19.12.12

As 12 melhores músicas de 2012!

Seguindo a tendência das listas, resolvi fazer uma sobre música, que não é um assunto que eu domino, portanto não espere uma análise crítica afundo sobre as músicas que aqui serão citadas. Essas canções foram organizadas de acordo com os meses em que fiquei, digamos, viciado nelas.

Janeiro: Rihanna feat. Calvin Harris - We Found Love



Eu ainda estava com a sensação do fim de 2011, o meu ano novo e o início de ano foi todo ouvindo We Found Love. O fato é que, agora, não consigo mais nem chegar perto dessa música.

Fevereiro: Katy Perry - Part Of Me



Assim que tive acesso à demo, me apaixonei pela música, o clipe me decepcionou profundamente, mas ainda ouço a música até hoje, vício total de fevereiro!

Março: Marina and the diamonds - Primadonna



Fiquei tão completamente viciado nessa música que ela se tornou o tema do layout do blog, em março. Foi o meu primeiro contato com a Marina e, sem dúvida, muito positivo. Escutei suas outras músicas e acompanhei-a durante esse ano, virei fã!

Abril: Nicki Minaj - Stupid Hoe



Outro clipe que foi tema do blog no início do ano! Eu já tinha assistido no início do ano e tinha odiado, não gostava tanto assim da Nicki Minaj, achava que ela tinha que fazer tudo ao estilo de Super Bass, mas sua performance no Grammy me fez elevar o respeito e assisti Stupid Hoe novamente, agora é um dos meus clipes favoritos dela.

Maio: Nicki Minaj - Starships


Infelizmente, depois da performance bombástica no Grammy, Nicki decidiu seguir mais pop e menos arriscados. Eu gostei de Starships, é uma produção bem ao estilo RedOne (Produtor da música, mesmo produtor de Judas e Bad Romance da Lady Gaga). O clipe é terrível, mas na época eu adorava deixar essa músca na repetição eterna do Media Player.

Junho: Nicki Minaj - Whip It



Linda, diferente e que não foi lançada como single, infelizmente. Eu a escutava até horas da noite, aproveitando o início das férias. Lembro de varar madrugadas ao som de Whip It, foi bom, mas hoje tenho pouco contato com a música.

Julho: No Doubt - Settle Down



O comeback do No Doubt, sem dúvida, trouxe músicas incríveis e depois de indicação da Lady Gaga, que declarou publicamente que adorava a música e até colocou a música como trilha sonora de um de seus vídeos para os fãs, eu fui escutar e me apaixonei intensamente, a música é enorme, mas eu não enjoei, ouço até hoje.

Agosto: Lady Gaga feat. Kendrick Lamar - Cake Like Lady Gaga



Setembro:  Rihanna - Diamonds



Mais uma música da Rihanna, que parece ter fixação pelo novembro, mês em que sempre aparece com coiasa nova. Bem, acho que não preciso falar muito de Diamonds, gostei desde o primeiro momento que ouvi e viciei totalmente. Eu não gosto tanto assim do clipe, mas a música salva tudo! <3

Outubro: Zedd feat. Lady Gaga - Stache (High Princess)




Com a secura de músicas novas da Gaga, essa serviu como um aperitivo para o que está por vir em seu álbum novo. Em uma participação na música de Zedd, um dos produtores titulares de ARTPOP, ela traz uma música eletrônica bem típica de hoje em dia com um toque psicodélico e Gaga.

Novembro: Alicia Keys feat. Nicki Minaj - Girl On Fire (Inferno Version)



Música com os vocais perfeitos de Alicia Keys e o rap suave de Nicki Minaj, amo essa música de paixão! Vício de setembro! Só pra lembrar, eu quero o CD da Alicia Keys de presente de natal!


Dezembro: No Doubt - Looking Hot



Eu aaaaamo essa música. É uma das melhores do novo álbum do No Doubt, o qual também desejo muito! O clipe era muito bom, mas foi excluído depois que a banda enfrentou acusações de racismo, eu achei desnecessário. Já que não tem clipe, vamos de lyric video do meu vício de dezembro!

18.12.12

Os 12 melhores de 2012!

Repetindo o feito do ano passado, em que foram 11 os livros indicados, neste ano, obviamente, irei classificar os 12 melhores deste ano, na minha humilde opinião.
Halo

12. Halo - Alexandra Adornetto (Halo #1)
Um livro bem suave, lentinho, com aquele romance clichê e anjos. Pode ser bom ou um desastre. No caso de Halo, muito bom é o adjetivo certo. Gostei bastante do enredo e personagens apesar de serem lentos, espero a continuação! Link para a resenha.


A Vez da Minha Vida
11. A Vez da Minha Vida - Cecelia Ahern

Eu comecei a ler esse livro por ter gostado do primeiro capítulo, que era um dos requisitos de participação em uma promoção da Novo Conceito. Eu não esperava tudo isso, com certeza, me surpreendi com a simplicidade do livro e a despretensão em se tornar algo emocionante, ele simplesmente foi, sem prometer. Link para a resenha.

The Vampires Diaries - The Fury and Dark Reunion
10. The Fury - L.J Smith (Vampire Diaries #3)

Eu já estava ficando sem esperanças quanto à série de L.J Smith, mas a minha vontade de começar a ler em inglês regularmente e de ter a coleção com essas capas lindas me fez comprar o livro para ler. Eu adorei, ele tem um ritmo mais rápido, com surpresas em quase todos os capítulos, sem dúvida, extremamente diferente da lentidão que fora os dois primeiros livros. Link para a resenha.

Feios
9. Feios - Scott Westerfeld (Feios #1) 

Outra surpresa, eu já tinha esse livro na wishlist desde... Sei lá, quando criei o blog em 2010, tanto é que se você for pesquisar nos posts antigos, quando eu fazia colunas com listas de desejo, Feios sempre aparecia. Mesmo esse não sendo o meu livro favorito da série, é uma boa introdução e cumpriu o seu papel de me deixar com vontade de ler o próximo. Link para a resenha.



8. Almas Gêmeas - Elizabeth Chandler (Beijada por um Anjo #3)

O primeiro livro ficou na lista, no ano passado, e neste ano não foi diferente. Um dos meus livros favoritos de Beijada por um Anjo, encerra a trilogia inicial. Link para a resenha.


7. Destinos Cruzados - Elizabeth Chandler (Beijada por um anjo #4)

Assim como aconteceu com The Vampire Diaries, a autora resolveu revisitar a série depois de alguns anos. Referências à tecnologia atual ficaram um pouco forçadas, mas no fim de tudo, há uma melhora grandiosamente considerável na velocidade de enredo, os anos fizeram muito bem à Elizabeth Chandler. Link para a resenha.

Um Mundo Brilhante
6. Um Mundo Brilhante - T. Greenwood 

Outro livro despretensioso, fui ler quando estava em uma ressaca literária terrível no início do ano e ele me ajudou a sair dela. Me apaixonei pelo estilo de escrita suave da autora e a trama digna de uma novela do Manoel Carlos. Link para a resenha.

Silêncio
5. Silêncio - Becca Fitzpatrick (Hush Hush #3)

OMG! Depois do desastre de Crescendo, Becca trouxe-nos Silêncio para poder apagar o passado sujo da série e poder nos fazer fãs outra vez. Assim como os outros livros é apaixonante e contém um amadurecimento notável, na escrita e no enredo. O melhor da série, até agora #waitingforfinale. Link para a resenha.

Fazendo Meu Filme 2
4. Fani na Terra da Rainha - Paula Pimenta (Fazendo Meu Filme #2)

Mais uma vez me surpreendi com a Paula Pimenta, assim como quando fui ler FMF1, fiquei com um pé atrás. E se não fosse tão bom quanto o primeiro? E se fosse apenas sorte da autora ter acertado no primeiro? Me enganei profundamente, mesmo com o início um pouco lento, Paula desenvolve perfeitamente os personagens e o grande conflito dessa primeira parte da série, o intercâmbio. Link para a resenha.


