18.10.13

Resenha: Louras Zumbis - Brian James

Louras Zumbis
A partir do momento que Hannah Sanders chegou à cidade, ela sentiu que havia algo errado. Muitas casas estavam à venda, e a cidade parecia infectada por um silêncio sobrenatural. E então, no primeiro dia de Hannah no colégio, ela correu para um grupo de cheerleaders, as meninas mais populares da escola. O estranho era que elas eram quase idênticas na aparência: loira, bonita, e pálida. Mas Hannah quer desesperadamente se adaptar independentemente do que seu amigo Lukas está dizendo a ela. Quando seu sonho de ser uma delas começa a se tornar realidade ela vê que isso pode ser um pesadelo!






Eu não sabia muito bem o que esperar deste livro. Só o trouxe pra casa da Bienal porque ele estava em super promoção. De certa forma, ele foi o que mais me chamou atenção na mesinha do desconto e acabei comprando. Logo de cara, o tema me interessou bastante. Líderes de torcida? Confere. Ensino Médio? Confere. Zumbis? Por incrível que pareça, confere!

Fiquei muito curioso pra saber no que daria essa mistura muito louca e criativa do autor. Apesar de ter elementos que dariam uma boa comédia, o livro não tem nada disso. Desde o início, o autor estabelece o compromisso de criar uma tensão, mostrando a relação de Hannah com o pai e mostrando a cidade pra onde eles acabam de se mudar como a coisa mais pitoresca e esquisita possível.
Por isso mudei de ideia sobre não haver regras. Porque existe uma regra sobre fugir dos seus problemas. Aquela que diz que a fuga vai se repetir sempre [...]
Os personagens realmente trabalhados são poucos, tem a principal, Hannah, pela qual consegui atribuir algum apreço. Ela sofre bastante e sempre se preocupa em não demonstrar para o pai o quanto está mal, com medo de deixá-lo chateado. Ela toma decisões erradas. Mas o que seriam dos livros sem decisões erradas? Outro personagem que aparece bastante é o novo amigo de Hannah, Lukas. Ele tem um papel importante no andamento da história. Os outros personagens são mostrados um pouco superficialmente, mas talvez seja porque quase todos eles são monstros morto-vivos.

Louras Zumbis é uma ótima pedida pra você que quer um livro rápido, que te proporcione diversão, com uma tensão sadia. Tem clichês, mas também tem seus méritos de criatividade. Espere uma quase recriação do mito dos zumbis e muitos questionamentos adolescentes. É possível perceber também uma leve crítica à valorização da beleza na sociedade. Vale à pena. Sem dúvidas, recomendado!


Editora: Galera Record
Autora: Brian James
Série: Livro Único
Título original: Zombie Blondes
Páginas: 230
5 de 5

30.9.13

Resenha: Fani em Busca do Final Feliz - Paula Pimenta (Fazendo Meu Filme #4)


Fazendo meu filme 4
 Depois de uma ríspida separação, Fani e Leo agora têm que seguir caminhos diferentes. Porém, as juras de amor feitas no passado deixaram marcas profundas em seus corações, e, mesmo anos depois, eles ainda sentem as consequências daquele trágico dia. Será preciso mais um encontro, para que eles possam finalmente entender o que houve e libertar um ao outro? Ou será que isso devastaria ainda mais o seu destino? Acompanhe os apaixonantes personagens de Fazendo meu filme no livro final da série best-seller que conquistou milhares de leitores e leitoras em todo o Brasil. Não perca o desfecho dessa emocionante história de amor e prepare-se para torcer muito pela nossa querida Fani, nas cenas finais da sua busca pelo merecido final feliz.




Resenha com spoilers dos livros anteriores!

Outras resenhas da série:

A cada término de leitura de um volume da série Fazendo Meu Filme, eu me via mais envolvido pela história de Fani. A forma como a Paula Pimenta começa cada livro de forma leve e despreocupada sempre alivia o que quer que seja desesperador que tenha acontecido no capítulo anterior. Em Fani Em Busca do Final Feliz começamos a acompanhar em capítulos alternados entre o presente e o passado, o que acontece com Fani a partir do fim do livro anterior.
E agora, no lugar daquele amor todo, ficou apenas o vazio. Espero que o meu peito seja logo preenchido novamente. Quem sabe assim eu passe a escrever para outra pessoa?
Aliás, posso dizer que este livro foi feito de alternativas. Primeiramente, temos a troca de tempos entre os capítulos e no meio e fim do livro, passamos a ler também pela perspectiva do Leo, o mocinho da história. Realmente, foi muito mais esclarecedor poder ver tudo pela cabeça dele, fazendo com que ele tivesse ainda mais carisma e apelo pra mim. Ao meu ver, a intenção da Paula com isso tudo foi nos apresentar quem era o verdadeiro vilão de toda a série: O destino.
Toda a raiva que eu vinha sentindo desde o momento em que a havia conhecido. Não era raiva dela. Era de mim. Por ter me permitido amá-la desde o momento em que a havia conhecido.
Fani ganhou mais idade e maturidade. Embora tenha ficado mais fria devido a acontecimentos do passado, a gente acaba vendo que ela continua a mesma adolescente chorona de sempre, sempre muito dedicada e preocupada com os amigos. Fani está vivendo uma vida de sonho, dirigindo um filme em Hollywood e convivendo com estrelas. Nós podemos ver ao decorrer do livro que existe muita satisfação e felicidade para a personagem durante os cinco anos, mas nenhum deles devido ao amor.
Ele então abaixou o braço, respirou fundo, se virou novamente para o mar e, em um tom mais baixo, completou:  "Sempre foi só você..."
Os personagens secundários tiveram um destaque moderado. Gabi, Christian, Tracy, Ana Elisa e Natália tiveram seus finais, assim como participação regular na trama. Dos novos personagens ficam os destaques para Alejandro que devia ter a história um pouco mais desenvolvida e Cecilia que me deixou cheio de ideias. A Paula bem que podia fazer a série sobre uma garota viciada em livros com ela, né?  
E eu só esperava que, ao acordar, eu conseguisse fazer tudo voltar a ser como era antes.
O desfecho? Bem, eu não sei muito como definir em palavras, a não ser uma que me veio à cabeça logo quando fechei o livro: P-E-R-F-E-I-T-O! É sério, gente! O final não é daqueles cheio de explicação, mas também não é muito subjetivo. Eu terminei o último capítulo e me deu uma sensação muito ruim (ou boa?) quando vi que estava cara a cara com o epílogo. Fazendo Meu Filme foi uma série que eu peguei pra ler sem compromissos, pensando ser uma história um pouco boba e, confesso que até hoje não consigo explicar o motivo de eu gostar tanto, mas que, a cada livro, foi me conquistando cada vez mais fazendo uma despedida muito digna e emocionante. Vou sentir saudades.
"[...] Porque a verdade é que todos esses anos não foram suficientes para te esquecer."

Editora: Gutenberg
Autora: Paula Pimenta
Série: Fazendo Meu Filme - Livro 4 (Final)
Título original: Fazendo Meu Filme
Páginas: 608
5 de 5

11.9.13

Resenha: Aquele Verão - Sarah Dessen


Aquele Verão
Há muita coisa acontecendo na vida de Haven... Primeiro, o casamento do pai com Lorna Queen, a “Mulherzinha do Tempo” da televisão local. Depois, o casamento da irmã Ashley com o chato Lewis Warsher, que não parece combinar com Ashley de jeito algum. Haven também não consegue ignorar o fato de ter quase um metro e oitenta e cinco de altura e ainda continuar crescendo. Ela mal consegue ver quem ela é agora ou onde ela pode se ajustar.
Então, o antigo namorado de Ashley, Sumner Lee, aparece e reacende as lembranças de Haven do verão quando seus pais eram felizes, a irmã era descolada e despreocupada, e tudo era perfeito... ou pelo menos assim parecia.




Eu peguei este livro por alguns motivos 1) no estande da iD na Bienal ele estava por apenas 19,90; 2) sempre quis ler algo da Sarah Dessen; 3) queria um livro que tivesse a temática de verão. A sinopse do livro, a capa e tudo mais, me passou uma imagem totalmente diferente do que encontrei no livro. Enquanto achava que ia encontrar algo leve e solar, acabei encontrando totalmente o contrário.


Apesar de enganar o autor quanto à temática, Dessen tinha uma boa história nas mãos que se fosse bem trabalhada levaria a um livro razoável. O livro é bem pequeno, porém muito arrastado. Ela passa boa parte desenvolvendo coisas que não são importantes ou interessantes para o enredo, com cenas que muitas vezes me fizeram ficar entendiado (nunca tinha tido um sentimento igual com um livro de apenas 200 páginas).

