2/5
28.4.14
SONHO ADOLESCENTE, de Henri B. Neto
27.4.14
DIGA AOS LOBOS QUE ESTOU EM CASA, Carol Rifka Brunt
Eu ainda não sei muito bem o que sentir depois de terminar Diga aos lobos que estou em casa. Não sei mesmo, esse livro foi uma experiência tão diferente, inexplicável. Não é um livro muito grande, mas eu demorei muito tempo para terminá-lo. Ao mesmo tempo em que eu não ligava de estar demorando porque estava curtindo o livro e quando terminei senti como se um peso tivesse sido tirado de minhas costas, como se tivesse acabado de voltar de uma viagem, completamente exausto, mas muito satisfeito com a jornada. Não sei se deu pra entender, mas a história desse livro baseia-se em June Elbus. Uma garota de 14 anos, extremamente introspectiva, que sonha em viver na Idade Média e só tem um amigo. O seu tio. Este, por sua vez, é um artista que morre de AIDS e antes de partir pinta um quadro com June e sua irmã Greta, com quem a garota tem um relacionamento complicado. Sentindo-se bem sozinha, June está desesperada para ter Finn (seu tio) de volta e descobre uma maneira bem improvável de poder descobrir mais sobre ele. Como disse no começo da resenha, eu demorei para ler, mas mesmo demorando mais do que o meu tempo comum de leitura, eu poderia dizer que devorei este livro. Fiquei absorto na história por todas essas semanas e seria muito incomum dizer que acabei adquirindo um pouco da personalidade da personagem principal? Mérito total da autora, com certeza. Sendo guiado pela primeira pessoa, somos reféns da mente de June e da divisão de capítulos que vai cada vez mais acumulando mistérios conforme o enredo vai crescendo, algo que acontece bem gradativamente. Não bastasse ter ficado tão observador e introspectivo quando a June nessas semanas, da metade para o final, acabei com um sentimento de sufocação literária. Sensação de claustrofobia causada pela trama. Visualmente, é como se estivéssemos na cabeça de June, por muitas vezes gritando para que ela dê segmento a uma conversa real, para que se aprofunde naquela migalha de assunto que é jogada ao leitor. É impressão minha ou ficou um mistério por resolver? Algo que estava me mordendo de vontade de descobrir não foi solucionado e isso me decepcionou um pouco. O tempo todo a gente se limita ao que June acha, ao que ela pensa, ao que ela não sabe, porque Carol Rifka toma rumos tão incomuns que depois de um tempo dá pra desistir de tentar adivinhar. A tradução está cheia de erros e não sei se isso será melhorado nas próximas edições ou não, mas espero que sim. Também devo ressaltar tamanha delicadeza com que a doença é retratada neste livro, como a personalidade de June, os outros personagens como Greta, os pais dela e Toby são levados para o papel. Sem dúvida, ela tem muita habilidade e sabe o que faz. Diga aos lobos que estou em casa foi mais do que uma leitura, foi uma experiência. E não sei se foi só comigo, se vai acontecer com você, ou seja já aconteceu com os outros leitores mas esse é daqueles livros que terminamos com uma mensagem e com uma sensação de dever cumprido. Sem dúvida alguma, recomendo a todos.
4,5/5
Divergente (2014)
4/5
26.4.14
Noé (2014)
Inicialmente não dava nada por esse filme, esse trailer de blockbuster, o elenco de blockbuster (porém, Emma <3), nada me interessava. Em uma ida em família ao cinema, fomos ver Noé, porque era o filme que todo mundo queria assistir e eu comecei a ver já imaginando o tamanho da chatice que ia ser. Porém, Noé não é aquele bicho de sete cabeças, tem uma história repaginada da versão bíblica (eu não tava esperando por algo fiel, até porque não conheço direito a versão original), com Guardiões que são basicamente Transformers de pedra e que são a representação dos anjos caídos na história, e uma cidade pecaminosa que quer ser salvo do dilúvio. Com o conflito cidade x Noé x guardiões, o filme é levado. No princípio, concentrando-se na criação do mundo, e logo depois na criação da arca e o dilúvio. Devo dizer que só aceitei assistir esse filme por causa da Emma Watson que, mais uma vez, dá um show de atuação e também tinha o Logan Lerma, que contracenou com ela em As Vantagens de Ser Invisível. Não é muito um primor de ator e ainda por cima deram um dos personagens mais malas para ele, não curti. Russel Crowe defende bem o seu Noé, assim como a esposa dele também cumpre bem o seu papel. Até então, estava curtindo o filme, quando chegamos ao desfecho. Tudo vira simplesmente um samba do crioulo doido, eles colocaram ações que me irritaram profundamente, criaram tantos conflitos de personalidade que estes se tornaram insuportáveis no fim. Eu não sei dizer direito, mas se eu assistisse o filme sem o final, teria gostado muito mas todo aquele lenga-lenga que se forma no final, me deixou nauseado. Uma grande falha no roteiro e que estragou o conjunto da obra. E o 3D é bem simples, não tem nada demais, provavelmente assistir ao normal e a esse deve ser indiferente.Este é um filme que não recomendo, por ter sido uma experiência bem ruim.