3. Cidade dos Ossos - Cassandra Clare (Instrumentos Mortais #1)

Comecei a ler em e-book, o primeiro livro do Kindle, tinha vontade de ler mas a maior pena de comprar em livro físico, quando já estava viciado, decidi comprar e não me arrependi. Também, com Nova York como cenário principal e uma mitologia incrivelmente interessante, fica difícil não gostar. Link para a resenha.

Perfeitos
2. Perfeitos - Scott Westerfeld (Feios #2)

Eu não tinha gostado de Feios tanto assim, mas fiquei curioso quando ao destino de Tally, Perfeitos me surpreendeu perfeitamente, quebrando todas as minhas expectativas de acontecimentos. Tudo aconteceu além dos esperado e a escrita de Scott Westerfeld contribui para que esse livro se tornasse perfeito! Link para a resenha.


1. Divergente - Veronica Roth (Divergente #1)

Comprei logo que lançou, não sabia o que esperar, tudo mundo falava muito bem e no início tive medo de me decepcionar. Mas isso não aconteceu em momento algum, Divergente é ação do início ao fim, mostrando tudo o que queremos e precisamos saber neste primeiro livro, alcançando as minhas baixas expectativas e, com certeza, superando-as. Veronica Roth não teve medo de arriscar e isso fez com que Divergente fosse o meu livro favorito de 2012! Link para a resenha.


Espero que tenham gostado, ano que vem tem mais!

16.12.12

Resenha: Segredos Revelados - Fern Michaels


Segredos ReveladosEditora: Novo Conceito
Autora: Fern Michaels
Série: Livro Único
Páginas: 304
Tempo de leitura: 3 dias

*não leia esta sinopse, contém spoilers!
Kate e Alex Rocket são abençoados com um casamento maravilhoso e uma casa adorável. Apesar de Kate ser incapaz de ter filhos, ela e Alex cuidam de Sara e Emily, as afetuosas filhas de seus bons amigos Don e Debbie Winter, como se fossem da família. Com uma ligação, tudo muda. Sara acusa Alex de um crime hediondo, criando uma briga entre os casais. Em um único momento, a vida deles se tornou um pesadelo sem fim. Kate só pode observar, impotente, enquanto seu marido inocente é condenado e mandado para a prisão. Quando uma tragédia ainda maior acontece, Kate não tem escolha a não ser transformar sua dor em raiva... Quando sua vida está no momento mais obscuro, Kate descobre uma força interior e uma solução arriscada para limpar o nome do marido — e arruinar a vida daqueles que destruíram tudo que ela construiu com Alex. Mas o maior desafio de Kate será vingar Alex sem ter seu futuro perdido — e um novo amor precioso. Enquanto Kate tiver coragem e esperança, talvez ela não perca tudo...

Eu não sabia o que esperar desse livro, inicialmente, pedi apenas por ter que escolher entre esse e outro livro para solicitar. Só fui realmente descobrir do que se tratava quando ele chegou aqui. A sinopse, assim como todas as da Novo Conceito pecam por revelarem demais do livro, por isso aconselhei, no início desta resenha, a não-leitura da sinopse. Eu não sei se gostei ou não gostei desse livro, assim como alguns leitores do skoob, ao terminar a leitura, meus sentimentos não estavam bem definidos.

Primeiramente, eu não sei o que aconteceu, mas em determinados, achei os diálogos do livro muito vazios, o que pode ter sido culpa da tradução (inclusive também merece ser notado a edição crua que fizeram no livro), o que em alguns momentos pode ser o trunfo do livro, estar tratando cenas fortes com leveza, logo depois vira um empecilho para o êxito do enredo que, após a conclusão da leitura, acabou se mostrando impessoal e muito mal trabalhado pela autora.

Para você que confiou em mim e não leu a sinopse, posso classificar a obra como: uma história dos altos e baixos da vida de uma mulher, que toma medidas e decisões radicais numa tentativa de recuperar a sua vida antiga. Isso era tudo o que o leitor precisava saber antes de começar a leitura, já que o fato que ficou explícito na sinopse, só acabou por acontecer na página 200. Mesmo com cenas de tribunal muito bem trabalhadas e um enredo crescente, a partir da página duzentos, as coisas começam a piorar.

A autora se perde em passagens de tempo e falta de descrições decentes sobre a vida dos personagens, algo que foi muito lamentável, já que estava muito satisfeito com o livro até a metade. Não querendo desencorajá-lo, pois essa sim, é uma obra que merece ser lida, mas o livro fica bem ruim a partir da metade e a autora dá a impressão de ter tido pressa para terminar o livro. Não gosto dessa capa, muito menos desse título. Betrayal (Traição) ficaria bem mais condizente com o enredo.

Os personagens são bem trabalhados, todos têm personalidades notáveis, não existe uma pessoa totalmente boa e eu adoro a ideia de uma protagonista malvada, o enredo me lembrou a série Revenge em alguns momentos, mas a comparação não deve ser feita, isso só fez com que eu apontasse mais erros e sentisse falta de uma boa história sobre vingança. Como disse antes, Segredos Revelados é um livro que merece ser lido. Não daqueles que vão mudar sua vida, muito menos aqueles para serem lidos despreocupadamente. Apenas leia, e tire suas conclusões.

3 de 5

6.12.12

Resenha: Lovesessed - Pamela Diane King


Lovesessed
Editora: Independente
Autora: Pamela Diane King
Título original: Lovesessed
Série: Livro Único
Páginas: 66
A fun middle-grade novel. Phoebe, an ordinary 14-year-old American girl is hopelessly in love with Chase, a famous teen idol. When he fails to notice her at his concert, Liz, her best friend, and a budding chemist, plays Cupid by concocting a love potion. What could be sweeter than a love potion on Valentine’s Day? But when Phoebe gets more than she wished for, is it what she really wants?
Mais uma vez navegando pelos free short books da Amazon, acabei encontrando Lovesessed, um livro que me chamou a atenção pela temática e que parecia ser tudo o que queria no momento. Algo bem teen, leve e clichê. O romance curto de Pamela Diane King faz uma alusão às garotas que são obcecadas por ídolos teen.

A banda Carson, onde o vocalista e a paixão de Phoebe, Chase, toca tem diversas referências aos Jonas Brothers, já que é uma banda de irmãos e atua na área adolescente. O mais legal disso tudo é que não se parece em nada com os outros romances curtos que já tinha lido. A maioria era sempre incompleta, com um amontado de cenas que não possuíam um crescimento de enredo e coisas do tipo. Ao contrário de tudo, Lovesessed tem um início, meio e fim, e tudo acontece na hora certa.

O jeito como Pamela escreve é bem fácil de se entender, por isso, indico aos leitores iniciantes em inglês esse livro como um teste. Além da escrita fácil, Diane King faz seu trabalho de forma envolvente e divertida, com ótimas tiradas em falas de personagens ou até mesmo nos pensamentos da Phoebe. O que falar dessa capa? Ela é terrível, mas vamos dar um crédito, essa é uma publicação independente. Lovesessed tem tudo o que eu queria no momento, diversão, rapidez e aqueles clichês que todo mundo adora. Recomendo!

de 5
  Liz raised an eyebrow. "You need a real boyfriend, because I'm starting to worry about you. You're obsessed!" she shrieked.
  I hel a hand to my chest in mock indignation. "Don't be silly. I'm not obsessed, I'm lovesessed."

Amazon no Brasil: eBooks por R$ 2 e Kindle por R$ 300


Depois de tanto lenga-lenga durante todo esse ano e até antes, a Amazon finalmente lançou seu site no Brasil, inaugurando a venda de eBooks e do e-reader Kindle no país. O que mais impressionou nisso tudo foi a Amazon ter mantido os bons e loucos preços que eles têm lá fora, mesmo que alguns livros ainda estejam quase do mesmo valor do livro físico (tudo isso devido à ganância das editoras que querem ganhar dinheiro em cima da gente!), alguns eBooks já contém o preço menor do que em outras livrarias digitais por aí.