E, no final, ela resolve jogar tudo pro leitor. Confesso que ela me surpreendeu um pouco, mas ainda assim terminei a leitura com um sentimento de decepção. O enfoque que ela resolveu dar não me agradou nem um pouco, a forma da tratar a história (como já disse) também me irritou e os personagens não são nada carismáticos, então não cheguei a torcer para nenhum especificamente.

Aquele Verão é um livro que, pra mim, mesmo sendo curto, arrastou-se como se tivesse uma quantidade exorbitante de páginas. Entendo que seja meio difícil você incorporar conteúdo em uma história curta e até admiro um pouco a autora pela coragem. Mas, no final, acho que alguém devia ter dito a ela que o resultado não ficou tão bom assim. Li por aí que esse é o primeiro livro dela, ainda espero ler outros e ver se meu conceito muda. Não sei...

Editora: iD
Autora: Sarah Dessen
Série: Livro Único
Título original: That Summer
Página: 200
2,5 de 5

10.9.13

Resenha: Ela disse, ele disse: O namoro - Thalita Rebouças e Maurício de Sousa

Ela disse, ele disseUm dos grandes sucessos de Thalita Rebouças, Ela disse, ele disse ganha continuação, com a participação mais que especial de Mauricio de Sousa e sua Turma da Mônica Jovem. Em Ela disse, ele disse – O namoro, Leo e Rosa, que se conheceram e se apaixonaram no primeiro livro, estão namorando. E continuam descobrindo as delícias e agruras da vida a dois. Entremeando as vozes dos protagonistas com cenas ilustradas, a história de Leo e Rosa é acompanhada por ninguém menos que Mônica, Cebola, Cascão e Magali, que estão lendo o livro de Thalita Rebouças no colégio e se divertem com as aventuras e desventuras do casal.





Assim que vi que este livro estava pra lançar, fiquei muito ansioso porque sou muito fã da Thalita Rebouças, do Mauricio Sousa e do Ela disse, ele disse o primeiro desta série (?). Mesmo que não tivesse entendido muito bem o que iria resultar a parceria entre esses dois autores, eu comprei o livro apenas por se tratar de um livro de parecia entre ambos. O conceito de O namoro é mostrar algo como uma continuação para o primeiro, apresentando a Turma da Mônica Jovem lendo-o e comentando cada final de capítulo.

Eu fiquei um pouco mais tranquilo, uma vez que pensei que o livro fosse ser apenas uma espécie de Graphic Novel, reapresentando o enredo do primeiro, porém com os traços do Mauricio. Porém, acabei ganhando uma boa decepção ao ler. Primeiro que, de forma alguma, Ela disse, ele disse precisava de uma continuação. A primeira trama foi bem rápida de se desenrolar porque assim como todos os livros da Thalita, tudo o que ela queria falar estava ali. Não tinha nada que precisava ser reforçado. 

Mas tudo bem, este volume meio que não teve compromisso em dar continuidade ao enredo apresentado no outro, foi mais uma forma de matar a saudade do leitor de Leo, Rosa e seus amigos e não foi o grande erro do livro. O que mais me irritou foi que a Thalita apresentou a nós personagens diferentes do que tinha feito antes, parece que ela teve lapsos de memória e nem se deu ao trabalho de reler o primeiro livro para lembrar. E não estou falando de acontecimentos ou coisas do tipo, a personalidade de Rosa e Leo foi quase que completamente modificada.

Rosa tornou-se uma personagem muito mimizenta, uma garota que faz drama por tudo, potencializando todos os problemas de namoradas adolescentes em uma só pessoa. O Leo virou o cara que na frente da namorada diz que está tudo ok mas na maioria das vezes ele sente totalmente o contrário. E o desfecho? Parece que ela simplesmente viu que já estava bom de encher linguiça com os capítulos sem noção repletos de briguinhas e resolveu colocar uma que, muito previsível, apareceu do nada entre as folhas. A participação de Mauricio foi bem apagada, em todos os capítulos, seus personagens mais famosos ganham um par de páginas e quase a mesma quantidade de falas. 

No final de tudo, Ela disse, ele disse: o namoro poderia ser esquecido pra mim que preservo tanto amor pelo o primeiro. Me pareceu que os dois fizeram essa parecia apenas para conseguirem mais leitores e consequentemente mais dinheiro, embora, vamos combinar, já tenham bastante. Algo feito na pressa, sem muita vontade. E, se não foi isso, fui uma ideia muito bem intencionada mas que não deu nada certo. Não recomendo esta leitura.

Editora: Rocco Jovens Leitores
Autores: Thalita Rebouças e Mauricio de Sousa
Série: Ela disse, ele disse - Livro Dois
Título original: Ela disse, ele disse: O namoro
Páginas: 144
de 5

8.9.13

Bienal 2013: Eu Fui!



Depois de metade de um ano sem comprar (muitos) livros, finalmente pude gastar todas as minhas economias em dois dias muito bem aproveitados de Bienal. Um pela escola e outro por conta própria, ambos garantindo caminhadas em todos os três pavilhões e paradas em muitos estandes. Não vou dizer praticamente todos, existem mais do que você possa imaginar e acho que seja humanamente impossível visitar todos. 

>> O primeiro dia - 05/09 <<
No primeiro, eu tinha todo o meu dinheiro e junto comigo uma lista com os estandes interessantes porque teria apenas seis horas pra visitar e queria comprar tudo o que estava na lista de desejos, afinal, não sabia se voltaria outro dia. Comprei! Cheguei ao meio-dia (peço perdão pela falta de fotos é que desta vez fui munido apenas do meu celular e estava correndo pra tudo quanto é lado, sobrando pouco tempo pra fotografar as coisas no evento), que pode ser considerado o pior horário de todos porque é quando a Bienal junta o pessoal que chegou de manhã e ainda não foi embora e o pessoal da tarde que acaba de chegar. Não deu outra, logo que cheguei, não aguentei olhar nem metade do que tinha no pavilhão laranja porque estava numa euforia danada pra chegar logo ao azul, já consciente de que ele estaria muito mais lotado, uma vez que continha as editoras mais "famosinhas". Deu pra dar uma olhada na Novo Conceito que chamava uma atenção danada com seus livros gigantes, de longe a organização mais notável em termos visuais e outras coisas como o atendimento e a quantidade de eventos. Não consegui parar muito tempo lá, porque estava com horas cravadas, então corri para a Galera Record onde uma fila gigantesca que cercava todo o estande me aguardava. Primeiro tive que entrar na fila para entrar e, já lá dentro, depois de organizar uma caçada aos livros que eu queria, mesmo que não tivesse muito espaço para ficar na indecisão. Elogios ao pessoal da Record que foram muito atenciosos enquanto eu procurava o meu segundo volume de Círculo Secreto que fui informado de que tinha sido esgotado e procurava pela  confirmação de que a Patrícia Barboza estava no estande autografando. Tinha bastante gente lá e eu fui tratado com muita educação. Infelizmente, a autora já tinha ido embora e depois da fila que mesmo quilométrica não me tomou mais que quinze minutos, fui para o estande da Rocco que também estava muito cheio. Felizmente, a fila bem menor me economizou o tempo que passaria perambulando a procura dos amigos que eventualmente se perdiam em meio ao mar de gente. Parei na fila gigantesca da Arqueiro para acompanhar uma amiga e demorei bastante tempo lá. Logo depois da parada pro lanche, corri para a Intrínseca onde fiquei muito feliz em achar Bubble Gum da Lolita Pille por apenas 9,99. Foi um pouco triste enfrentar a fila pra comprar um único livro, mas a conversa e a animação por estar no evento nem me deixaram perceber o tempo passar. Já quase no final do dia, parei na Universo dos Livros pra comprar uma biografia da Lady Gaga e corri para o estande da Gutenberg que era o meu grande desejo de Bienal e comprei logo o Fazendo meu filme 4 e o Minha Vida Fora de Série - 1ª temporada. Ainda deu tempo de passar novamente na Galera Record e comprar Louras Zumbis porque estava na mesa em que todos os livros eram 10 reais. Terminei o dia muito cansado, cansaço só sentido quando finalmente sentei. Mas valeu muito a pena. Esses foram os livros do dia 5:


>> O segundo dia - 07/09 <<

7 de setembro, feriado nacional. Eu já estava mais do que convencido de que só iria um dia para a Bienal deste ano até que uma decisão de uma última me levou ao evento num sábado, feriado. O que todos classificaram como um verdadeiro programa de índio. E não é que foi mesmo? Filas, muitas pessoas, um pouco de estresse. Mas, enfim, é a Bienal e quando a gente se dá conta de que estamos todos ali pelo mesmo motivo, pela mesma paixão, tudo melhora! Andei um pouco mais do que no primeiro dia, porque não sabia quais livros compraria, uma vez que a minha lista tinha acabado na primeira ida. Andei por muitos estandes, dei voltas e voltas e acabei com uma quantidade boa de livros comprados. Fui no estande da Modo e encontrei a Larissa Siriani, que assinou um exemplar de seu livro As Bruxas de Oxford e acabei parando num lugar onde várias livros estavam sendo vendidos a preço de banana. Acabei não achando o que mais queria, que era o Era uma vez minha primeira vez da Thalita Rebouças, mas acabei comprando outro. Também passei na iD e fiz a festa na sessão dos livros de 19,90. E, de quebra, acabei vendo o Ziraldo. Sensação de dever cumprido me atingiu assim que passei pelo portal em que estava escrito "Até 2015!". Mais uma vez, valeu muito à pena! O meu saldo do dia: (Você pode encontrar outras fotos da Bienal no meu instagram @matheusgoulart2)

