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20.1.13

Bookshelf Tour (Parte 2/3)


Eu sei, demorei demais, foi por pura procrastinação e avidez por Finale (que, aliás, amei demais!). Postei a segunda parte do Bookshelf Tour, de três, e espero que gostem!

9.1.13

Bookshelf Tour Parte 1


Depois de muito tempo assistindo às Bookshelf Tour alheias e esperar muito para que a minha coleção aumentasse para fazer um vídeo, acho que esse momento finalmente chegou e aqui estou fazendo a minha primeira BT, que é um vídeo em que eu mostro os livros da minha estante e ela em geral. Vamos lá? Essa é a primeira parte, de 3. Espero que gostem e comentem!

11.10.11

[Especial] Julgando pela capa - A criação


Olá leitor! Faz muito tempo que não crio um especial aqui no Bobagens & Livros, praticamente deixei de fazê-los desde o fim do ano passado. Mas percebi que esse foi o nosso diferencial quando começamos e tirando que eu adoro fazer e sei que vocês adoram ler curiosidades sobre os assuntos que abordo aqui. Prometo que os nossos especiais serão agora mais frequentes e quero bastante comentários, hein? Esse especial  fala sobre as capas de livros, em que muitas vezes julgamos-nas. Mas, e quando um livro não é tão bom quanto a capa? E quando a capa não é tão boa quanto o livro? Vamos seguir com a dissertação pelo assunto, por enquanto, já tenho uma segunda parte garantida, mas só vou passar a colocar números nos títulos quando já estiver numa quantidade boa e já tiver passado do dois.

Um passo importante na publicação de um livro é a escolha da capa. A criação muitas vezes é comparada com conceber um filho, ou até mesmo escrever um livro. Isso requere muito trabalho dos editores e da equipe gráfica de determinada editora. A capa tem de ter algo a ver com o livro e ao mesmo tempo ser bonita e combinar com a tipologia, ou seja, as fontes que eles querem usar. Esse vai ser o chamativo quando o leitor for numa livraria, então esta capa tem de estar deslumbrante e chamar atenção.


O tema desta edição do especial é sobre a criação de uma capa e boa parte delas são escolhidas em bancos de imagens que consistem em sites com imagens com direitos autorais, que você pode fazer a aquisição e ter ela para uso comercial ou próprio. Um exemplo de imagens de bancos são as capas da série Fallen que se originaram de um ensaio feito com uma modelo brasileira, de tema gótico e acabou que a modelo qualquer acabou virando a Luce do livro e estas capas, de tão bonitas foram usadas em boa parte das edições pelo mundo. 

As capas da série foram bastante elogiadas pela cor e a combinou muito bem com a temática e a tipologia escolhida para o livro. Nos livros Young Adult de hoje, as da série Fallen têm as melhores capas e, sem dúvida, essa foi uma boa escolha para o mercado editorial. Porque o livro é um sucesso e best-seller em quase todos os países em que foi lançado, sem contar que todas essas cores frias e esse ensaio são um colírio para os olhos, dá pra comprar julgando pela capa, não é mesmo?


Agora, um exemplo famoso e distinto são os da série Hush Hush (Ou Sussurro, no Brasil). As fotos foram a partir de um ensaio fotográfico com modelos contratados exatamente para as capas do livro e o resultado foi ótimo. A própria Becca participou da escolha e, com certeza, os personagens têm algumas semelhanças com os modelos escolhidos e isso deu um ar bem pessoal às capas. Elas têm uma tipologia própria, como se penas tivessem se agarrando às letras.

As cores são sempre em preto e branco e as fotografias são impressionistas e cheias de efeitos especiais. O modelo da primeira se chama Drew Doynon, ele é de Conneticut e tem vinte e um anos, os fãs adoraram a sua escolha e o fã site mais famoso da série, o Fallen Archangel fez uma entrevista com o modelo. A tradução foi feita pelo Série Sussurro BR.
Como você se envolveu com esse projeto?
Na verdade, James Porto pediu para me ver porque ele achou que eu me parecia muito com o Patch. Eu fui vê-lo em seu estúdio e nós imediatamente fotografamos, então ele me disse que eu era o cara certo para o livro. Eu vi uma parte do trabalho de James e soube que este iria ser um projeto incrível. Ele verdadeiramente tem um dom.