O site Amazon.com.br já começou a vender eBooks, alguns por menos de 5 reais, iniciará a venda do tão esperado e-reader por apenas R$ 300, mais barato do que o principal concorrente, o Kobo. Particularmente, eu adorei toda essa concorrência que está começando no mercado digital e isso com certeza deve acabar com o reinado de monopólio de preços pelas editoras e livrarias.

Bem-vinda, Amazon!

5.12.12

Resenha: Terra das Sombras - Henri B. Neto (Saga das Sombras #1)


Terra das SombrasEditora: AG Book
Autor: Henri B. Neto
Título original: Terra das Sombras - O Guardião
Série: Saga das Sombras - Livro Um
Páginas: 328 (física) 240 (digital)
Adrian Regis é um adolescente extraordinário. Dotado com a incrível e - ao mesmo tempo - assustadora capacidade de ver anjos e demônios, o jovem Arcano sempre foi considerado ''esquisito'' pelos outros garotos de sua idade. Acostumado a uma vida reclusa e sem grandes atrativos, o rapaz viu o seu mundo mudar por completo com a inesperada chegada de dois fascinantes - e misteriosos - irmãos à melancólica cidade de Ventura, o levando a embarcar na mais apavorante e perigosa aventura da qual já sonhara participar.
Mesmo que a sinopse de um livro me agrade, minhas expectativas quanto a ele dependem muito. Eu não sabia muito o que esperar de Terra das Sombras, não tinha lido resenhas sobre o livro e comecei a leitura (quase) totalmente às cegas. A verdade é que este livro foi uma grata surpresa e teve tudo o que um livro que possa ser classificado bom precisa ter: a capacidade de me prender. Assim como quanto à qualidade do livro, eu estava totalmente às cegas quanto à mitologia nela retratada. 

Eu sabia que haveria algo a ver com anjos, mas os arcanos me surpreenderam muito e, de certa forma, senti que ficou faltando uma explicação maior, que acredito que haverá no próximo livro da saga. Só devo elogios à escrita de Henri B. Neto, que mesmo com diversos erros de português durante o livro, conseguiu me prender durante a leitura e ajudou para que eu pudesse devorar o livro em apenas um dia. Eu não sei muito bem o que achar sobre a narrativa masculina em primeira pessoa.

Adrian Regis não é um personagem ruim, mas está longe de ser o mais carismáticos. Seus pensamentos de adolescente normal, na maioria das vezes me fez esquecer que ele era de fato uma criatura sobrenatural, o que acho que tenha sido intencional por parte do autor. Esse livro é completamente introdutório, completamente mesmo, o final me decepcionou um pouco por ser aqueles do tipo Ele desceu as escadas e fim, mas por outro lado me deixou completamente sedento por uma continuação.

O enredo é extremamente bem amarrado e me lembrou o da saga Hush, Hush, com uma dose perfeita de mistério e aquele clima sombrio que todo mundo adora. Eu não dava muito para o vilão e, no fim, ele conseguiu me assustar e me surpreender. Os outros personagens não tiveram muita oportunidade de serem devidamente notados, mas já para traçar a personalidade deles neste primeiro livro. Terra das Sombras é um livro de introdução para uma série que promete muito. O que vai acontecer em seguida? Eu não sei, só sei que este livro é extremamente recomendável e eu estou mais que ansioso para O Inimigo.

4 de 5

4.12.12

Atenção Hushers: Hush, Hush vai virar filme!

A Becca Fitzpatrick surpreendeu todo mundo ao anunciar que a LD Entertainment tinha comprado os direitos da saga Hush, Hush. Além disso, ela também disse que Patrick Sean Smith se encarregará da adaptação das páginas dos livros para as dos roteiros e a que a produção está pra começar em outubro de 2013. Gente! Meu coração Husher não aguenta tudo isso, sério! Completamente doido para ver meus personagens favoritos serem adaptados, transformados em realidade

PS: E quanto à adaptação de Fallen? #BoraDisney!

Book-trailer de "Finale"

Vocês já viram o book-trailer lindo e magnífico que fizeram para Finale, ele contém bem mais revelações que a sinopse do livro e foi filmado especialmente para o livro, com falas e tudo! 

1.12.12

O que eu li no mês... #1

Baseado no In Review da Carol, do Garota que Lê que, por sua vez, foi inspirada no blog Holes In My Brain. Mostro tudo o que li no mês e as minhas expectativas para o próximo mês.
Leituras de Novembro:

1. A Vez da Minha Vida - Cecelia Ahern (5 de 5)
2. The Fury - L.J Smith (The Vampire Diaries #3) (5 de 5)
3. Feios - Scott Westerfeld (Feios #1) (4 de 5)
4. Perfeitos - Scott Westerfeld (Feios #2) (5 de 5)

Favorito de Novembro + Expectativas de Dezembro:

Sem dúvida alguma, Perfeitos foi o meu livro favorito de novembro. Como disse na resenha, o livro tem um ritmo perfeito, um enredo extremamente bem construído, eu simplesmente adorei, mesmo não tendo gostado muito do primeiro livro, Feios. Agora, como expectativa, pretendo terminar a série Feios neste mês, lendo um atrás do outro.

Possíveis/ futuras leituras de Dezembro:
*agora todo mês colocarei no blog uma enquete sobre qual livro devo ler no próximo mês, irei ler de acordo com a ordem.

1. Especiais - Scott Westerfeld (Feios #3)
2. Extras - Scott Westerfeld (Feios #4) [VOTAÇÃO]
3. Guerra dos Tronos - George R. R. Martin (Crônicas de Gelo e Fogo #1) [VOTAÇÃO]
4. Tormenta - Lauren Kate (Fallen #2) [VOTAÇÃO]

Os livros estão disponíveis para votação na barra lateral --->

30.11.12

Resenha: Perfeitos - Scott Westerfeld (Feios #2)

PerfeitosEditora: Galera Record
Autor: Scott Westerfeld
Título original: Pretties
Série: Feios - Livro Dois
1. Feios  
Tally finalmente é perfeita. Agora seu rosto está lindo, as roupas são maravilhosas e ela é muito popular. Mas por trás de tanta diversão – festas que nunca terminam, luxo e tecnologia, e muita liberdade – há uma incômoda sensação de que algo importante está errado. Então Tally recebe uma mensagem, vinda do seu passado, que a faz se lembrar qual é o problema na sua vida perfeita. Agora ela precisará esquecer o que sabe ou lutar para sobreviver – as autoridades não pretendem deixar que alguém espalhe esse tipo de informação.
Simplesmente perfeito!

Eu não sabia muito o que esperar de Perfeitos, como o primeiro livro tinha adiantado bastante coisa e essa é uma série de 4 livros, eu imaginei que o ritmo de acontecimentos importantes iria diminuir neste livro e, confesso, já estava preparado para o pior. A minha percepção desse livro foi totalmente o contrário de todos os meus pré-conceitos. Eu gostei demais e me apaixonei perdidamente pela história e pela escrita de Scott Westerfeld.

É genial e impressionante a forma como Scott dá um novo fôlego em sua história, acompanhar Tally já perfeita é como se estivéssemos acompanhando uma outra personagem, algo totalmente genial, que muda totalmente os rumos da história. Sem, em Feios, o autor dá um bom espaço para um romance, neste, mesmo que haja toda uma motivação romântica, as coisas ficam um pouco mais cruéis e reais. Depois dos rumos tomados neste livro, realmente, não sei o que pode me esperar em Especiais.

A leitura de Perfeitos  me trouxe diversas surpresas ao redor do livro, assim como sentimentos vívidos de raiva e tristeza por personagens. Se em Feios, toda a crítica implícita (ou explícita) à beleza, presente no enredo principal, era apenas... Uma crítica, em Perfeitos tudo fica mais significante, e é de muita inteligência do autor ao fazer passagens em que os personagens analisam a vida e a humanidade no tempo futuro, se aplicarem também a nossa situação atual. Algo que não me agradou muito a constante repetição das palavras borbulhante e fraude, gírias adotadas pelo grupo do qual Tally participa, mas depois de um tempo acabei me acostumando.