5.8.13

Resenha: Amor Infernal - Lisa Desrochers (Personal Demons #1)


Amor InfernalA vida de Frannie Cavanaugh nunca esteve tão movimentada - no último ano do ensino médio, precisa decidir para que universidade ir, acaba de se separar de Trevor e de abandonar a banda que ele lidera. Para complicar, os dois novos caras supergatos - Luc e Gabe - que surgiram do nada neste último ano da escola parecem ter por ela um interesse fora do normal. Amor angelical ou infernal? Movida por forças que buscam controlar suas emoções, Frannie se debate entre dois tipos de atração diametralmente opostos, mas igualmente irresistíveis. E, sem saber, numa feroz batalha entre Céu e Inferno pela possessão de sua alma.



Posso começar essa resenha com uma confissão? Esse livro foi recentemente resgatado da minha lista de abandonados, eu já o tinha lido até a página 250 e não tinha me animado a continuar. Algum tempo depois, mais animado (pero no mucho), comecei da primeira página e fui deixando o fluxo me levar. A curiosidade me trouxe até o final e aqui estou, fazendo a resenha do primeiro livro da trilogia Personal Demons, a qual eu vou querer finalizar.

O enredo corre um pouco arrastado pelas quase quinhentas páginas, dividindo a narrativa entre a protagonista Frannie e o demônio Luc - ou Lucifer -, que está no nosso plano para poder marcar a alma de Frannie para o inferno. Também temos Gabe - ou Gabriel -, que é um anjo e está aqui para levar a alma da protagonista para o lado do "bem". Confesso que a divisão de perspectivas foi um grande HELP para a história que ficaria muito irritante com apenas Frannie no comando.

Sim, a garota é insuportável! Junte a Bella do Crepúsculo, a Nora do Hush Hush e isso nem vai dar o nível de garotinha mimizenta no qual a Frannie se enquadra. Ela, por diversas vezes, para mostrar que se opunha a determinados assuntos fazia birra e chiliques que se estendem pela maioria dos capítulos da metade pro fim, uma atitude bem infantil para uma garota que já está no último ano de colegial. Também me pareceu um pouco forçado colocar o anjo Gabriel em pessoa para participar do livro, no começo, mas depois achei um pouco justificável e até corajoso mexer com um personagem bíblico tão importante da forma como a autora faz no livro.

A tradução foi algo que me incomodou bastante, em diversos momentos, senti que algumas coisas foiram traduzidas ao pé da letra, deixando o texto um pouco confuso e pobre. A mitologia por sua vez foi, ao meu ver, bem explicada, embora só vá fazer um sentido quando você chegar ao fim da leitura. Apesar dos pesares, a escrita da Lisa não é de todo ruim e o fim me instigou bastante para os próximos. Quero saber o que me espera em Pecado Original e mal posso esperar pra ler. Este livro é simples, mais para ser encarado como passatempo, pode ser um pouco difícil de se aguentar a personagem mala e tudo mais, porém vale pela criatividade e por ver personagens famosos sendo desconstruídos em um livro YA!

Editora: iD
Autora: Lisa Desrochers
Série: Personal Demons - Livro Um
Título original: Personal Demons
Páginas: 488
3,5 de 5

1.8.13

Resenha: A Culpa é das Estrelas - John Green



A culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas. Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar.


Eu evitei este livro por um tempo porque, afinal, ele tinha virado modinha em meados do ano passado. Sem contar que, ele não fazia o meu "estilo de leitura", então nem me interessei. Até que o peguei emprestado e me desafiei a ler. Mal sabia eu que estava pra testemunhar a leitura de um dos livros mais legais (senão o melhor) lido neste ano, até agora.

John Green conta com muita leveza a história de Hazel e Augustus, sendo o livro contado em primeira pessoa pela Hazel. Me admira a forma como ele montou esses dois personagens, mesmo sendo vítimas do câncer, os dois nunca perdiam a oportunidade de fazer uma piada sobre a doença ou qualquer outra coisa. Seu carisma nos ajuda a torcer pelos dois com mais avidez, conforme as páginas iam se passando, ia ficando com o coração na mal ao perceber que já estava extremamente envolvido com as suas histórias.

O enredo vai acontecendo rapidamente, de forma muito bem organizada em quase trezentas páginas, mostrando o desenvolvimento do relacionamento dos personagens principais, assim como a sua busca pelo autor de Aflição Imperial, um livro que ambos gostam e que tem um desfecho peculiar. A história se passou que eu nem senti e me envolver de forma muito, mas muito intensa.

Sim, assim como metade dos leitores deste livro, eu me emocionei com o final. Aí você pensa: "Ah, é normal chorar em livros!". Mas, não, pra mim não é. Até agora, só tinha ficado com olhos marejados e tudo mais. Porém, com este livro, eu chorei como se os personagens fossem reais. Estou com um pouco de vergonha por ter revelado isso, mas enfim, me julguem, é a verdade. Termino esta resenha com a impressão de que não fui muito eloquente e isto significa que gostei muito deste livro. Essa é uma ótima forma de começar o mês e espero que minhas leituras continue tão boas quanto essa. E nem preciso falar que este livro é ALTAMENTE RECOMENDADO!

Editora: Intrínseca
Autora: John Green
Série: Livro Único
Título original: The Fault in Our Stars
Páginas: 286
5 de 5 + FAVORITO

29.7.13

Resenha: Eternamente - Elizabeth Chandler (Beijada Por Um Anjo #6)

Eternamente
Os apaixonados, Tristan, o anjo, e Ivy, a mortal, finalmente conseguem se tocar. Isto só pode acontecer porque Tristan ocupou um corpo, o corpo de Luke. Mas Luke era procurado pela polícia — que não sabe que ele está morto e continua a persegui-lo. Portanto, Tristan torna-se, sem querer, um alvo da polícia. Da polícia e do verdadeiro criminoso, a quem não interessa ver Luke vivo. É preciso dar fim a esta perseguição. O casal precisa esclarecer rapidamente toda a confusão em que Luke se meteu. Mas, ao conviver com pessoas perigosas e chantagistas — e insistir em fazer o que for para ficar perto de Ivy —, o anjo aproxima-se das coisas ruins que podem levá-lo a fraquejar e perecer, especialmente agora, que ele é um anjo caído. Por causa de Ivy, Tristan vem se aproximando cada vez mais das forças mundanas e das trevas — e de Gregory também. Por outro lado, Gregory vem aumentando seu poder, especialmente depois que possuiu o corpo de Beth. E esse desequilíbrio de forças pode acabar em uma triunfante vitória do mal. A não ser que Ivy tome a frente dessa batalha...

Outras resenhas da série:
1.
Beijada por um anjo


Há três anos atrás iniciei a minha leitura desta série e não sabia muito o que esperar. Ainda iniciante na literatura YA sobrenatural, lembro de ter achado o primeiro livro uma coisa magnífica, ainda acho que ele tenha seus méritos e seja de fato muito bom, porém ao decorrer dos anos, ao ler os outros, fui ganhando outras percepções, mais maduras e críticas, talvez. Nós começamos exatamente de onde paramos no bom (porém nem tanto assim), Revelações. Tenho pra mim que o monte de firulas que é o quinto livro serviu apenas para poder fazer um número redondo no fim, afinal, muita coisa poderia ser descoberta somente em um livro. Isso o deixaria mais ágil, certamente. 

Mesmo torcendo pelo casal principal desde o início, Ivy e Tristan foram tornado-se personagens superficiais. O seu romance foi um pouco forçado do quarto livro pra cá, acredito que tenha sido por causa do enfoque maior que a autora deu no sobrenatural e nos vilões. Em Eternamente ainda temos aquele ar superficial e piegas de toda a série, porém, meu coração foi amolecido, porque, afinal, era o último livro da série e eu estava me despedindo dos personagens que por tanto tempo me fizeram ótima companhia. O bromance de Beth e Will mostra-se mais vívido do que o casal principal e eu tenho um pouco de raiva de Kelsey e os outros amigos de Ivy que nunca foram amigos de verdade mas ela os considera como tal.

