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17.6.14

Mais história e drama na segunda temporada de "Orange Is The New Black"

A série, que conta a história de Piper Chapman, que vai parar na cadeia, desviando-se totalmente de sua vida normal e suas experiências neste local, está de volta em sua segunda temporada. Depois do sucesso que teve a temporada passada, não é de se estranhar, que as expectativas estavam altas para a série. Não sabia muito o que esperar e estava muito ansioso para saber do que seria feito o enredo depois daquele season finale. Um ano depois, confesso que as coisas estavam um pouco frias na minha mente. Eu ainda lembrava de todos os personagens, mas era difícil lembrar dos acontecimentos anteriores, o que me deixou bem incomodado, porque enquanto eu deveria estar aproveitando as novas tramas, estava pensando nas outras, tentando lembrá-las. 

Mas esse é um problema meu, na verdade. A série continua com o mesmo formato da temporada passada, cada episódio uma história é contada através de flashbacks e esse é o grande trunfo da série. Esses flashbacks me fizeram ficar tão próximo daqueles personagens, até mesmo aqueles que eu odeio, deu para conseguir alguma empatia. O roteiro constantemente prova que por trás de uma personalidade existem várias nuances. Algumas, quando reveladas, causam surpresa e estranhamento e essas são características louváveis. 

A segunda temporada trás de volta o enredo de Chapman e suas companheiras de cadeia, os episódios são bem grandes (acho até que foram maiores que os da primeira), mas passam sem que você consiga sentir. Todo episódio, conhecendo uma história mais afundo, renova a série, trazendo uma versatilidade enorme. As personagens são apaixonantes, principalmente a Taystee que tá no meu coração. Eu morro de rir com ela, mesmo que nesta temporada ela não tenha ficado muito na parte cômica.

Uma dramédia de alta qualidade, Orange is The New Black, me surpreendeu novamente, trouxe uma carg maior de drama e perigo com a nova vilã que entrou. Aquele tipo de vilã dissimulada, que ri enquanto faz suas maldades. O pior tipo. Gostei bastante, mesmo que tenha sentido que a série guardou desnecessariamente a trama da Piper, foi como se nada realmente tivesse andado e isso me irritou um pouco. Fora isso, a série ainda é uma ótima pedida e sem dúvida, estarei aqui ano que vem para comentar a próxima temporada!

16.3.14

Looking: Três amigos, uma série gay e uma surpresa

Looking conta a história de três amigos: Patrick, Dom e Augustín. Três homossexuais com personalidades totalmente diferentes. E a série desbrava suas vidas conforme os episódios vão passando. É bem divertido acompanhar suas histórias porque existiam coisas que eu ainda não sabia sobre o mundo gay (retratado de forma tão fascinante) então é bem legal ir descobrindo e vendo essas situações sendo retratadas nessa série. Todas bem convincentes. Isso lhe trouxe mais realidade. E tamanha realidade, me fez ficar envolvido totalmente nessas oito semanas que estive acompanhando sua exibição. Ficava completamente extasiado com os poucos minutos de cada episódio e passava o resto da semana esperando para que chegasse o domingo e a série fosse exibida novamente. Mesmo a série contando a história dos três amigos, podemos classificar o Patrick, interpretado magistralmente por Jonathan Groff, como o personagem principal, já que o enredo basicamente gira mais em torno dele. Vemos na série, o cotidiano de Patrick e aos poucos vamos conhecendo sua personalidade e como isso afeta os seus casos amorosos, conforme o conflito romântico de Patrick começa a desenrolar, acompanhamos a mudança do amigo dele, Augustín, para a casa do namorado. Augustín também é um artista mal sucedido, e ganha seu devido espaço em determinados momentos. E também temos um aprofundamento maior na história de Dom, um bombeiro que quer passar a ganhar a vida como cozinheiro, tendo em seu cardápio uma comida da qual ninguém nunca ouviu falar. Looking foi uma série que me surpreendeu, porque é tão simples e “normal” e ao mesmo tempo tem aquela coisa que nos deixa completamente viciado. Talvez eu tenha gostado tanto assim por causa do perfeito timing, ela chegou em uma hora ótima, porque tinha acabado de escrever um livro cujo personagem é homossexual e tem tudo a ver porque Looking tem a mesma vibe de cotidiano e normalidade que o meu livro. Tem um enredo muito bom de ser acompanhado, uma atmosfera suave, que combina muito bem com o ritmo da história e personagens apaixonantes, sem dúvida. Com muito carisma, eles erram e acertam, e cabe a nós julgá-los e acompanha-los. E isso que torna Looking tão bom. É sublime, despretensioso. É gostar por gostar. E pronto. Uma ótima série para acompanhar.

5/5

1.4.13

Review: The Walking Dead - Season 3


Spoilers, muitos spoilers! Mais uma vez aqui, firme e forte, pra fazer review de Walking Dead, se você for analisar a minha outra resenha, pode ver que a minha percepção da primeira temporada foi bem diferente da que tive desta. Nesta temporada, Rick está à procura de um novo refúgio e consegue um bem peculiar, uma prisão. Essa é a situação inicial do enredo no primeiro episódio, muita coisa acontece na "dobradinha dos fantásticos", apelido criado por mim para os primeiros episódios desta temporada. Seed e Sick são até agora um dos melhores episódios, sendo superados apenas pelo Say The World, o que Lori morreu e que me fez chorar horrores. Não que eu goste da personagem, mas as circunstâncias fariam até um coração de pedra chorar, poxa.

O mais legal desta temporada, sem dúvida é a mudança no enredo. Se nas temporadas anteriores tivemos um refúgio que logo depois é destruído por uma horda de zumbis, nesta nós temos a mesma coisa, porém com um acréscimo especial. Desta vez, o grande vilão não são os walkers e sim os próprios humanos. É fascinante ver como indubitavelmente nos comportaríamos no caso de uma situação calamitosa como essa. O enredo envolvendo o governador e suas maldades que, são muitas ao longo da temporada, mostra como um homem pode ser cruel para defender o que acredita e o que tem. Essa temporada tem uma quantidade menor de personagens novos, o já falado Governador, uma penca de gente da cidade, os capangas do Gov e alguns outros sobreviventes nômades.

Sem dúvida, a mais notável e amável é a walker-killer Michonne. Sério, gente! Tão bad-ass, já dá pra sentir a moral que emana dela ao vê-la matar um zumbi ou um humano com sua espada. Uma das grandes sacadas cômicas da série, que são muito poucas, deve-se à Michonne, sua falta de sorrisos e a quebra dessa personalidade durona dela durante alguns episódios. Mesmo que todo esse enredo de defensão de territórios e interesses humanos, a história acabou por se tornar tediosa pelo motivo de ser tão arrastada durante a temporada. Não entendi o motivo de ter mais episódios, se eles não tinham história útil para poder preenchê-los. 

Admito, o season finale não foi como eu esperava, nada foi como eu esperava. Isso nem sempre é ruim, mas no caso, é sim. No orangotag, o último episódio da temporada teve uma avaliação fria e isso só reflete que a maioria das pessoas que assitem WD concordam comigo. Apesar de tudo, ainda é The Walking Dead, ainda é incrível, sanguinário e violento e ainda me deixou muito ansioso para saber o que vai acontecer da temporada 4! Pena que é só em outubro...

4 de 5