Com uma narrativa completamente devorável, os personagens são um papel importante em tudo isso. Assim como li em uma entrevista que Scott fez recentemente no Brasil, sem Shay, nada teria acontecido até agora, assim como as motivações de Tally passaram a ser mais justificadas com o seu perceptível amadurecimento. O novo personagem, Zane, ele pode causar grandes conflitos no decorrer da série e eu realmente não sei o que me espera no próximo livro, só sei que não poderia estar mais ansioso por isso e feliz por ter realizado a leitura de Perfeitos, um livro totalmente inovador, assustador, cruel, crítico e... Surpreendente. Completamente surpreendente. Recomendo!

5 de 5
— Por que sou infeliz? — repetiu Tally. — Porque a cidade obriga você a ser como eles querem, Peris. Eu prefiro ser eu mesma, é por isso.

27.11.12

#TODOSPIRA: Divulgada capa de "Finale", último livro da saga Hush, Hush!


Sem palavras. Hushers, tá chegando! Pedindo para a Intrínseca adiantar esse lançamento em 3...2...1. O que eu acho dessa capa? Uma das melhores da série, a minha preferida ainda fica com Silêncio


Responda nos comentários o que achou, quais são suas expectativas, o que acha das séries... Let's talk about it!

26.11.12

Resenha: Feios - Scott Westerfeld (Feios #1)

Editora: Galera Record
Autor: Scott Westerfeld
Titulo original: Uglies
Série: Feios - Livro Um
Tally está prestes a completar 16 anos, e ela mal pode esperar. Não por sua carteira de motorista – mas para se tornar bonita. No mundo de Tally, seu aniversário de 16 anos traz uma operação que torna você de uma horripilante pessoa feia para uma maravilhosa pessoa linda e te leva para um paraíso de alta tecnologia onde seu único trabalho é se divertir muito. Em apenas algumas semanas Tally estará lá. Mas a nova amiga de Tally, Shay, não tem certeza se ela quer ser bonita. Ela prefere arriscar sua vida do lado de fora. Quando ela foge, Tally aprende sobre um lado totalmente novo do mundo dos bonitos – que não é tão bonito assim. As autoridades oferecem a Tally sua pior escolha: encontrar sua amiga e a entregar, ou nunca se transformar em uma pessoa bonita. A escolha de Tally faz sua vida mudar pra sempre.
Faz muito, muito tempo mesmo, que venho querendo realizar a leitura de Feios. Este livro sempre esteve na minha wish-list, porém, ele nunca esteve nas prioridades. Foi então que eu achei uma promoção no Submarino e comprei todos os livros por R$ 29,90. Aproveitei a oportunidade e logo que recebi, comecei a ler o livro. Desde que adentrei nesse mundo dos blogs, vim acompanhando resenhas da série, uma vez que ele acompanhou todo aquele boom de livros distópicos e agora, dois anos depois, finalmente pude tirar a prova, sim, eu gostei.

O que eu mais acho genial em livros distópicos é que sempre há um perigo real que assombra todos os personagens. Você sabe que os seus preferidos podem morrer a qualquer momento e assim como aconteceu em todas as minhas leituras distópicas até agora, o autor não teve o mínimo medo de arriscar. Primeiramente, é elogiável a crítica explícita que ele faz a toda essa ditadura da beleza que assola a sociedade e em segundo, é totalmente incrível a forma como ele nos apresenta os personagens e o enredo que, mesmo sendo o de um primeiro livro de série, não tem nada de introdutório.
— Fazer as pessoas se sentirem feias não é nada divertido.
Os personagens são desenvolvidos muito bem, todos se destacando em situações, todos com sua importância. Os meus preferidos foram Croy (por suspeitar de tudo desde o início) e Daniel. Eu gosto da Tally, mas as suas atitudes neste livro não me agradaram, mesmo ela não tendo escolha. O prêmio para a mais chata vai para Shay, sério, gente, ela é um porre, do começo até o fim, para mim, não precisava existir, mesmo tendo uma grande importância. O livro é bom, eu gostei muito, mas os últimos capítulos não são tão satisfatórios para com as páginas anteriores e, se não fosse por essa parte eu o teria classificado como 5. Espero mais em Perfeitos.

de 5
Se, pelo menos, as pessoas fossem evoluídas o bastante para tratarem umas as outras do mesmo modo, ainda que algumas parecessem diferentes... ainda que parecessem feias.

22.11.12

Review: Nicki Minaj - Pink Friday: The Re-Up


Séries, Livros, Filmes, Produtos e, agora, CDs... É, acho que sou um resenha-tudo.

Neste CD, Nicki Minaj volta mais madura. Talvez já tenha aprendido com os erros do passado. Roman Reloaded não foi um erro, o álbum é um sucesso, trabalhou muito bem nas listas de mais vendidos mas, de certa forma, fez com que Minaj fosse desvalorizada no rap. Depois de todas aqueles EPs que ela fazia antes da fama e que, com toda a certeza, ajudou-a a chegar no que é hoje, ela fez um explosão de pop colorido que, confesso, depois de alguns meses é impossível de ser escutado, pois todas essas músicas não têm o mínimo de consistência para que possam continuar a serem escutadas por meses a não ser, claro, pelos seus fãs mais ávidos. O que eu não sou. 

Algo que achei bastante chato é que, mesmo tendo muito rap bom no Reloaded, ela optou por divulgar as faixas mais pop, conseguindo êxito, mas mostrando-se contraditória. Afinal, ela é pop? Ou ela é rap? O fato é que em The Re-Up, um título que eu achei totalmente preguiçoso, já são três lançamentos em cima do nome Pink Friday e piadinhas na internet aparecem toda hora sobre o constante uso do nome dos CDs por parte da Nicki, a rapper investe mais em seu terreno de origem com o bom rap ao estilo Jay-Z e as faixas R&B estilo Ney-o e Chris Brown. Eu gostei deste álbum!

1. Up in Flames (4 de 5)
Uma lentinha bem melancólica para iniciar o álbum, tem um coro lindo no refrão. O jeito como Nicki faz o seu rap é igualmente lento, muito diferente do trava-língua que ela geralmente faz em suas músicas pop. O ritmo e o estilo R&B já dá pra perceber o clima do álbum. É boa, mas um pouco clichê.

2. Freedom (4 de 5)
Devo dizer que aprendi a gostar desta música. Foi apenas com o tempo que fui pegando o jeito dela, quando fui me dar conta já sabia cantar o refrão e tudo. É daquelas que grudam na cabeça. Tem o mesmo ritmo de R&B, eu adoro a ponte dele. Mirror, mirror won't you realize...

3. Hell Yeah feat. Parker (3,5 de 5)
Extremamente repetitiva, não me simpatizo muito com samples em músicas e essa mulher cantando algo como "get down" no início me irrita um pouco. Não conhecia esse Parker, mas ele tem uma voz ótima, o refrão é muito bom. Ainda na balada R&B.

4. High School feat. Lil' Wayne (5 de 5)
Desde quando bati os ouvidos (kkkk) nessa música, me apaixonei. Costumo gostar das músicas da Nicki com o Lil' Wayne que é praticamente o seu padrinho na música. Assim como todas as músicas até aqui, o que eu mais gostei foi o refrão. Que nos faz lembrar aquelas músicas de Hip-Hop do início dos anos 2000.

5. I'm Legit feat. Ciara (4,5 de 5)
Eu adorei... Essa... Música. Não entendeu o motivo de eu escrever assim? É que a música é quase toda cantada assim, palavras, pausa, palavras, pausa. O refrão é muito bom, a Ciara deu um UP. O início me lembra Birthday Cake da Rihanna e a Nicki voltou com seus trava-línguas! Essa já é um hip-hop um pouco mais pesado, iniciando a parte mais rápida do CD.

6. I Endorse These Strippers feat. Tyga and Thomas Brynx (3,5 de 5)
Boobs, boobs, boobs, lot of boobs! HAHA, lembra Beez In The Trap do CD anterior. Nada demais.

7. The Boys feat. Cassie (5 de 5)
Eu amo essa música, o primeiro single do álbum. O refrão não me agrada, as pontes para o refrão muito menos... A parceria de Cassie é totalmente descartável, eu adoro o clipe.