Gregory está oficialmente de volta e eu fiquei orgulhoso pela ótima construção de personagem, ele é mal na medida certa, tem certa "razão" pelos seus crimes e está sempre um passo atrás dos seus oponentes, é um vilão difícil de se tirar de cena, tanto é que sua batalha contra os mocinhos perdurou por seis volumes. Mesmo que o casal tenha perdido sua força, avalio-os muito bem individualmente. Ivy tornou-se a mocinha forte que todos esperavam e Tristan, fazendo burrada atrás de burrada, mostrou-se humano, suscetível a erros. Lacey é o meu xodó de toda a série, sempre disposta a dizer verdades pra todo mundo e ajudar sempre também, fica na vontade que a autora retorna a esse universo com histórias só da Lacey. Philip, o irmão de Ivy, tem toda uma importância na série e mostra-se forte e amadurecido, embora tenha passado-se pouco tempo nos seis livros.
— Ivy — disse, pousando as mãos nos ombros dela —, podemos criar milhões de teorias sobre a minha redenção, mas uma coisa é certa: o amor é bom. Não existe a possibilidade do meu amor por você me condenar.
A tradução me decepcionou várias vezes, provavelmente porque a Novo Conceito decidiu mudar o tradutor de basicamente todos os livros logo no último, isso ocasionou algumas escorregadas, inclusive um erro enorme que envolve o nome que Ivy chamava Tristan quando ele estava sem sua memória. Nos anteriores ela chamava-o de João, mas nesse, numa lembrança, ela diz que o chamava de Guy, como deve ser na versão original. Sendo o último livro, não posso deixar de falar do desfecho. Se você não quer ver essa parte porque acha que isso vai atrapalhar a sua leitura, pule para o parágrafo seguinte!

Bem, o desfecho te dá a impressão de que a autora quis fugir de todas as previsibilidades de enredo que tinham ela tinha usado nos livros anteriores e nos dá algo bem novo e quase nunca usado em livros YA. Se a forma como ela terminou me agradou? Não, não me agradou. Porém, fiquei com uma sensação de orgulho e admiração ao ver que ela fez do jeito que quis, contrariando o esperado e dando um final bonito e justificável para a série. Realístico e sem muito do romance que compõe os outros livros, não vai agradar a todos, mas foi bem corajosa essa ideia dela e, sim, funcionou.

Para terminar, Beijada Por Um Anjo  é uma série que merece ser lida. Tem suas nuances, partes que não precisavam ter sido escritas e outras, por sua vez, muitíssimo bem escritas e planejadas. O romance não é seu ponto forte, mas a mitologia peculiar sobre anjos que Elizabeth Chandler recriou é algo digno de, no mínimo, curiosidade. Leiam, se apaixonem, odeiem, amem de novo, porque esta série está repleta disso e por um tempo me ajudou a fugir da realidade de forma bastante leve. Recomendo!

Editora: Novo Conceito
Autora: Elizabeth Chandler (Mary Claire Helldorfer)
Série: Beijada por um anjo - Livro Seis (FINAL)
Título original: Everafter
Páginas: 256
4,5 de 5

25.7.13

Resenha: Amante Sombrio - J. R. Ward (Irmandade da Adaga Negra #1)

Amante SombrioNas sombras da noite, em Caldwell, Nova York, desenrola-se uma sórdida e cruel guerra, entre vampiros e seus carrascos. Há uma irmandade secreta, sem igual, formada por seis vampiros defensores de sua raça. Ainda assim, nenhum deles deseja a aniquilação de seus inimigos mais que Wrath, o líder da Irmandade da Adaga Negra. Wrath é o vampiro de raça mais pura dentre os que povoam a terra e possui uma dívida pendente com os assassinos de seus pais. Ao perder um de seus mais fiéis guerreiros, que deixou orfã uma jovem mestiça, ignorante de sua herança e destino, não lhe resta outra saída senão levar a bela garota para o mundo dos não mortos. Traída pela debilidade de seu corpo, Beth Randall se vê impotente em tentar resistir aos avanços desse desconhecido, incrivelmente atraente, que a visita todas as noites envolto em sombras. As histórias dele sobre a Irmandade a aterrorizam e fascinam. Seu simples toque faísca, um fogo que pode acabar consumindo a ambos.

Eu sempre tinha ouvido falar sobre a Irmandade da Adaga Negra e me desencorajei a ler porque estava mais do que saturado de livros que possuem vampiros como tema principal, além de ter a consciência de que a série tem mais de 10 livros e ainda não foi terminada (:O). Mas eu estava sem livros pra ler, e acabei pegando esse emprestado. A minha intenção era ler sem compromisso, se eu gostasse ia ler apenas esse e me dar por satisfeito.

Mas ao final desta leitura, não consigo nem cogitar me dar por satisfeito. No livro de J. R. Ward nós entramos numa nova mitologia para vampiro, o que, de certa forma, dá um refresco à história e consegue o benefício da surpresa em pleno mundo literário pós-boom vampiresco. Ele começa como quem não quer nada, apresentando três capítulos com personagens diferentes. 

O mistério vai se solucionando a cada capítulo, ligando os personagens e evidenciando a trama que existe no enredo. Enredo esse muito bem distribuído. Os capítulos, de tamanho médio, no máximo vinte páginas, sempre continham mais do que um ponto de vista em uma mesa cena (o livro é narrado em 3ª pessoa) e uma trocada de perspectiva que fazem com que pareça que está lendo um roteiro de filme.

Os personagens principais deste livro Beth e Wrath desenrolam suas histórias com suavidade, apresentado-se aos poucos e conquistando o carisma de quem lê. Os outros integrantes da Irmandade são igualmente carismáticos, embora em boa parte do livro passam ao leitor um ar sombrio, o que não podia deixar de existir, já que eles são vampiros. Butch, o policial, é um dos destaques desse livro, assim como o vilão que é daqueles de dar arrepios.

A tradução está muito boa, embora algumas palavras ficassem um pouco com cara de Sessão da Tarde, não me lembro de ter lido um palavrão aqui, então acho que isso contribuiu para o ar de filme dublado. Mas nada que deixe o livro infantil, claro, ele é bem adulto, possui cenas de sexo e muita violência. Estou compleetamente ansioso para ler Amante Eterno que, pelo que me parece, irá focar-se em outro personagem da Irmandade. Mal posso esperar! E, claro, fica aqui a recomendação de que leia este livro. Ele te conquista sem compromissos e se não gostar completamente, no final, vai pelo menos ter se divertido um pouco com a leitura.

Editora: Universo dos Livros
Autor: J. R. Ward
Série: Irmandade da Adaga Negra - Livro 1
Título original: Dark Lover
4,5 de 5 

17.7.13

Review faixa-a-faixa: Selena Gomez - Stars Dance



Mais um lançamento das Disney-Stars em 2013 e esse é mais um que eu esperava muito. Sempre gostei da Selena, desde que ela despontou na série Os Feiticeiros de Waverly Place e suas músicas foram só melhorando no decorrer dos anos. Agora, no quarto álbum de estúdio, Selena volta em uma espécia de apogeu musical. Mostrando maturidade e consistência ela traz um álbum muito bem produzido, dito como o último de sua carreira, e o seu nome é Stars Dance!

1. Birthday (5 estrelas)

Essa música começa com tudo, Selena com um coro suave cantando "Tell'em that is my birthday" e algumas palminhas. A música prossegue com alguns gritinhos, um refrão, uma ponte incrível e se mostra deliciosa de se ouvir. Lembra um pouco as músicas da M.I.A, mas tem o toque Selena, que melhora tudo!

2. Slow Down (5 estrelas)

"Now that I've have captured your attention." Tem razão, Selena! Com a atenção uma vez capturada com Birthday ela nos traz mais uma música maravilhosa, produzida pelos "The Cataracs", do hit "Like a G6". Cheia de "oh oh oh" e uma letra subjetiva, Slow Down já me conquistou.

3. Stars Dance (5 estrelas)

Selena se aventura no dubstep desta vez, a faixa-título sai um pouco do clima festeiro das primeiras e vem para uma letra mais romântica. "I can make the stars dance if you want me to", ela diz no refrão. É muito bem produzida, assim como todas até agora. 

4. Like a Champion (5 estrelas)

"Walk like a champion, talk like a champion" diz o sample no começo. Voltamos para as animadas e essa parece uma música que Rihanna gravaria mas não lançaria como single, é bem solar, agradável e caribenha. Funcionaria como um hit de verão...

5. Come & Get It (5 estrelas)

Essa música é extremamente viciante e gruda na cabeça. Eu a achava a produção mais grandiosa de Selena, mas agora com todo o álbum, ela se diminui um pouco, o que não é nem um pouco ruim. Continuo amando a referência indiana de Come & Get It e ainda é uma das minhas preferidas da cantora!

