zumbi ou um humano com sua espada. Uma das grandes sacadas cômicas da série, que são muito poucas, deve-se à Michonne, sua falta de sorrisos e a quebra dessa personalidade durona dela durante alguns episódios. Mesmo que todo esse enredo de defensão de territórios e interesses humanos, a história acabou por se tornar tediosa pelo motivo de ser tão arrastada durante a temporada. Não entendi o motivo de ter mais episódios, se eles não tinham história útil para poder preenchê-los. 

Admito, o season finale não foi como eu esperava, nada foi como eu esperava. Isso nem sempre é ruim, mas no caso, é sim. No orangotag, o último episódio da temporada teve uma avaliação fria e isso só reflete que a maioria das pessoas que assitem WD concordam comigo. Apesar de tudo, ainda é The Walking Dead, ainda é incrível, sanguinário e violento e ainda me deixou muito ansioso para saber o que vai acontecer da temporada 4! Pena que é só em outubro...

4 de 5

13.11.12

Resenha de série: The Walking Dead (Temporada #1)


Uma rápida análise das séries que assisti ultimamente.
Depois de muita recomendação (sério, muita mesmo!), eu resolvi assistir a série tão aclamada e bem criticada, The Walking Dead e, devo dizer, ela me surpreendeu de uma forma terrivelmente positiva. A verdade é que, a premissa de zumbis nunca me interessou muito, mas quando assisti ao primeiro episódio (passado o susto inicial ao ver que o episódio tinha duração de uma hora) fiquei extremamente feliz com o tempo gasto.

A série mostra o mundo pós-apocalipse zumbi, mas centra-se na história de Rick Grimes, um policial que acorda de um coma, meses depois, sem sua família, seus amigos e aparentemente nenhuma pessoa viva ao redor. Ele descobre da forma mais cruel que o mundo mudou muito desde a última vez que o viu. Com a sua antiga cidade condenada pelos walkers (errantes, como são chamados na série) e ao ver que sua família não está mais ali e aparentemente viva, Rick decide ir atrás deles, passando por poucas e boas ao tentar completar a missão.

O primeiro episódio de WD, assim como todos os outros, têm aquele aspecto cinematográfico e, sem dúvida, a falta de trilha sonora (ela existe, mas em poucas partes) faz com que tudo pareça mais real. Durante todos os episódios que assistimos, ficamos com o coração na mão, torcendo pelos personagens e ao mesmo tempo ávidos por respostas sobre o que teria acontecido ao mundo no tempo em que Rick ficou fora. 

Algo que devo elogiar e creio que seja um dos pontos mais fortes da série, é a maquiagem. Os walkers são tão reais e esse é um mérito da produção. Assim como a fotografia que é incrível e combina com o clima de futuro-passado. A única que, talvez, eu possa destacar como ponto fraco, nessa primeira temporada, é a morte de personagens. Sim, quando você mais se apega a eles, eles morrem e vão desde os importantes aos secundários. Recomendo muito que você passe algum tempo assistindo essa série, ela vale muito à pena!

5 de 5