8. Va Va Voom (---)
Música repetida.

21.11.12

Resenha: The Fury - L.J Smith (The Vampire Diaries #3)

The Fury and Dark Reunion (The Vampire Diaries, #3-4)
Editora: Harper Teen 
Autora: L.J Smith
Título original: The Fury and Dark Reunion 
Série: The Vampire Diaries - Livro Três

*contém spoilers - tradução de quotes feita por mim
1. O Despertar
2. O Confronto  
O terceiro livro trata de Elena com sua adaptação ao vampirismo, bem como a sua confusão entre os dois irmãos. Embora tenham que ficar fora do caminho da cidade por causa do novo vampiro caçador, Stefan, Damon, Elena e os amigos dela terão que pesquisar sobre a sombria presença que tem ultrapassado a cidade. Eles descobrem que esse tal "poder" é uma pessoa que está determinada a matar os dois irmãos e Elena, enquanto também planeja disparar Fell's Church e todos os outros para o mesmo fim.
Eu achava que não iria mais receber este livro, depois de diversas coisas acontecerem com o serviço de entrega do Book Depository. O fato é que, eu recebi-o na segunda-feira, de surpresa, e só de curiosidade, comecei a folheá-lo. Não deu outra, eu acabei largando o livro que estava lendo anteriormente e dediquei-me integralmente para The Vampire Diaries. Mesmo que esse seja um dos meus primeiros livros lidos em inglês e que é esperado que eu leia mais devagar, eu devorei esse livro em três dias e adorei.

Primeiramente, é notável o amadurecimento de L.J como escritora, os acontecimentos estão bem mais rápidos e, definitivamente, o andamento e o desfecho desse livro está positivamente diferente dos outros que tinha lido até agora e não gostado muito. Ao mesmo tempo em que acompanhamos a nova vida de Elena como vampira, ela se tornou uma personagem muito mais humana e hábil a ter uma torcida, nós somos apresentados a novos conflitos e um mistério leve, mas que, ao mesmo tempo, se torna cada vez mais importante, afunilando-se num enredo muito bem preparado.

Quando eu comprei a versão em inglês, eu imaginava que fosse mais bem cuidada e personalizada e não me decepcionei. O livro contém um espaçamento duplo típico dos livros em inglês, todo início e capítulo contém essas bandeirinhas que estão presentes na capa que, por sua vez, é de tirar o fôlego. Muito bem escolhida. Todos os personagens estão sendo apresentados de uma forma muito melhor do que anteriormente e o desfecho deste livro não é daqueles sem sentido ou com muitas pontas soltas, assim como nos outros, ele é bastante conclusivo, mas ainda fica aquela curiosidade sobre o que vai acontecer em seguida. Essa dúvida, com certeza, será sanada no próximo livro. Que venha Dark Reunion!
Havia tanta dor naquelas páginas. Tantos esquemas, tantos segredos, tanta necessidade. Era a história de uma menina que se sentiu perdida em sua própria terra natal, em sua família owen. Que estava procurando... alguma coisa, algo que ela nunca conseguia alcançar.
5 de 5 

15.11.12

[resenha de filme] A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2

Uma análise crítica dos filmes que assisti nos últimos dias.
Amanhecer - Parte 2 - Poster
Com a divisão de Amanhecer, quarto e último livro da Série Crepúsculo, este será o quinto filme baseado na saga de vampiros criada por Stephenie Meyer. Após dar à luz a Reneesme, um bebê meio humano e meio vampiro, em um parto complicado e agressivo, Bella se vê em uma nova vida ao lado de Edward e dos Cullens. A notícia da existência de um bebê dessa espécie chegará aos ouvidos dos Volturi, e despertará a fúria do Clã italiano e líder da sociedade 'vampírica', já que crianças vampiras são proibidas por lei. Mal sabendo eles que a criança possui um grandioso dom, os Cullens irão atrás de provas e outros artifícios para a proteção de toda a família, e do bebê. Diante disso, temerosos com o que poderá vir a acontecer, eles reunirão os vampiros mais poderosos do planeta, e mais uma vez, juntos com os lobos da tribo quileute, irão travar a batalha do século, onde o misterioso poder de Bella será revelado.


Finalmente ou já? Essa foi a pergunta que mais repeti enquanto via os trailers e todas as novidades de BD Parte 2. Se, por um lado, eu estava feliz em terminar a saga de filmes e ver todas as coisas magníficas criadas pela Stephenie Meyer nesse livro serem colocadas na tela, também sentia tristeza por não ter mais um filme da saga para assistir todo ano, nem poder ver ou ler novas histórias sobre Bella e os Cullen. 

Existem vários fatores que me fizeram amar esse filme, mesmo tendo seus pontos fracos, Amanhecer conseguiu ser extremamente fiel ao livro e bem cuidadoso com o que mostrava na tela. Eu achei o efeito de Renesmée bebê a coisa mais feia e mal feita do mundo, assim como achei que os acontecimentos, no começo, ficaram rápidos demais, deviam ter sido mais bem aproveitados.

Mas tem aquela coisa, que eu obviamente não contarei aqui porque quero fazer uma resenha sem spoiler, mas que todos que foram ver se surpreenderam bastante. A coisa é bastante surpreendente e uma recompensa declarada, a todos os fãs. Gostei do que fizeram na edição, com todas as homenagens às obras magnificamente escritas por Meyer e a homenagem igualmente emocionante aos filmes. Crepúsculo foi um marco, independentemente de tudo que falem, mudou muita coisa na literatura, assim como no mercado cinematográfico. É uma obra inesquecível, com personagens inesquecíveis e poder assistir ao último filme só nos faz sentirmos totalmente felizes e orgulhosos daquilo que começou de forma tão pequena e simples e se tornou algo monstruosamente grande. Altamente recomendado!

5 de 5

14.11.12

Resenha de filme: Totalmente Inocentes


Uma análise crítica dos filmes que assisti nos últimos dias.

Totalmente Inocentes - Poster
Tinha ficado com vontade de assistir Totalmente Inocentes desde que bati o olho no trailer. Este, por sua vez, era completamente hilário e chamativo. A premissa do filme é algo Todo Mundo Pânico em versão brasileira e eu absolutamente adoro essa franquia. Enfim, fui atrás e assisti, leia até o final para saber o que achei.

A história é bem ampla, mas centra-se principalmente na história de Da Fé, um garoto de favela que é apaixonado pela irmã do seu melhor-amigo. Ao fazer uma confusão, ele acaba achando que ela gosta de homens "perigosos" e passa a fazer diversas besteiras para tentar provar a Gildinha que ele pode ser o cara certo, mesmo com sua diferença de idade. O filme também mostra o conflito entre Diaba Loura (o ex-chefe do morro, interpretado magistralmente pelo irreconhecível Kiko Mascarenhas) e Do Morro (o atual chefe).

Eu achei o filme muito legal. Ele consegue combinar a história de vários personagens e, apesar de conter o humor pastelão geralmente presente em comédias brasileiras, possui o diferencial de ser um filme-paródia. Não que tenha aquele enredo sem nexo típico desses filmes, ele contém uma história, totalmente desprendida das paródias, mas isso não quer dizer que não tenham "homenagens" ao longo do filme a filmes de favela. Algo que me agradou muito foi perceber que o mesmo cara que fez o Zé Pequeno no tão aclamado Cidade de Deus, faz um dos policiais do filme, esses que sempre estão entre uma cena e outra arrancando diversas risadas.

Uma coisa que não me agradou (e não é só porque eu não vou com a cara dele) foi a presença de Felipe Neto no filme. Eles quiseram aproveitar o buzz que o nome dele tem no momento (ou já teve) e o intercalou entre cenas, interpretando uma personagem bem parecido com o qual interpreta na vida de real, um vlogger bem mala. Mas acontece que, neste filme, ele é mil vezes mais mala, fica gritando e é bem sem-graça também. Apesar da presença desagradável dele, Felipe Neto não poderia estragar esse filme de todo e eu ainda o considero muito bom. Altamente recomendado!