6. Forget Forever (5 estrelas)

Outra música matadora e que fica na cabeça rapidamente! "Our love was made to rule the world", ela diz na ponte para depois vir com um instrumental eletrônico e a repetição do nome da música. A melodia é linda e super bem construída. Um dos meus amores do álbum <3

7. Save The Day (5 estrelas + Favorita)

"I can't believe that body still moving" "Baby when the starts slipping, starts slipping" "Just tell if it's not over" "D-d-d-d-day, Save The Day". Incontáveis momentos fazem dessa música a minha favorita do álbum, a voz da Selena, a ótima melodia e produção e o toque latino que ela tem. Perfeita!

8. B.E.A.T (5 estrelas)

Essa música tem uma vibe meio gangster e contém o já elemento de Selena de repetir o nome da música de uma forma peculiar para que nos lembremos dela depois, o dessa é: "B-b-b-beat in my face". Muito boa!

9. Write Your Name (5 estrelas)

Ufa! Finalmente Selena dá uma acalmada nessa música linda. O refrão é incrível, as batidas são perfeitas. Mesmo sendo calminha, a música ainda tem um instrumental eletrônica entre o refrão e os versos. Tá tudo lindo nessa música. Provavelmente vai estar no meu repeat pelos próximos meses...

10. Undercover (5 estrelas)

Mais uma com uma cara latina que tem tudo a ver com a Selena, já que suas origens são latino-americanas. É mais rápida e deve tocar bastante por aí, tem uma letra fácil de gravar e uma produção muito boa. Assim como todas as outras, o pré-refrão com a Selena sussurrando e deixando a voz mais fina ficou muito bom!

11. Love Will Remember (5 estrelas)

Melancólica e ficou perfeita na voz da Selena. Tem uma letra muito boa e romântica, um refrão lindo e a repetição já conhecida do nome da música. Mas desta vez ficou sensacional porque o "Love will remember" dito enquanto um coro diz "Oh" é computadorizada e combinou perfeitamente com a música. É a única que pode ser classificada totalmente como uma balada.

12. Nobody Does It Like You (5 estrelas)

"Nobody, nobody, no-nobody". Se você pensava que as músicas calmas encerrariam o álbum como todos os trabalhos de cantores pop, geralmente, está muito errado! Essa música contém um pouco de dubstep e toda uma vibe meio "Believe" da Cher com essas alterações vocais e obscura por causa do dubstep e da melodia.

13. Music Feels Better (5 estrelas)

O encerramento do álbum não podia ser feito com música melhor. Dançante e com uma ótima pegada inocente e Disney, traz um ar agradável ao CD, mostrando que Selena pode muito bem agradar aos maiores e aos seus fãs menores. Ótima para ser ouvir no carro no caminho de uma festa. Adorei!

Conclusão: Selena soube escolher muito bem as músicas, os produtores e até mesmo o lugar onde cada música deveria ficar. Esse CD ficou bem redondinho e irá agradar a todos os amantes de música Pop e Dance. Esse é daqueles álbuns que você coloca pra escutar uma música e acaba ouvindo tudo. Dá vontade de deixar no repeat eterno!

Nota final:
5 de 5

9.7.13

Playlist: Top 5 de Junho (#3)


Mais uma Playlist entrando no ar, depois de um mês sem a seção... Enfim, vamos a mais um top das músicas mais ouvidas em Junho! Não teve jeito jeito, entraram muitas músicas da cantora Anitta pois ela foi o meu vício do mês!

5.7.13

Resenha: O Leão, a feiticeira e o guarda-roupa - C. S. Lewis (As Crônicas de Nárnia #2)

 

"Dizem que Aslam está a caminho. Talvez já tenha chegado", sussurrou o Castor. Edmundo experimentou uma misteriosa sensação de horror. Pedro sentiu-se valente e vigoroso. Para Suzana, foi como se uma música deliciosa tivesse enchido o ar. E Lúcia teve aquele mesmo sentimento que nos desperta a chegada do verão. Assim, no coração da terra encantada de Nárnia, as crianças lançaram-se na mais excitante e mágica aventura que alguém já escreveu.







 
Eu disse na minha primeira resenha das Crônicas de Nárnia que planejava fazer intervalos entre as leituras dos livros, mas certamente não planejava que esse intervalo fosse de um ano e alguns meses. Já tinha tirado Nárnia da minha estante, desanimado a ler e depois de todo esse tempo, resolvi dar mais uma chance à história de C. S. Lewis. Pra ser bem sincero, eu não sei por que me distanciei tanto desses livros, se gostei bastante do primeiro.

Talvez seja preguiça de ler tudo ou até mesmo um preconceito que estabeleci com clássicos. Sempre acho que tudo vai ser muito chato, de linguagem difícil e este não tem nada disso. Sim, os diálogos das crianças e de outros personagens estão mais do que ultrapassados, porém tem uma coisa na escrita de Lewis a forma como ele se dirige diretamente a você, de forma delicada, sempre procurando explicar a motivação para a ação dos personagens e até mesmo dar uma recapitulada suave no que acontecia anteriormente. Acho que muito disso se deve ao fato de o livro ser escrito para crianças.
[...] Pedro segurou a porta encostada, mas não a fechou completamente: como todas as pessoas de juízo, sabia muito bem que nunca devemos nos fechar dentro de um guarda-roupa.
Mas engana-se quem pensa que vai achar um livro infantil. Acredito que o fato do livro ser destinado a crianças não fez com que ele fosse bobo ou imaturo, pelo contrário, nós temos cenas bem fortes, com mortes e tudo mais, porém tudo suavizado com a leveza de escrita do autor. Enquanto tinha uma certa insegurança quanto aos novos personagens, uma vez que tinha me apegado aos apresentados em O Sobrinho do Mago, acabei sendo surpreendido por adquirir mais empatia com os irmãos Lúcia, Susana, Edmundo e Pedro do que com Digory e Polly.

Mais uma vez batendo na tecla do infantil, temos aqui animais falantes, criaturas místicas e até mesmo crenças populares, tão ricamente escritos e desenvolvidos que ao invés de passarem toda a ideia do absurdismo acaba fazendo com que tudo o que está presente no mundo fantástico de Nárnia habitar o seu imaginário durante e até depois da leitura. Não sei o que me espera nas crônicas seguintes, acredito que a próxima não terá os mesmos personagens desta e não tenho pressa em ler, embora tenha a mais absoluta certeza de que não vou esperar tanta para fazê-lo. Recomendadíssimo!
Espero que ninguém que esteja lendo esta história alguma vez na vida tenha sido tão infeliz quanto Susana e Lúcia naquela noite. Mas se você sabe o que é isso, se já passou a noite toda acordado e chorou até acabarem as lágrimas... Então sabe que, no fim, desce sobre a gente uma grande calma. Chegamos até a ter a sensação de que nada mais nos poderá acontecer.

Editora: Martins Fontes
Autor: C. S. Lewis
Série: As Crônicas de Nárnia - Livro Dois
Título original: The lion, the witch, the wardrobe
Páginas: 180

3.7.13

Review faixa-a-faixa: Anitta - Anitta


Anitta sempre foi o meu guilty pleasure, como moro no Rio sempre fui meio que "obrigado" a ouvir suas músicas que viviam nas rádios, ruas e outros lugares daqui. Depois que ela estourou com Show das Poderosas, adquiri um gosto ainda maior pelas suas músicas e passei a acompanhá-la e aqui estou, analisando o álbum de estréia dela! Vamos lá?

1. Show das Poderosas (5 estrelas)

A música que todo mundo já conhece! Eu, particularmente, acho que Show das Poderosas foi um dos maiores acertos de Anitta, de fato. A música é muito bem produzida e tem uma melodia que fica na cabeça e demora pra enjoar. Boa forma de começar o álbum!

2. Meiga e Abusada (5 estrelas)

Outra bem conhecida do público e que fez bastante sucesso aqui no Rio quando lançada. É um pouco repetitiva, mas deliciosa de se ouvir.

3. Tá na Mira (5 estrelas)

Outra música delicinha, que fala sobre mais ou menos a mesma coisa que as outras desse CD até agora. Muitíssimo bem produzida!

4. Zen (5 estrelas)

Entramos num clima mais reggae nessa baladinha calma e assim como o nome, muito Zen. Gostei muito!

5. Menina Má (5 estrelas)

Menina má ganhou uma nova roupagem, mais pop, para poder combinar com o novo estilo de Anitta. EU ainda preferia a versão batidão, mas essa também é muito boa.

6. Príncipe de Vento (5 estrelas)

Essa é bem pequenininha e divertida, Anitta conta sobre um ilusão com um homem que parece um príncipe, mas na verdade não tem nada na cabeça. 

7. Não Para (3 estrelas)

Ainda não entendi o que eles fizeram com essa música, enquanto a versão cantada nos shows era mais devagarzinha, tinha batidão e combina com a letra, essa virou um pop genérico que deve ser a próxima aposta da cantora como single. Não curti muito.

8. Eu Sou Assim (4 estrelas)

Batidinha indiana incrível e melodia que vai grudar na cabeça. O motivo de eu dar 4 estrelas? É me sentir um pouco perdido com as mudanças de ritmo desse álbum e essa música me parece extremamente aleatória e perdida dentre as outras.