Essa é sua primeira capa de livro? Se for, como se difere de uma típica sessão de fotos?
Sim, esta é minha primeira capa de livro. Eu acho que capas de livro são um pouco diferentes porque não são simples sessões de fotos e exijem mais esforço tanto do modelo quanto do fotógrafo. Você pode ver só de olhar para a capa que foi feito muito trabalho na bonita sessão fotográfica, e eu definitivamente não consigo fazer perfeitamente aquela pose o tempo todo *risos*

Você leu o livro para se inspirar no personagem? Se sim, você acha que tem outras coisas em comum com Patch além da bela aparência?
Na época da sessão eu não tive a chance de ler o livro. James leu, e me deu detalhes sobre meu personagem e sobre o enredo do livro. Depois de ter lido, acho que tenho coisas em comum com ele. Acho que a primeira impressão que algumas pessoas têm sobre mim antes de conversarmos é parecido com o que acontece com Patch, um "bad boy" arrogante *risos* Mas assim como Patch, também há mais em mim do que as pessoas podem ver.

Como é se ver com asas?
É maravilhoso. Eu acho que toda criança sonha em voar, e eu ainda sonho com isso. É como se ver como algo mais do que você realmente é, e eu gostei dessa sensação.

Como modelo, é estranho haver tanto excitamento numa sessão que nem aparece seu rosto?
É um pouco estranho, mas o fato de haver tanto excitamento sem ver um rosto mostra o quão boa a sessão realmente é, e eu tenho orgulho de ser parte disso. Acho que isso também se adiciona ao mistério que envolve Patch e deixa que os leitores façam uma imagem dele com suas próprias imaginações.

Algum dos seus amigos ou família viu a capa? O que eles acharam? Eles leram o livro? 
Grande parte da minha família e dos meus amigos viu. Todo mundo com quem eu falei achou a capa o máximo. Minha mãe acha que é a melhor coisa que já existiu e ela deve ter acabado com todos os exemplares de todas as livrarias locais *risos* Ela distribui panfletos no trabalho e terminou o livro em um ou dois dias. Ela amou e recomenda a todos.

Quem fez o figurino? Aqueles eram seus jeans? *risos*
Haha, sim, aqueles eram meus jeans. Eles eram novos e eram meus únicos jeans pretos, e eu não tinha certeza se iam caber em mim, mas tudo deu certo.


Nós ouvimos dizer que um trampolim foi usado na sessão. Foi uma sessão fisicamente puxada? Julgando a partir da capa original, parece que você teve que fazer algumas poses bem loucas.
Oh garoto, o trampolim foi a melhor parte! Foi muito puxado e eu tive que ficar pulando e me curvando por horas.Também houve muitas tentativas e erros com as posições de anjo, mas depois nós conseguimos.Também foi a sessão mais divertida que eu já fiz. Eu não pulava num trampolim há anos e isso trouxa muitas memórias de infância. E eu não tive que ir à academia por alguns dias *risos*

Algum acontecimento na sessão que você queira dividir conosco?
Bem, eu não era o único me divertindo. Todo mundo deu uns saltos no trampolim.

Você teve que se preparar para a sessão de alguma forma?
Eu não tive que me preparar antes de ir para a sessão, mas a maquiagem demorou um pouco porque eles tiveram que colocar asas quebradas nas minhas costas. Também tive que me alongar um pouco, não queria distender nenhum músculo no trampolim *risos* 

Você pode nos contar se estará em alguma outra capa dessa série?
Eu não tenho certeza, mas acho que estarei em algum lugar da próxima capa. Eu estou apenas torcendo, porque sei a qualidade das imagens e sei que os leitores e fãs iriam adorá-las. Eu também gostaria muito de vê-las!

Então é isso, essa é a primeira parte do Julgando pela capa. Espero que tenham gostado de saber mais sobre a criação, a partir de bancos de imagens e com modelos e ensaios próprios e, além disso, ainda ficaram sabendo como foi a sessão de Hush, hush. Ainda não sei se terão mais partes, mas como disse, uma segunda é mais que necessário para podermos falar sobre outro assunto que está em minha cabeça neste momento.

5.11.10

Almanaque Lispector - FINAL


Agora sim, chegamos a nossa última postagem do Almanaque Lispector. Saindo do luto de ontem, hoje você verá os materiais preciosos desta incrível escritora. Uma foto em alta qualidade e especialmente formatada para o Bobaens & Livros e para você fazer o download. Além do que ela mais fazia de bom e precioso, escrever. Você já descobriu que essa mulher batalhou muito em sua vida sufrida (!) - como dizia Dicesar do BBB10 - para chegar até aqui e se tornar uma lenda viva, desculpe-me pela piada.