4,5 de 5

13.11.12

Resenha de série: The Walking Dead (Temporada #1)


Uma rápida análise das séries que assisti ultimamente.
Depois de muita recomendação (sério, muita mesmo!), eu resolvi assistir a série tão aclamada e bem criticada, The Walking Dead e, devo dizer, ela me surpreendeu de uma forma terrivelmente positiva. A verdade é que, a premissa de zumbis nunca me interessou muito, mas quando assisti ao primeiro episódio (passado o susto inicial ao ver que o episódio tinha duração de uma hora) fiquei extremamente feliz com o tempo gasto.

A série mostra o mundo pós-apocalipse zumbi, mas centra-se na história de Rick Grimes, um policial que acorda de um coma, meses depois, sem sua família, seus amigos e aparentemente nenhuma pessoa viva ao redor. Ele descobre da forma mais cruel que o mundo mudou muito desde a última vez que o viu. Com a sua antiga cidade condenada pelos walkers (errantes, como são chamados na série) e ao ver que sua família não está mais ali e aparentemente viva, Rick decide ir atrás deles, passando por poucas e boas ao tentar completar a missão.

O primeiro episódio de WD, assim como todos os outros, têm aquele aspecto cinematográfico e, sem dúvida, a falta de trilha sonora (ela existe, mas em poucas partes) faz com que tudo pareça mais real. Durante todos os episódios que assistimos, ficamos com o coração na mão, torcendo pelos personagens e ao mesmo tempo ávidos por respostas sobre o que teria acontecido ao mundo no tempo em que Rick ficou fora. 

Algo que devo elogiar e creio que seja um dos pontos mais fortes da série, é a maquiagem. Os walkers são tão reais e esse é um mérito da produção. Assim como a fotografia que é incrível e combina com o clima de futuro-passado. A única que, talvez, eu possa destacar como ponto fraco, nessa primeira temporada, é a morte de personagens. Sim, quando você mais se apega a eles, eles morrem e vão desde os importantes aos secundários. Recomendo muito que você passe algum tempo assistindo essa série, ela vale muito à pena!

5 de 5

5.11.12

Resenha: A Vez da Minha Vida - Cecelia Ahern

A Vez da Minha VidaEditora: Novo Conceito
Autora: Cecelia Ahern
Título original: The Time Of My Life
Série: Livro Único
Páginas: 384

Nem você se conhece, como pode esperar que a conheçam?
Desde que eu participei da promoção do quebra-cabeça da Novo Conceito e tive acesso a alguns capítulos deste livro, fiquei extremamente interessado. Já faz um tempo que venho procurando um bom chick-lit para ler e, além de tudo, queria poder provar da escrita da Cecelia antes de enfrentar que P.S Eu Te Amo, que é um livro pelo qual mantenho pré-opiniões diversas. Foi então que, assim que chegou aqui eu o peguei para ler e vocês verão o que eu achei nas próximas linhas.

A Vez da Minha Vida conta a história de Lucy Silchester, uma mulher que há muito tempo vive mantendo segredos de sua vida para a família e amigos, fazendo-nos acreditar que ela está bem quando, na verdade tem uma vida nada admirável. São tantas as mentiras que ela acabou tomando-as para si e acreditando que estava realmente bem com si mesma. Até que ela recebe uma carta da Vida, dizendo a ela que têm um compromisso.

Eu adorei esse livro. Ele é super fofinho, positivo e romântico. Eu imaginava que seria um pouco mais pesado devido à temática do outro livro, já citado, desta autora. Me enganei completamente. Uma das coisas que eu mais gostei foi a escrita em primeira pessoa da Lucy. Ela tem o hábito de mentir sobre a sua vida e, para evidenciar o fato de que ela mente até para si mesma, a autora nos faz acreditar em coisas que logo após são desmentidas. Outro personagem que me agradou muito foi a Vida, ele é todo engraçado e assim como a personagem principal, passa por uma evolução considerável durante o livro. Todos os personagens me agradaram, todos foram muito bem trabalhados pela autora.

No entanto, um dos poucos destaques negativos deste livro é a falta de informações para o leitor. Durante todo o livro fica muito mal explicado o que, na verdade, é o personagem Vida o que, acredito eu, seja uma coisa no estilo Babá McPhee, o pior de tudo é que todos parecem tratar aquilo com mais normalidade do que o... Normal. O enredo é bem construído, apesar de existirem alguns pontos lentíssimos durante a leitura, inclusive nas últimas páginas que me fizeram demorar mais para concluir a leitura. Como uma prova da escrita da autora, bem, acredito que ela esteja aprovada, mas ainda não sei se lerei P.S. Eu Te Amo, amo a Lucy e seu jeito sarcástico, Don, Vida e Riley. Esse livro é altamente recomendado!

5 de 5

3.11.12

Resenha de série: New Girl (Temporada #1)

Uma rápida análise das séries que assisti ultimamente.
"Hey girl, what you doing? Hey, girl, where you going? Who's that girl? Who's that girl? It's Jess! (8)" Essa é mais uma das séries que eu sempre tinha na lista “to-watch”, mas simplesmente nunca tinha tempo ou paciência para ver. Com o meu recente interesse em acompanhar séries, New Girl foi uma das escolhidas. A série é uma comédia americana nos moldes de “Modern Family” e “Ugly Betty” e é bem divertida!

New Girl conta a história de Jessica Day, uma professora que acaba de se separar do namorado e decide mudar da casa de sua amiga. Jess acaba indo parar na casa de Coach (Winston, a partir do episódio 2), Schimidt e Nick, que, a princípio só aceitam a estadia de Jess por ela ser amiga de uma modelo. Ao redor dos episódios, todos vão mostrando suas facetas cômicas e mostrando um pouco mais de suas histórias.

Eu absolutamente adorei essa série! Ela tem episódios bem rápidos, de apenas 20 minutos e isso, de certa forma, contribui para que a devoremos rapidamente. Em todo episódio, somos submetidos a situações cada vez mais engraçadas e esta é sim, uma série que arranca boas gargalhadas. Meus personagens preferidos (os que me mais me fizeram rir) são, em ordem de preferência, Schimidt, Jess e Nick.

A Jess é tão fofinha e a Zooey Deschannel é simplesmente a cara da Katy Perry, a personagem principal é toda carismática, faz músicas sobre tudo o que acontece em sua vida e está sempre metida em algum problema ou nos problemas de seus amigos, já que quer sempre ajuda-los. New Girl é uma série para você assistir e ficar feliz e leve, a série vai correndo naturalmente e quando você se dá conta, terminou de assistir uma temporada inteira! Recomendo e muito. 

Schimidt says: 1..2..3. Parkour!

5 de 5

25.10.12

Resenha: Fani na Terra da Rainha (Fazendo Meu Filme #2)

Fazendo Meu Filme 2Editora: Gutenberg | Selo da Autêntica
Autora: Paula Pimenta
Título original: Fani na Terra da Rainha
Série: Fazendo Meu Filme - Livro Dois
Páginas: 327
Tempo de leitura: 3 dias

1) Confira a resenha do primeiro livro da série Fazendo Meu Filme.
2) Esta resenha pode conter spoilers do primeiro livro.


Eu li o segundo livro da super aclamada série Fazendo Meu Filme em um tempo menor do que o que levei para ler o primeiro livro e posso dizer, Paula Pimenta, mais uma vez, fez muito certo. O livro é bastante convincente, ágil e encantador. O preço pode ser um pouco salgado em algumas livrarias, mas ele vale muito à pena!