3/5
25.4.14
GIVE ME THAT CROWN B*TCH, I WANNA BE SHEEZUS!
HA HA HA HA HA HA HA HA. É assim que começa a música Sheezus da Lily Allen, que é single promocional, do novo álbum homônimo. Lançada de surpresa na internet dia 22 desse mês, é uma das músicas mais irônicas da carreira dela, com uma letra que alfineta as cantoras do cenário pop atual, Lorde, Katy Perry, Gaga, Beyoncé e mais. Já não bastasse a letra polêmica e deliciosa, nós temos essa música super bem produzida e rapidinha que nos deixa com gosto de quero mais depois de cada ouvida. E ainda temos o clipe para completar. Bem simples, porém cheio de efeitos especiais interessantíssimos e o melhor até agora dos lançados pelo CD. Essa foi uma boa forma encontrada pela Lily de gerar buzz para o álbum e a sua volta, mostrando que ela está ciente do que está acontecendo na música ao mesmo tempo em que continua com o mesmo jeito sem papas na língua de sempre. Uma das minhas músicas pop favoritas do primeiro semestre e torço para que dê certo e faça bastante sucesso por aí!
We all watching Gaga, LOL HAHAHA, dying for the art so really she's a martyr...
OVERDOSE SKY FERREIRA
Resolvi começar essa coluna aqui no blog porque notei que ultimamente tenho dado pouquíssimo espaço para a música nos posts. Então, vamos lá, Overdose que acho que será o nome da coluna, sempre mostrará um verdadeiro dossiê de algum artista que eu gosto muito e acho que vocês também deveriam gostar, hahaha. Conheça Sky Ferreira. Essa garotinha linda de apenas 21 anos, nascida nos EUA, com descendências brasileiras (!) e com apenas um álbum lançado é dona de uma verdadeira sequência de músicas deliciosas, que abrangem diversos estilos e demonstram uma verdadeira evolução. Sky começou uma menininha mesmo, lá atrás, produzindo EPs com músicas mais bubblegum pop tipo 17 e Obsession, sendo dessa levada Old Sky Sex Rules a minha favorita. Mas o primeiro EP, As If!, também tem maravilhas como Haters Anounymous que é bem dançante e tem uma letra bem marcante, assim como os vocais da cantora estão lindíssimos. E também tem Traces que foi a primeira música dela que ouvi. Logo depois, ela trouxe para nós mais um EP. Com um visual totalmente renovado e uma sonoridade menos pop convencional, Sky lançou Ghost que, dos EPs, é sem dúvida o meu favorito. Simplesmente uma grande mistura musical, ela faz uso do folk e do indie pop, com músicas lindas de viver. Com letras lindas. Sad Dream, 108 e a minha favorita Everything Is Embarassing que eu achei que merecia estar incorporada em vídeo neste post!
Em apenas dois EPs, Sky conseguiu fazer uma coleção memorável de músicas muito superiores a muito artistas com tempo de carreira e diversos álbuns lançados. Porém, ela precisava ir mais alto. Foi então que lançou o álbum Night Time, My Time, uma produção bem carregada, enxuta e madura que desfez a imagem de garotinha de Sky e a lançou muito bem na cena alternativa. São inúmeras faixas favoritas, em ordem de preferência, Boys, I Blame Myself, 24 hours, You're Not The One, Ain't Your Right e a faixa-título que é uma música que te faz viajar completamente, um absurdo de boa, porém uma das menos comerciais da Sky e que precisa ser ouvida mais de uma vez pra poder gostar de verdade. Mas garanto que depois dessas duas vezes, você não vai parar de escutar! Então essa foi a Overdose de Sky Ferreira, espero que vocês gostem da minha dica e venham comentar pra dizer o que acharam dela. Sky é uma cantora que ainda tem muito a percorrer e tenho certeza que irá fazer caminho com sucesso, pra fechar o post vou deixar o último clipe dela, que foi lançado a pouco tempo e mostra um pouco da sua experiência na cadeira, quando foi apreendida com drogas, no ano passado e que é de uma das minhas músicas favoritas da vida.