Contrariar as contrariedades

Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inlcusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora da minha própria vida. 

Clarice Lispector, em 'Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres'

Clique na imagem para visualizar em tamanho original e colocar como walpaper de sua área de trabalho.

Uma vida maior

Estou querendo viver daquilo inicial e primordial que exactamente fez com que certas coisas chegassem ao ponto de aspirar a serem humanas. Estou querendo que eu viva da parte humana mais difícil: que eu viva do germe do amor neutro, pois foi dessa fonte que começou a nascer aquilo que depois foi se distorcendo em sentimentações a tal ponto que o núcleo ficou esmagado em nós mesmos pela pata humana. É um amor muito maior que estou exigindo de mim – é uma vida tão maior que não tem sequer beleza. Estou tendo essa coragem dura que me dói como a carne que se transforma em parto. 

Clarice Lispector, em 'A Paixão Segundo G.H.'

A humildade na escrita

Nós, os que escrevemos, temos na palavra humana, escrita ou falada, grande mistério que não quero desvendar com o meu raciocínio que é frio. Tenho que não indagar do mistério para não trair o milagre. Quem escreve ou pinta ou ensina ou dança ou faz cálculos em termos de matemática, faz milagre todos os dias. É uma grande aventura e exige muita coragem e devoção e muita humildade. Meu forte não é a humildade em viver. Mas ao escrever sou fatalmente humilde. Embora com limites. Pois do dia em que eu perder dentro de mim a minha própria importância - tudo estará perdido. 

Clarice Lispector, em 'Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres (discurso do personagem Ulisses)'.

O sagrado e o alcançável

Sem uma palavra a escrever, Martim no entanto não resistiu à tentação de imaginar o que lhe aconteceria se o seu poder fosse mais forte que a prudência. «E se de repente eu pudesse?», indagou-se ele. E então não conseguiu se enganar: o que quer que conseguisse escrever seria apenas por não conseguir escrever «a outra coisa». Mesmo dentro do poder, o que dissesse seria apenas por impossibilidade de transmitir uma outra coisa. A Proibição era muito mais funda..., surpreendeu-se Martim. 
Como se vê, aquele homem terminara por cair na profundeza que ele sempre sensatamente evitara. 
E a escolha tornou-se ainda mais funda: ou ficar com a zona sagrada intacta e viver dela - ou traí-la pelo que ele certamente terminaria conseguindo e que seria apenas isso: o alcançável. 
Como quem não conseguisse beber a água do rio senão enchendo o côncavo das próprias mãos - mas já não seria a silenciosa água do rio, não seria o seu movimento frígido, nem a delicada avidez com que a água tortura pedras, não seria aquilo que é um homem de tarde junto do rio depois de ter tido uma mulher. Seria o côncavo das próprias mãos. Preferia então o silêncio intacto. Pois o que se bebe é pouco; e do que se desiste, se vive. 

Clarice Lispector, em "A Maçã no Escuro".

A redução do pensamento à palavra

O homem parecia ter desapontadamente perdido o sentido do que queria anotar. E hesitava, mordia a ponta do lápis como um lavrador embaraçado por ter que transformar o crescimento do trigo em algarismos. De novo revirou o lápis, duvidava e de novo duvidava, com um respeito inesperado pela palavra escrita. Parecia-lhe que aquilo que lançasse no papel ficaria definitivo, ele não teve o desplante de rabiscar a primeira palavra. Tinha a impressão defensiva de que, mal escrevesse a primeria, e seria tarde demais. Tão desleal era a potência da mais simples palavra sobre o mais vasto dos pensamentos. Na realidade o pensamento daquele homem era apenas vasto, o que não o tornava muito utilizável. No entanto parece que ele sentia uma curiosa repulsa em concretizá-lo, e até um pouco ofendido como se lhe fizessem proposta dúbia. 

Clarice Lispector, em "A Maçã no Escuro".

Terminamos aqui o nosso Almanque Lispector, que aconteceu em três desta semana. Quarta, quinta e hoje, sexta. Você pode conferir os outros episódios, aqui e aqui. Agradecimentos à você que acompanhou tudo aqui e fez desta primeiro especial um sucesso. Agradeço às fontes; os sites de literatura e outros livros empoeirados. Como também os próprios livros de Lispector. Espero que tenha ficado satisfeito com tudo o que aconteceu aqui. Até a próxima aventura!

BOBAGENS & LIVROS
(c) Brasil / 2010