Assim como o título dá a entender, nós acompanhamos Fani, em suas aventuras na Terra da Rainha. Ela foi participar de um intercâmbio de uma no na Inglaterra. Se, no final do primeiro livro, nós somos presentados com diversas frases otimistas da personagem quando à viagem, assim que chega à Inglaterra, Fani se dá conta de que nem tudo ou quase nada foi como ela planejou. Ela se vê com cada vez mais saudades de casa e percebe que é muito difícil ficar longe de seu amigo e namorado, Leo. O livro nos mostra todas as felicidades e tristezas da vida de Fani durante a sua estadia na Terra da Rainha.
A história estava se repetindo! O Leo também havia fugido para não ter que se envolver comigo, e foi só então que eu percebi o quanto gostava dele, quando já era tarde demais...
Do mesmo jeito que eu fiz com o primeiro livro, eu emprestei, primeiramente, esse livro para a minha prima que virou uma fã assídua de FMF e ela leu em apenas dois dias. Devorou, assim como fez com o primeiro. A verdade é que, ela virou como uma espécia de test-drive para os livros da série já que, eu não sei porque razão, eu sempre começo um livro de FMF meio inseguro. O livro, devo confessar, é um pouco parado no começo, assim como o primeiro foi para mim, até basicamente a metade, nada de muito relevante acontece e tudo o que a gente faz é torcer para que Fani mexa o seu bumbum e consiga criar algum tipo de conflito.

Paula Pimenta parece guardar tudo pro final, o que é muito bom, já que, mesmo que o começo seja parado, a escrita ágil e os capítulos pequenos fazem com que a parte paradinha seja rápida de ser lida e os capítulos finais são para de-vo-rar, pois foi isso o que eu fiz nos últimos 2 dias. O enredo vai se afunilando perfeitamente, coisas boas e ruins acontecem e não há um capítulo dos momentos finais que não tenha um novo conflito para que possamos virar as páginas de forma voraz. Como já disse, a escrita de Paula Pimenta é extremamente ágil, simples, sem o uso de palavras muito complicadas. O que mais me impressiona é que, mesmo a Paula não sendo uma adolescente, ela consegue imprimir perfeitamente todos os sentimentos atribuídos a uma pessoa dessa idade, assim como as atitudes mais prováveis. 

Eu terminei FMF 2 com uma vontade imensa de correr para a livraria e comprar o próximo, estou completamente apaixonados pelos personagens extremamente apaixonantes criados pela Paula e, com certeza, recomendo a todos vocês. Darei cinco estrelinhas a esse livro, no maior estilo Fani.

*****
"Eu vou te fazer a menina mais feliz do mundo", ele disse, me enchendo e beijos em seguida.
Eu esperava do fundo do coração que ele conseguisse.

19.10.12

Resenha: Na Própria Carne - Júlio Emílio Braz

Na Própria Carne Editora: Larousse Jovem
Autor: Júlio Emílio Braz
Título original: Na Própria Carne
Páginas: 72
Tempo de leitura: 1 hora

Eu comprei Na Própria Carne nesta sexta-feira, na escola. Ele é um daqueles livros paradidáticos e em breve terei que fazer uma prova sobre ele. Naturalmente, esse tipo de livro não costuma ser muito questionador ou profundo, a pouca quantidade de páginas sempre acaba dando espaço à uma história que em diversas vezes são mal construídas e rápidas demais. Assim como o outro livro deste autor que li neste ano, Longas Cartas Para Ninguém, este livro está além do que os paradidáticos geralmente oferecem e foi uma grata surpresa.
A chuva cai. As lágrimas caem. Olhos na cidade, cabeça em você.
O livro conta a história de Camila, uma garota de 15 anos que descobre estar grávida e acaba tendo que enfrentar diversos questionamentos típicos desta idade. Pela cabeça de Camila passam-se pensamentos acerca das escolhas e consequências de suas futuras decisões, assim como podemos acompanhar as mudanças na vida da personagem nesse doloroso e precoce rito de passagem.
[...] o temido hiato onde a vida parece tolice, um despropósito, e eu tenho vontade de morrer.
Eu gostei deste livro. Sem dúvida, os paradidáticos deste ano estão bem melhores do que os do ano passado, felizmente, os meus dois foram de Júlio Emílio Braz o qual eu já tinha lido há algum tempo atrás, O Blog da Marina, que basicamente foi um dos livros que me incentivaram a continuar lendo e apreciar o gosto pela leitura. Mesmo que Na própria Carne tenha sido considerado um livro bom para mim, ainda acho que ele seja inferior à Longas Cartas Para Ninguém. Assim como o livro anteriormente citado, Na Própria Carne também possui um tema delicado a ser abordado, porém eu acho que no outro livro, Júlio tratou de tudo com mais clareza, com passagens fortes, na medida certa.

Sem dúvida, o aborto é um grande tabu e eu aprecio muito a coragem de um tema desses ser abordado em um livro em que geralmente os temas são mais fracos ou leves. Porém, eu não gostei muito da forma como o autor tratou disto. Eu sou daqueles que gosta quando uma ferida da sociedade é tocada em qualquer meio que seja feito, gosto quando as pessoas se arriscam, mas parece haver um encorajamento para que os jovens engravidem e depois realizem aborto, afinal "nada de mal pode acontecer a você" e "você pode tentar outra vez mais tarde". Temo estar colocando muita opinião nessa resenha e, mesmo que respeite as pessoas que são a favor do aborto, ainda acho que mesmo que essas coisas sempre sejam chatas e clichês, poderia haver algum tipo de moral implícita neste livro. Enfim, ainda aprecio muito a escrita de Júlio e recomendo este livro, mas você precisa ler sem preconceitos.
Crescer é isso, ou seja, enfrentar problemas o tempo todo, ser responsável, por cada decisão que você toma. De certa forma, o aborto foi o meu adeus à adolescência e um conturbado bem-vindo ao mundo adulto.
Bem-vinda ao mundo adulto, Camila!
4,5 de 5 

Capa brasileira de "The Casual Vacancy"


Sim! A Nova Fronteira divulgou a capa de The Casual Vacancy que, no Brasil, terá o nome de Morte Súbita, depois de os fãs terem pedido que o "uma" fosse tirado. Eu gostei que eles não mudaram muito e também não colocaram o logo da editora na capa, assim como as outras editoras fazem ultimamente. Ainda não sei se irei comprar o livro, por causa da quantidade de críticas negativas que o livro vem tendo. Mas, e vocês, o que acharam da capa?

17.10.12

Divulgada capa do 3º volume da série "Crossfire"


Foi divulgado a capa do 3º volume da série Crossfire, cujo primeiro volume foi lançado recentemente aqui no Brasil e recebeu o nome Toda Sua, um romance erótico nos moldes do fenômeno Cinquenta Tons de Cinza. A capa segue a mesma linha dos outros da série, o lançamento de Entwined with you está previsto para 31 de dezembro deste ano. Eu, particularmente, acho que esse é um dia bem estranho e nada-comercial para se lançar um livro, e aí, o que acharam da capa?



13.10.12

Resenha de Série: Revenge (Season 1)

Uma rápida da análise das séries que terminei de assistir.
Terminei de assistir Revenge hoje mesmo, completamente boquiaberto e embasbacado com o season finale, literalmente explosivo e surpreendente. Confesso, demorei bastante tempo assistindo aos episódios longos da série e isso deve ao ritmo que a série perde ao decorrer dos episódios.

Caso alguém ainda não saiba, Revenge conta a história de Amanda Clarke, uma garota que viveu em um reformatório durante toda a sua vida, acreditando que seu pai era um terrorista. Alguns anos depois, ela recebe uma caixa, com todas as informações que ela precisa para poder entender o que aconteceu com seu pai. Agora, munida do sentimento da vingança, Amanda volta para a sua antiga cidade, agora com o nome de Emily Thorne, disposta a cabar com a vida de todos os que fizeram com que seu pai fosse incriminado inocentemente.

Eu sempre tive vontade de assistir essa série, desde quando ela estreou ainda no ano passado. Mas enfim, falta de tempo e saco para assistir séries não deixou. Comecei assistindo online pela internet e os últimos episódios acabei baixando no computador, pois já tinha me tornado fã da série. Confesso, eu cheguei a desistir, em alguns momentos, de continuar a assistir a série. Simplesmente porque ela começa rápida, com diversas reviravoltas, um enredo organizado e prático. 