9. Fica Só Olhando (4 estrelas)

Batidão de volta e quase não há mudança dessa versão pra antiga. Só não gostei das modulações vocais de Anitta nessa música, ficaram exageradas.

10. Proposta (4 estrelas)

Funk misturado com R&B, o resultado ficou muito bom. Mas ainda prefiro a antiga e sinceramente não sei definir o ritmo predominante deste álbum.

11. Cachorro Eu Tenho em Casa (5 estrelas)

Música bem provocante, com uma produção que lembra muito a de Meiga & Abusada. Gostei bastante! Lembra também as músicas da Kelly Key, inspiração de Anitta.

12. Som do Coração (5 estrelas)

Reggae bem calminho e romântico. Já me acostumei com a mistura de ritmos do álbum e essa faz um par perfeito com Zen, gostaria mais se ambas estivessem uma perto da outra, agora no fim do CD. Essa é a última da versão standard e é um ótimo encerramento.

[Bonus Track] 13. Eu Vou Ficar (5 estrelas)  

"Um love legal, um par ideal...." A mais bem produzida de todas as com batidão, posso dizer? Ainda preferia que as que antes eram funk e agora viraram pop se transformassem em algo como isso, mas como não se fez isso, essa faixa é um ótimo consolo!

[Bonus Track] 14. Show das Poderosas (Barutunha DJ - Radio Edit) (5 estrelas)  

Mais uma recompensa a quem conheceu a Anitta na sua fase funk, não gosto de funk, mas sempre apreciei o batidão de músicas, sempre foram meu guilty pleasure. Contém alguns samples do Major Lazer, também usados em alguma música do Naldo e Run The World (Girls) da Beyoncé. Encerramente mais que digno pra esse CD!

Conclusão: Anitta é um álbum um pouco confuso dentre tantos ritmos, ela quis agradar a todo mundo de alguma forma e conseguiu fazê-lo, mesmo que o resultado como um todo não tenha ficado tão legal assim, afinal o álbum deve ser todo bom e não apenas as músicas de forma separada, como aconteceu neste. Recomendo a ouvida!

Nota final:
5 de 5

25.6.13

Resenha: O Terceiro Travesseiro - Nelson Luiz Carvalho


O Terceiro Travesseiro
Baseado em fatos reais, este romance desafia rótulos e hipocrisias, revelando os meandros de consciência de Marcus, um jovem comum da classe média paulistana. Com o melhor amigo Renato, descobre o amor e compreende que os dois precisarão encontrar o equilíbrio entre o que sentem e o que a família e a sociedade esperam deles, até que um terceiro personagem aparece.









Me interessei pela sinopse e já tinha baixado pro Kindle fazia alguns dias. Comecei a ler esse livro na noite de ontem, pois foi quando eu me pus a começar a ler. Sabia que não seria uma leitura como qualquer outra, nunca havia lido um livro com essa temática e a forma como o autor aborda o sexualismo dos personagens pode ser um pouco grotesca e desagradável para os que leem ainda com alguns preconceitos na cabeça.

Em poucos minutos, eu já estava completamente envolvido com essa história, torcendo para que tudo dê certo na vida dos personagens. Comecei a ler às onze e alguma coisa e quando era duas da manhã eu não queria parar, mesmo tendo uma aula no dia seguinte, bem cedo. Eu gostei da bastante como o autor colocou tudo no papel, mesmo pensando que ele mudou de rumo do começo pro meio, ele soube colocar emoções e acontecimentos em momentos certos.
O que eu gostaria mesmo era de levar uma vida normal, sem mentiras, estando com a pessoa de que gosto e podendo mostrar aos outros o que realmente sentia.
Apesar dessa história ser verídica, o mérito também deve ser dado a ele, uma vez que foi ele que soube que partes cortar (se é que tiveram partes cortadas) e o momento em que deveria usar um olhar mais analítico sobre os fatos, assim como ser cru e direto em algumas partes. Os personagens são bem carismáticos. A aceitação vem gradualmente e de forma bem natural. Renato e Marcus, como bons personagens reais, comprovam o seu realismo com uma história de amor bem convincente. Eu não gostei nada da Beatriz e o que ela vem a ser para a história depois de um tempo, acabei me acostumando com ela em determinado momento da leitura. Mas não, gostar dela, não cheguei a gostar.

Talvez o autor devesse ter dado mais destaque a ela no início, não fazendo com que ela parecesse um terceiro travesseiro bem intrometido, justificando mais os acontecimentos. O final é completamente inesperado, acontece assim do nada. Eu já meio que esperava, uma vez que tenho um estoque de leituras de livros com finais bem parecidos, mas foi bem impactante e triste ver o que se sucede essa história incrível. O Terceiro Travesseiro é um livro que merece ser lido, por pessoas desprovidas de preconceitos e com a mente aberta para coisas novas. Recomendo!

Editora: GLS
Autor: Nelson Luiz Carvalho
Série: Livro Único
Título original: O Terceiro Travesseiro
Páginas: 210

16.6.13

Resenha: Dark Reunion - L.J Smith (The Vampire Diaries #4)


The Fury and Dark Reunion (The Vampire Diaries, #3-4)Elena flutua em um misterioso limbo espiritual após se sacrificar para derrotar Katherine e salvar Stefan. Sua morte cobre Fell's Church de tristeza e desalento, mas é preciso seguir em frente. Bonnie, a melhor amiga, decide guardar o diário de Elena e ali registra os lentos sinais de recuperação da cidade, acompanhada de perto por Meredith e Matt. Mas sonhos perturbadores com a amiga morta estão prestes a mudar tudo... Pelos sonhos, Elena se comunica com Bonnie e avisa de um novo perigo a rondar a cidade. E só uma pessoa pode ajudá-los: Stefan. Mas o vampiro está desolado com a morte de Elena e tentando cumprir a promessa de permanecer ao lado de Damon. Os dois vagam sem rumo, sob a cruz de sua sina: a sede de sangue. Será que ele irá atender ao chamado inesperado que o colocará novamente no caminho de Elena - e daqueles que ela ama?

Livros anteriores:
1 - O Despertar
2 - O Confronto
3 - A fúria 

Depois de um incrível e surpreendente terceiro volume, nós voltamos para mais um capítulo da saga The Vampire Diaries que já tem pelo menos 10 livros lançados além desse. Assim como todos os outros, este começa já direto ao ponto, desta vez com 6 meses de separação do livro anterior, introduzindo um novo plot na história logo de cara. Eu devo confessar que adoro essa forma da L. J. de "assumir riscos".

Ela matou a personagem principal no livro anterior, assim como a grande vilã da história e consegue retomar isso de uma forma concisa e muito bem colocada. Independentemente dos dois primeiros serem bons ou não, eu os devorei, assim como fiz com The Fury, que como já disse foi bem melhor que os outros. Dark Reunion não foi diferente, peguei pra ler em uma quinta-feira e na sexta à noite já o havia terminado. Méritos à autora, por conseguir manter a trama amarrada durante todas as duzentas e poucas páginas.
 "We're finished," Stefan said from behind them.
As Matt looked toward the voice the lost look seemed to intensify. "Sometimes I think we're all finished," Matt said, moving away from Bonnie, but he didn't explain what he meant by that. "Let's go."
O enfoque maior em Bonnie foi muito bem colocado, afinal não poderia ser mais oportuno um personagem tomar a narrativa principal do que ela, que participa da história como nunca antes e, sim, ela também tem um diário. Porém, nem tudo são flores, a melhor-amiga de Elena me irritou bastante, na maioria dos momentos ruins ela estava chorando alto, enquanto deveria manter a calma e tentar fazer o mesmo aos seus amigos.

Algo que ficou bem evidenciado neste livro foi o "poder" que Elena tem sobre os seus amigos. Poxa, ela nunca foi um amor de pessoa com nenhuma das amigas e deu um pé na bunda do Matt, pra pouco tempo depois aparecer namorando o colega de time dele, este que teve que ver a namorada engatar um bromance com o seu irmão. E, mesmo assim, todo mundo praticamente reverencia Elena e tudo o que ela faz. Mesmo tendo um alto teor de bitchness, Elena nunca me incomodou o bastante com as suas atitudes e eu sempre me vi torcendo por ela, assim como aconteceu neste livro.

Em Dark Reunion somos apresentados a um novo vilão, como dito em parágrafos anteriores, este é completamente misterioso. Nós não sabemos o quê ou quem ele é, um mistério que é muito bem empregado durante as páginas enquanto observamos os personagens tentando descobrir e tudo mais. De fato, este vilão é muito maior e melhor que Katherine, em termos de poder e potencial pra bagunçar  a vida dos mocinhos. Mas, até o fim do livro, não vi uma explicação plausível para tudo o que ele está fazendo. Se você sabe, por favor, me avise nos comentários.