22.4.14
The Walking Dead, 4ª temporada (e a minha despedida)
2/5
18.4.14
O MARAVILHOSO MÁGICO DE OZ, de L. Frank Baum
Depois de uma experiência
maravilhosa com a adaptação de 1939, resolvi me aventurar a ler o livro de L.
Frank Baum. A história é aquela que todo mundo já conhece, Dorothy é uma
garotinha que vive uma vida cinzenta (no caso do filme, em tons de sépia) e
que, depois de um tornado, vai parar em uma terra estranha, a Terra de Oz.
Quando chega lá, sem a mínima ideia de onde está, Dorothy inicia uma jornada,
encontrando alguns bons amigos (e outros nem tanto) pelo caminho, para voltar
ao Kansas e para os seus tios. O livro basicamente tem a mesma premissa do
filme, que em sua maioria é bem fiel. A maioria das cenas foram mantidas e o
principal está lá, o que é bem legal. Mas, assim como eu disse a mim mesmo
durante a leitura, nesta resenha, vou esquecer do filme e falar do livro como
algo independente. O Maravilhoso Mágico
de Oz é uma história infantil, então sua linguagem é bem fácil e acessível.
Logo de início, já me peguei envolvido por esse mundo, porque tudo criado aqui
é tão fascinante e criativo. O enredo é bem dividido, tendo em vista que contém
mais acontecimentos que o filme (olha eu quebrando a minha promessa!), sempre
que a história dava uma esfriada, o autor aparecia com um novo acontecimento pra
movimentar tudo, apesar de ter chegado a uma parte que me deixou um pouco entediado,
mas isso passou bem rápido. Uma coisa que me impressionou um pouco, foi a
quantidade de cenas mais... Fortes para o público infantil. São diversas coisas
que na adaptação do filme ou na concepção da massa poderiam parecer
politicamente incorretas, mas nada que atrapalhe a leitura. Com essa resenha
bem breve porque o livro também é bem curto, deixo aqui a minha opinião sobre O Maravilhoso Mágico de Oz e a minha
recomendação também. É um livro leve e fácil que por sua simplicidade e
mensagem que perdura através dos tempos, tornou-se um clássico. Leiam!
3,5/5
16.4.14
Gossip Girl, 1ª temporada
Há pouco tempo atrás, eu
costumava ver muitas pessoas falando sobre Gossip
Girl por aí, a série conquistou uma legião de fãs e eu cheguei a acompanhar
por alto o seu desfecho. Alguns anos depois, com um amiga que tem um box da
primeira temporada e uma curiosidade, eu me dei ao trabalho de pelo menos
experimentar e ver como era. Gossip Girl conta
a história da vida glamorosa dos adolescentes ricos, moradores do Upper East
Side, centrando-se em Serena Van Der Woodsen, que acaba de voltar à cidade
depois de um misterioso desaparecimento, e a sua amiga Blair Wardolf. A série
também desenvolve os enredos dos pais desses jovens e dos amigos de Blair e
Serena. Bem, comigo, foi assim, comecei com o primeiro episódio como quem não
quer nada e já gostei muito porque, é costume de séries terem o seu piloto
mostrando diversas promessas de tramas e com GG não foi diferente. Conforme eu
ia vendo os outros, ia me apaixonando cada vez mais porque essa série é a coisa
mais viciante que existe. Todo aquele clima de fofoca, com o blog em que a vida
desses jovens geralmente é exposto, a Gossip Girl, os segredos que todo mundo
parece ter e são revelados. Sempre tinha uma coisa que me deixava curioso para
ver o próximo e assim foi até o último episódio. De longe, a minha personagem
favorita foi a Blair. Meu Deus, ela é a maior bitch-friendly que existe nos
seriados, acho que até supera a Katherine de TVD (ou não). As cenas delas
sempre são as melhores e eu adoro o fato de ela ter o seu próprio plot,
aprofundando-se em seus dilemas, o que faz com que ela se torne mais friendly
para o espectador. A Serena é a típica protagonista, muitas vezes, tomou
atitudes egoístas e MUITO burras que me deixaram com vontade de entrar na televisão
e estapear ela. O Dan é suuuper legal. Muito sarcástico e carismático, é uma
pena que eu já saiba de um spoiler gigantesco sobre ele. O Chuck foi um
personagem que odiava no começo, aprendi a gostar e, no final, continuo odiando
e a Jenny, que eu jurava que fosse a Ashley Benson mas na verdade é a Taylor
Momsem fez parte da maioria dos melhores momentos da série. Essa temporada foi
simplesmente incrível e acredito que ainda tem muita coisa por vir! Volto em
breve com a resenha da segunda temporada.