Depois de um episódio, as coisas começam a andar devagar porém, agora, no final, eu só posso elogiar o quanto o autor foi feliz em criar o enredo. A série, mesmo com os poucos 22 episódios, parece acompanhar de forma mais compacta todos os cento e poucos capítulos de uma novela brasileira. Mas mesmo assim, eu não gostei de ficar entediado assistindo a alguns episódios e aconselho você a ter força de vontade para chegar até o final. Elogio muito a atuação de Emily VanCamp, ela é magnífica. É fria quando é preciso e tem uma cara de sonsa que é muito compatível com a Emily (Thorne), mas meus elogios totais ficam à Madeleine Stowe, a megera da trama. Ual! Ela simplesmente arrasa. Agora, 22 episódios depois, eu recomendo a você assistir essa série, se está a fim de algo diferente com uma trama surpreendente e completa de reviravoltas mas, como disse ates, precisa ter força de vontade. Ansioso para a season 2!

5 de 5

11.10.12

Resenha: O Doce Veneno do Escorpião - Bruna Surfistinha


O Doce Veneno do Escorpião
Editora: Panda Books
Autores: Bruna Surfistinha / Jorge Tarquino

Título original: O Doce Veneno Do Escorpião
Páginas: 168
Tempo de leitura: 2 horas

Eu comprei O Doce Veneno do Escorpião em epub no Gato Sabido (executando a minha já conhecida tarefa de converter para o arquivo compatível com o Kindle) e não esperava muito. Afinal, o livro era bem pequeno e eu consegui ler em apenas uma sentada. Agora, tendo terminado a leitura, não posso afirmar que o livro escrito pela ex-garota de programa Raquel Pacheco seja algo tão forte e bem estruturado quanto é o filme com a Deborah Secco, mas posso dizer que me impressionei positivamente com a história.
Acabei fazendo seis programas naquela tarde. Nunca mais voltei para casa. Nunca mais vi meus pais.
O livro é uma não-ficção e trata a história (obviamente verídica) de Raquel, uma garota adotada por uma família rica, desde criança com problemas de personalidade e auto-estima. A garota acaba se tornando uma adolescente problemática e o tratamento frio de seus pais, depois de diversas coisas erradas que ela já fez, a faz tomar uma decisão drástica. Tendo em vista as poucas possibilidades para um garota da sua cidade, Raquel decide se tornar uma garota de programa, atendendo agora pelo nome de Bruna.
Eu sabia que era para nunca mais. Ela não. Fiquei parada na porta um segundo, olhando para ela. Ela não se virou. Me arrependo tanto do abraço que não tive coragem de dar naquela hora. Eu amo a minha mãe. Ela não sabia. Ela não se virou. Não veio nenhuma palavra, nenhum gesto. Nem dela, nem meu. Me virei. Em silêncio, fechei a porta atrás de mim.
Tchau, mãe.
Eu tenho que confessar, absolutamente amo o filme que foi baseado neste livro, e fiquei um embasbacado ao descobrir que o filme não retrata totalmente o que aconteceu na realidade. Mesmo que Bruna/ Raquel narre nas páginas do livro, basicamente tudo o que o filme mostrou, com mudanças de personagens e locais, porém de uma forma bem mais pessoal, realista. Nas resenhas do skoob eu notei que muitas pessoas classificaram o livro negativamente por não concordarem com as atitudes de Raquel, a acharem uma adolescente mimada e sem propósito,  e eu só conseguia imaginar que essas pessoas não tinham lido o livro até o fim.
Um monte de caras fica chorado desconto, vantagens, exclusividade. Não tenho saco para nada disso. Da mesma forma que entrei nessa, sei que vou sair.
O Doce Veneno do Escorpião não é um livro excepcional, mas também não pode ser encarado como uma diversão para se ler no fim de tarde. Mesmo sendo um livro consideravelmente mais leve, com uma linguagem fácil, ele possui um nível de comoção que é, sem dúvida, admirável. Uma coisa que me chamou atenção, de forma negativa, foi o jeito como Raquel organizou os acontecimentos a serem narrados. Sem o estabelecimento de um tempo definitivo, fica difícil saber de qual momento Raquel escreve e imprimi suas opiniões. Fora os detalhes de escrita que, sim, é muito pobre, afinal Raquel não é uma escritora (mesmo tendo usado de um ghost-writer, acredito que a forma vulgar ou até mesmo simples tenha sido proposital para que o diário parecesse mais realista), eu considero o livro como 4 estrelas, o que já está de bom tamanho. Leria de novo, se tivesse tempo e eu talvez eu leia futuramente. Recomendo!
Para sermos felizes precisamos sempre abrir mão de algo.
4 de 5

6.10.12

Resenha: Divergente - Veronica Roth (Divergente #1)


Editora: Rocco Jovens Leitores
Autora: Veronica Roth
Título original: Divergent
Série: Divergente - Livro Um
Páginas: 504
Tempo de Leitura: 10 dias

Ai. Meu. Deus.

Essa é a expressão que eu usaria para definir o enredo, a história e cada palavra nas páginas do livro Divergente da Veronica Roth. Eu simplesmente amei esse livro, amei demais! As sensações que tive com ele, nunca cheguei a ter com nenhum de meus outros livros favoritos e ao terminar a leitura e colocá-lo no patamar mais alto dos preferidos da estante só conseguia pensar o quanto essa história merecia todo o sucesso rápido que teve e as críticas positivas que conseguiu, contrariando ao fato de que livros muito lidos costumam ter muitas opiniões negativos.
Minha mãe me disse certa vez que não podemos sobreviver sozinhos e, mesmo se pudéssemos, não desejaríamos tal destino. Sem uma facção, não temos qualquer propósito ou razão de viver.
Divergente conta a história de Beatrice Prior, ela vive em um mundo distópico, em que a cidade de Chicago, numa versão futurista e distorcida da nossa sociedade, foi dividida em cinco facções. A amizade, erudição, abnegação, franqueza e audácia. Todas essas facções possuem pessoas que se adequam às características que os membros devem ter e ao completar uma certa idade, você pode escolher em qual facção irá ficar pelo resto da vida. Uma escolha. Mas você se engana, se pensar que é tão fácil assim. Ao fazer sua escolha, Beatrice, que muda seu nome para Tris, agora tem que passar por uma violenta competição de iniciação, escondendo um segredo que lhe pode ser mortal.
— Não querer machucar as pessoas não faz de você um covarde — digo, porque sei que é a coisa certa a dizer, mesmo que não tenha certeza de realmente concordo com isso.
Eu já tinha visto Divergente por aí, há muito tempo. Mas, como acontece com todo mundo, você nunca imagina a grandiosidade da história que lhe chamou atenção pela sinopse ou pela capa, você nunca sabe que esse livro em breve irá se tornar o seu favorito. Sim, pessoal. Divergente é o meu livro favorito, ele ultrapassa Jogos Vorazes, e toma o lugar que antes era de Hush Hush e Crepúsculo (Esses continuam sendo meus favoritos). O que me fez tornar esse livro o meu preferido foi a quantidade de sensações que nunca tinha sentido com nenhum outro livro. Durante todo o livro, a gente passa a sentir medo, angústia assim como nos apaixonamos perdidamente pelos personagens que, por sua vez, são incrivelmente fascinantes.
— [...] Veja só onde elas [as facções] nos levaram. Os seres humanos, de uma maneira geral, não conseguem ser bons por muito tempo antes que o mal penetre novamente entre nós e nos envenene. 
A escrita de Veronica Roth é totalmente louvável, e contribui muito para o ritmo perfeito do livro. O jeito como ela escreve, é simples e sutil. Ela descreve perfeitamente as cenas lutas, que são constantemente presentes desde o início até o fim deste livro, assim como soube criar personagens muito bons e um enredo irresistível, onde é impossível parar de ler. Elas conseguem ser rápidas quando necessário e um pouco mais lentas quando é preciso, muitas vezes, o ritmo acompanha as batidas do nosso coração que, durante a leitura, fica constantemente ameaçado. As cenas mais cruciais do livro, acontecem de uma forma que não é muito rápida, nem muito devagar. Todo mundo que gosta de ler, sabe que um livro é bom quando consegue te prender. Divergente fez isso. Mas ele também tem todas essas qualidades que já citei aqui e essas qualidade todas somadas com o enredo non-stop tornam o livro totalmente recomendado e um dos meus preferidos de 2012 até agora!

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