A reunião sombria acontece de duas formas, através de um acontecimento que é spoiler do livro, e através de todos os pontos fortes e fracos dos livros anteriores, assim como aprimoramentos da escrita de L. J. timidamente perceptíveis aqui, o que deu certo e o que não deu se reúne neste livro, formando todo esse conjunto que me agradou bastante. Uma boa forma de encerrar a primeira quadrilogia. Eu quero ler os próximos e espero que a autora não mude completamente de estilo, assim como aconteceu com Elizabeth Chandler em Beijada por um anjo, ambas continuaram suas séries uma década depois de terminarem. Espero que depois desta resenha você se sinta entusiasmado a ler os outros livros e finalmente chegar a este e estou ansioso para The Return!

Editora: Harper Teen
Autora: L.J Smith
Série: The Vampire Diaries - Livro Quatro
Título original: Dark Reunion
Páginas: 370
4,0 de 5

15.6.13

Resenha de série: Revenge - Temporada 2


Ao contrário da maioria das pessoas, eu tive uma opinião mista assim que terminei de assistir à primeira temporada da série Revenge. Enquanto a maioria dos outros telespectadores glorificaram a série, eu terminei com um gosto ruim na boca. Ainda esperava que o ritmo dos primeiros episódios voltasse, o clima rápido, curto e grosso, de vingança de Emily, em que um rosto era riscado a cada plano traçado. Algo que não se manteve até o fim.

Comecei a assistir a segunda temporada esperando o enredo mais desacelerado e calminho, sendo surpreendido com os primeiros episódios mais bem feitos que já vi, novamente, estava presenciando uma série rápida e que vai direto ao ponto, desta vez com um toque de melhoras numa trama cada vez mais complexa. Enquanto vamos encarando tudo o que Emily deve passar para conseguir a sua tão almejada vingança, somos apresentados a um novo plot, com um entendimento bem difícil e que, infelizmente, foi mal retratado no texto.

Todo o mistério acerca da Iniciativa, por mais tempo que o necessário, acabou fazendo do assunto, de início interessantíssimo, uma coisa chata e enrolada. Eu não aguentava mais não fazer ideia do que a maioria dos personagens principais falava e parei de assistir à série por algumas semanas. Cheguei a cogitar abandonar a história, mas a curiosidade foi maior. Fiz uma maratona do meio da temporada até a Season Finale e fui surpreendido da forma mais incrível e genial possível.

Num episódio final que mais parece um filme, acompanhamos o desenrolar da história passada anteriormente, com um toque épico nunca antes visto na série. Mesmo com uma hora de duração, não houve um momento no qual eu cogitei ficar entediado, acontece tanta coisa, todas elas indubitavelmente importantes para o futuro do enredo e grandiosamente surpreendente. Mal posso esperar para a terceira temporada e espero que eles saibam como continuar a história de onde pararam. E, claro, aqui fica a minha recomendação que soa quase como uma intimação. VOCÊ DEVE ASSISTIR REVENGE!

5/5

6.6.13

Resenha: Revelações - Elizabeth Chandler (Beijada Por Um Anjo #5)



Depois que Ivy descobre que Tristan está no corpo do assassino Luke, a vida deles toma um outro rumo. Tristan se esconde da polícia e Ivy não sabe onde localizá-lo. Para piorar as coisas, Beth está cada vez mais distante e estranha, e só Ivy sabe o que realmente está acontecendo com ela. Ao descobrir o paradeiro de Tristan, Ivy não se contém e corre para ele, apesar do risco de ver seu amor descoberto. Para conquistar sua liberdade, Tristan, com a ajuda da namorada, tentará descobrir em que encrenca se meteu o garoto que lhe empresta o corpo. E, na busca de evidências, Tristan e Ivy percebem que existem mistérios sobre os quais eles não têm controle e que podem levá-los por um caminho sem volta. Além disso, a interferência de Tristan sobre o destino de Ivy deverá ser punida duramente. Pode ser que um deles não viva por muito mais tempo.

E mais um capítulo da saga Beijada Por Um Anjo é finalizado. Esse pra mim foi o mais difícil de todos para ler, mesmo que estivesse muito ansioso para saber o que se sucederia após o final cliff-hanging do livro anterior. Se Destinos Cruzados trouxe à tona um novo e ótimo jeito da autora de organizar o enredo, com coisas que ela não tinha tentado na trilogia criada inicialmente nos anos 90, neste livro Elizabeth continua diferenciando-se da forma de escrita dos anteriores, porém, pra mim, ela não teve muito sucesso.


Eu comecei o livro ávido por informações e acabei recebendo uma surpresa desagradável com as cenas mornas que são apresentadas nas primeiras 50 páginas, sim, são bem poucas, mas foram o suficiente para me deixarem entediado e abandonar o livro por alguns meses. Recomecei com muita força de vontade, conseguindo ultrapassar esse número e descobrindo que, sim, existia uma luz no fim do túnel! A trama logo começou a andar mais rápido, com as investigações de Ivy e Tristan, que eram totalmente pertinentes ao andamento da série e foram muito bem escritas e colocadas no texto.
 Enquanto caminhava até o carro, Ivy lembrou-se de seu padrasto dizendo que o amor da mãe dela despertava o melhor nele. E o que acontece quando a pessoa que ama desperta o mentiroso que há dentro de você?
 Mas que escolha tinha? Ivy perguntava a si mesma. Quando se luta pela vida e pela liberdade de uma pessoa, quando essas coisas foram injustamente tiradas, o limite entre o certo e o errado parece se misturar.
Se, por um lado, eu gostei da face C.S.I do casal principal da saga, não posso dizer o mesmo sobre as cenas de romance. Beijada sempre foi piegas e clichê, mas neste livro, a autora pareceu estar colocando aquelas milhares de cenas de beijos e declarações de amor eterno apenas para preencher a obra, fazendo com que ficassem um pouco frias e superficiais. A relação de amor e ódio se instaurou quando fiquei com lágrimas nos olhos por uma cena em que (spoiler) Tristan reencontrava o seu pai (/spoiler).

Uma das personagens mais notáveis deste livro é a Beth, sempre presente em acontecimentos arrepiantes que, sem dúvida, reforçaram o aspecto paranormal/sobrenatural deste livro. Ela foi a grande salvação, não posso dizer o mesmo de Will que já teve muita importância no passado, mas agora só faz o papel do cara chato que foi dispensado pela namorada e é sempre o último a entender o que está acontecendo. Quanto aos personagens, eu gosto muito da Dhanya e os outros são bem descartáveis e aparecem e desaparecem com uma facilidade incrível. Gostaria de dar destaque a um outro, mas aí seria um spoiler danado. Então, deixa pra lá.

De toda a série, Revelações não foi o melhor livro até agora, sua última página me deixou surpreso e quando fui virar, não tinha mais nada. Ou seja, um final assim como todos os outros da série, bem "acabo de descobrir uma coisa muito importante e fim". Neste, quando tudo parecia estar mais ou menos acertado, a gente se surpreende com dois capítulos com ação e um provável novo conflito, que me deixou ansioso para ler o capítulo final, mas nem tanto assim. Recomendo a leitura e espero que o próximo termine com chave de ouro essa série da qual tanto gosto!


Editora: Novo Conceito
Autora: Elizabeth Chandler (Mary Claire Helldorfer)
Série: Beijada por um anjo - Livro Cinco
Título original: Everlasting
Páginas: 317
3,5 de 5

25.5.13

Resenha de série: The Vampire Diaries - Temporada 4


Depois de uma primeira temporada brilhante, uma segunda melhor ainda, a terceira um pouquinho chata... The Vampire Diaries volta para a sua quarta temporada. Desta vez trazendo a personagem principalmente finalmente transformada em uma vampira. Elena tem de lidar com todas as consequências de ser uma vampira ao mesmo tempo em que os roteiristas nos presenteiam com um acontecimento misteriosíssimo, logo no primeiro episódio, mistério esse que se estende até o meio da temporada.

Eu não gostei desta temporada. Ela começou com adaptação, passou pelo mistério, e trouxe um novo time de vilões e mitologia. Sim, muita gente não gostou do fato de existir uma cura pro vampirismo logo depois de Elena se tornar uma e crucificaram a série por não querer da sua zona de conforto. Eu estava apoiando esse time, simplesmente não conseguia colocar na minha cabeça a ideia de que todo esse tempo esperando para que Elena fosse uma vampira se esvaísse com a maior facilidade do mundo.

Não foi fácil achar a cura. A trama que os levou até Silas e os seus objetivos foi bem óbvia e é impossível você acreditar no que ele aparentemente quer se você já assistiu à quatro temporadas de TVD com Katherine e Klaus como vilões. Eu já sabia que tudo ia dar errado alguma hora e confesso, parei de assistir a série assim que cheguei à metade da temporada. 