5/5
13.4.14
O RETRATO DE DORIAN GRAY, de Oscar Wilde
Um homem de beleza
extraordinária, de nome Dorian Gray, torna-se o objeto de inspiração para o
artista Basil Hallward. Encanta-lhe, não apenas as feições angelicais e
inocentes de Dorian, como sua personalidade imaculada e gentil. Depois de,
contra a sua vontade, apresenta-lo a seu amigo, Lord Henry, ele acaba por
presenciar o que mais temia. Sua corrupção. Dorian começa a se tornar um homem
egoísta, que venera a própria aparência e a si mesmo. Com medo de que algum dia
fosse perder a beleza, tudo o que ele deseja é ser jovem para sempre e, sem
querer, isso acaba se tornando realidade. O retrato que Basil lhe pintou passa
a sofrer as consequências do tempo, enquanto ele preservará sua glória, como
tanto queria. Porém, Dorian acaba vendo de perto que além de mostrar seu envelhecimento,
o retrato também mostrará a degradação de sua alma. Ainda estou extasiado com
esta leitura. Sempre quis ler O Retrato
de Dorian Gray devido à sua história que chama a atenção de qualquer um,
principalmente tendo sido escrito no século XIX. Oscar Wilde surpreende
mostrando, num livro muito ousado para sua época, a corrupção do ser humano em
decorrência da valorização da beleza e de influências exteriores, além de pôr,
dentre as páginas, inúmeros questionamentos acerca do que é moral e imoral.
Declarações essas que, na maioria das vezes, sai do personagem Lord Henry, que,
pra mim, foi uma das causas para que Dorian se modificasse. Ele tem sempre uma
fala que questiona o ser humano em si e os hábitos da época. Com opiniões
duvidosas sobre a mulher e outros assuntos. Dorian
Gray foi um livro que me consumiu, porque, mesmo tendo um começo que me
causou estranhamento, fluiu de forma surpreendente para um clássico,
encaminhando-se para um enredo perfeito, com fases que nos relatam exatamente
as mudanças do protagonista. Fiquei encantado. Como nenhum livro é perfeito,
classificaria o capítulo 11 como o calcanhar de Aquiles deste. Ele deveria
retratar uma passagem de tempo, porém é mais como uma viagem por descrições
exageradas do autor que pouco dizem ou pouco importam, bem desnecessário, mas
perde quando comparado às outras partes do livro. Dorian começa como um
personagem quase que coadjuvante e depois torna-se o centro de tudo, causando
diversas reações em quem está lendo. Mesmo com inúmeros personagens que
aparecem ao decorrer da leitura, esses três – Dorian, Basil e Henry – levam o
livro, pois são os mais importantes para a trama. A aparição James Vane foi bem
previsível para mim, e não fiquei nem um pouco surpreso quando em determinado
ponto da leitura ele ganhou sua importância. O desfecho não é muito conclusivo,
porque a história não foi feita para ser conclusiva, acredito. Depois de ler,
acabei com o pensamento de que a corrupção, mesmo que remediada, está dentro de
todos nós. E esses remédios podem servir ou para escondê-la de nós mesmos ou
para apaziguá-la. Nos corrompemos todos os dias, por diversos motivos. O que
fazemos, o que desejamos, não tem volta. E a verdade é que temos que aceitar e
viver com isso. Sendo o primeiro
clássico que li, foi uma surpresa e tanto. Terminei e fiquei pensando sobre, o
que sempre é bom. Por favor, quem estiver lendo esta resenha, sinta-se
devidamente recomendado.
4,5/5
A HORA DA ESTRELA, de Clarice Lispector
5/5
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