A forma como os roteiristas a levaram aqui foi realmente insuportável, tediosa... Mas chegamos aos últimos episódios, onde finalmente temos alguma ação, mesmo que tenhamos uma Elena chatíssima wannabe-bitch que me irritou demais. Foi uma tentativa de consertar a cagada que tinham feito? Acho que sim. Eles conseguiram? Sim, estou ansioso para assistir a próxima temporada. O Season Finale foi bem simples, mas me agradou. Porém, aí fica o medo e a dúvida que eles tenham o enredo perfeito, assim como no início da quarta temporada, e estraguem tudo. Espero que não...

3 de 5

13.5.13

Resenha: Anna e Beijo Francês - Stephanie Perkins



Anna Oliphant tem grandes planos para seu último ano em Atlanta: sair com sua melhor amiga, Bridgette, e flertar com seus colegas no Midtown Royal 14 multiplex. Então ela não fica muito feliz quando o pai a envia para um internato em Paris. No entanto, as coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um lindo garoto -que tem namorada.Ele e Anna a se tornam amigos mais próximos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas. Anna vai conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer?




Sabe quando você está saturado com leituras relativamente pesadas e quer muito aliviar com um livro bobinho e leve? Pois bem, Anna e o beijo francês me caiu muito bem. Baixei no Kindle e sai andando com ele pra tudo quanto é lugar e a cada intervalo que tinha, acompanhava um pouco mais da história de Anna. Se eu gostei? Sim, o livro é bom, mostra de forma incrivelmente realista o cenário principal que a cidade de Paris, mas existem algumas coisas que não me desceram muito bem neste livro e vou explicar abaixo.

Primeiro fator que possa ter prejudicado a minha opinião: Ter lido Lola e o garoto da casa ao lado no início deste ano, caso não saiba, este livro nada mais é que um companion, que é o nome dado a livros que fazem parte de uma trilogia ou série, e possuem aparições de personagens dos outros livros, porém sem fazer continuação relevante para suas histórias. Eu já sabia o final da história deste livro, e saber desse super spoiler, com certeza, merece ser considerado. Apesar de saber que mesmo se não tivesse lido eu já saberia, afinal, não é um livro muito surpreendente.
Como posso ter sido tão estúpida? Como posso ter acreditado, por um momento, que não estava apaixonada por ele?
Mas "Lola" também não era surpreendente! Eita, não sei. Os clichês deste livro não me agradaram como os do outro, achei que ficou faltando alguma coisa. A história foi desnecessariamente estendida pelas páginas, preenchidas com descrições belas, porém entediantes a certo ponto, da cidade-luz. Os personagens de Anna, os principais, Anna e St. Clair, também não me envolveram como eu gostaria. Eu torcia por eles, sim, mas não tinha aquele carinho especial, a necessidade de saber o fim da história. Tanto é que demorei uma semana inteira com esse livro, que poderia ter sido lido em apenas um dia.

Uma das coisas mais curiosas e engraçadas foi Stephanie ter feito um personagem aos moldes de uma personalidade famosa da literatura. O pai da Anna é simplesmente uma paródia do Nicholas Sparks e em certos momentos até que fiquei meio preocupado da autora se encrencar com processos ou coisa do tipo. Mesmo com algumas falhas, Anna e o beijo francês é bom, não mostra a que veio, porém vai te divertir com uma viagem instantânea a Paris. Nada de especial. Não vou fazer minha recomendação, leia se tiver curiosidade e vontade. Pode ser que te agrade assim como agradou a muitos.

Editora: Novo Conceito
Autora: Stephanie Perkins
Série: Companion
Título original: Anna and the french kiss
Páginas: 288
Nota: 3 de 5

10.5.13

Review faixa-a-faixa: DEMI - Demi Lovato


A Demi Lovato voltou com um novo CD e eu resolvi fazer uma resenha faixa-a-faixa com ele. Então, eu escrevo a opinião sobre as faixas conforme vou ouvindo, por isso, vocês vão acompanhando a minha primeira reação, que pode mudar depois de um tempo. Let's go! \o/

1. Heart Attack (4 estrelas)

Adoro a pegada dubstep e é uma ótima de abrir o álbum. Demi mostra vocais poderosos com seu "You make me gloooo-O-oow". Acho a letra um pouco bobinha demais, sei lá, parece que ficou faltando algo. Mas eu gosto, é muito difícil de enjoar. Já a escuto a um mês e ainda amo <3

2. Made In The USA (4 estrelas)

É bem legalzinha também, continua na mesma que velocidade que Heart Attack e ainda contém a letra romântica, com alguns toques country na bridge. Os vocais de Demi me lembram o de Bridgit Mendler, outra cantora da Disney. É extremamente bonitinha e bem-feita. Gostei!

3. Without The Love (3 estrelas)

Mais uma canção tendo o amor como tema principal. O álbum já começa a me irritar um pouco por não sair da zona de conforto da Demi. É tão Disney e provavelmente fará sucesso entre os fãs. Gosto por ser bem produzida e ter um refrão legal, mas devo esquecer logo.

4. Neon Lights (5 estrelas)

Essa música é bem clichê, tem dela em pencas pelas rádios hoje em dia. Mas justamente por ser uma coisa que não se espera de Demi Lovato, ser extremamente viciante e conter uma das melhores performances de sua voz no álbum até agora, dou cinco estrelas! Tem uma letra fraca, mas quem precisa disso quando se tem essas batidas matadoras e o refrão "Like neon liiiiiiiiights"? Se for single, merece ganhar um clipe cheio de balada e luzes neon!

5. Two Pieces (4 estrelas)

Mais uma balada belíssima que me ganhou pela ótima melodia! E, claro, a letra também. É toda trabalhada no término de namoro e vai ter muitos de seus trechos postados em status de Facebook daqui em diante.

6. Nightingale (4 estrelas)

Tem versos lindos como "You could my sanity, bring me peace send me to sleep" porém esse negócio de comparar o cara a um passarinho, mais especificamente um Rouxinol é bem piegas. Mesmo assim, a música é extremamente bem produzida como todas até agora. A voz de Demi cada vez mais bem trabalhada e agradável nas músicas, que combinam muito bem com ela.

7. In Case (5 estrelas)

Caramba! Eu não costumo gostar de baladas que só possuem piano e voz, mas a Demi faz o seu trabalho e traz uma letra linda, emocionante, juntamente com uma melodia incrível. Meu mais novo xodó <3

8. Really Don't Care feat. Cher Lloyd (5 estrelas)

Voltamos para as músicas rápidas. Eu amo toda essa vibe de "não preciso de você", felizona e pra frente da música. Nunca tinha ouvido nenhuma música com a Cher e estranhei um pouco a sua voz quando ouvi, mas definitivamente adorei o seu verso/rap, fortaleceu a pegada pra cima e cômica da música!

9. Fire Starter (4 estrelas)

Ainda nas rapidinhas, depois de tanto reclamar de corações partidos, Demi faz o papel da quebradora de corações. "I melt hearts like water", ela diz em dado momento da música. Gostei muito, porque não é uma coisa que ela faça recorrentemente. É boa, mas não tudo isso, tem um refrão um pouco cansativo.

10. Something That We're Not (4 estrelas)

Mais uma vez no papel da heartbreaker, Demi faz basicamente o que disse em Fire Starter, porém desta vez dizendo que ela não teve a intenção de iludir o garoto. Eu gostei, e começo a pensar que o álbum é dividido em duas partes: Coração partido X Partir corações. É boa, mas muito bobinha e teen-pop, lembra um pouco músicas do One Direction e afins. Acredito que fará sucesso se for single.

11. Never Been Hurt (4 estrelas)

Esta música meio obscura até o refrão onde acompanhamos um verso matador. Essas partes em que a Demi brinca com o "hu-ur-urt" e a batida a acompanha são muito bem idealizadas e funcionou muito bem. 

12. Shouldn't Come Back (5 estrelas)

Outra surpresa. Não gosto de músicas simples como essa, com basicamente só o violão e a voz. Mas a letra, o refrão que é cantado perfeitamente por Demi faz dessa uma das músicas mais tristes, depressivas e lindas do álbum! Um jeito ótimo de terminar o álbum, mas ainda há uma faixa!

13. Warrior (5 estrelas)

Outra música emocionante e provavelmente muito pessoal, porque parece ter algum relacionamento com os problemas do passado, o seu problema com a auto-mutilação. Ela admite ser mais forte do que nunca e espero que seja assim sempre.

Conclusão: Demi Lovato fez um álbum em sua zona de conforto, com as baladinhas de sempre, um pop adolescente que deve agradar aos lovatics, como denomina os seus fãs, arriscou-se em músicas mais rápidas, com dubstep e em ambos os estilos, ela conseguiu êxito. Um álbum muito bom, bem feito, redondinho, bem produzido e muito bem finalizado. Merece ser ouvido!

Nota final:
4 de 5