17.7.13

Review faixa-a-faixa: Selena Gomez - Stars Dance



Mais um lançamento das Disney-Stars em 2013 e esse é mais um que eu esperava muito. Sempre gostei da Selena, desde que ela despontou na série Os Feiticeiros de Waverly Place e suas músicas foram só melhorando no decorrer dos anos. Agora, no quarto álbum de estúdio, Selena volta em uma espécia de apogeu musical. Mostrando maturidade e consistência ela traz um álbum muito bem produzido, dito como o último de sua carreira, e o seu nome é Stars Dance!

1. Birthday (5 estrelas)

Essa música começa com tudo, Selena com um coro suave cantando "Tell'em that is my birthday" e algumas palminhas. A música prossegue com alguns gritinhos, um refrão, uma ponte incrível e se mostra deliciosa de se ouvir. Lembra um pouco as músicas da M.I.A, mas tem o toque Selena, que melhora tudo!

2. Slow Down (5 estrelas)

"Now that I've have captured your attention." Tem razão, Selena! Com a atenção uma vez capturada com Birthday ela nos traz mais uma música maravilhosa, produzida pelos "The Cataracs", do hit "Like a G6". Cheia de "oh oh oh" e uma letra subjetiva, Slow Down já me conquistou.

3. Stars Dance (5 estrelas)

Selena se aventura no dubstep desta vez, a faixa-título sai um pouco do clima festeiro das primeiras e vem para uma letra mais romântica. "I can make the stars dance if you want me to", ela diz no refrão. É muito bem produzida, assim como todas até agora. 

4. Like a Champion (5 estrelas)

"Walk like a champion, talk like a champion" diz o sample no começo. Voltamos para as animadas e essa parece uma música que Rihanna gravaria mas não lançaria como single, é bem solar, agradável e caribenha. Funcionaria como um hit de verão...

5. Come & Get It (5 estrelas)

Essa música é extremamente viciante e gruda na cabeça. Eu a achava a produção mais grandiosa de Selena, mas agora com todo o álbum, ela se diminui um pouco, o que não é nem um pouco ruim. Continuo amando a referência indiana de Come & Get It e ainda é uma das minhas preferidas da cantora!

6. Forget Forever (5 estrelas)

Outra música matadora e que fica na cabeça rapidamente! "Our love was made to rule the world", ela diz na ponte para depois vir com um instrumental eletrônico e a repetição do nome da música. A melodia é linda e super bem construída. Um dos meus amores do álbum <3

7. Save The Day (5 estrelas + Favorita)

"I can't believe that body still moving" "Baby when the starts slipping, starts slipping" "Just tell if it's not over" "D-d-d-d-day, Save The Day". Incontáveis momentos fazem dessa música a minha favorita do álbum, a voz da Selena, a ótima melodia e produção e o toque latino que ela tem. Perfeita!

8. B.E.A.T (5 estrelas)

Essa música tem uma vibe meio gangster e contém o já elemento de Selena de repetir o nome da música de uma forma peculiar para que nos lembremos dela depois, o dessa é: "B-b-b-beat in my face". Muito boa!

9. Write Your Name (5 estrelas)

Ufa! Finalmente Selena dá uma acalmada nessa música linda. O refrão é incrível, as batidas são perfeitas. Mesmo sendo calminha, a música ainda tem um instrumental eletrônica entre o refrão e os versos. Tá tudo lindo nessa música. Provavelmente vai estar no meu repeat pelos próximos meses...

10. Undercover (5 estrelas)

Mais uma com uma cara latina que tem tudo a ver com a Selena, já que suas origens são latino-americanas. É mais rápida e deve tocar bastante por aí, tem uma letra fácil de gravar e uma produção muito boa. Assim como todas as outras, o pré-refrão com a Selena sussurrando e deixando a voz mais fina ficou muito bom!

11. Love Will Remember (5 estrelas)

Melancólica e ficou perfeita na voz da Selena. Tem uma letra muito boa e romântica, um refrão lindo e a repetição já conhecida do nome da música. Mas desta vez ficou sensacional porque o "Love will remember" dito enquanto um coro diz "Oh" é computadorizada e combinou perfeitamente com a música. É a única que pode ser classificada totalmente como uma balada.

12. Nobody Does It Like You (5 estrelas)

"Nobody, nobody, no-nobody". Se você pensava que as músicas calmas encerrariam o álbum como todos os trabalhos de cantores pop, geralmente, está muito errado! Essa música contém um pouco de dubstep e toda uma vibe meio "Believe" da Cher com essas alterações vocais e obscura por causa do dubstep e da melodia.

13. Music Feels Better (5 estrelas)

O encerramento do álbum não podia ser feito com música melhor. Dançante e com uma ótima pegada inocente e Disney, traz um ar agradável ao CD, mostrando que Selena pode muito bem agradar aos maiores e aos seus fãs menores. Ótima para ser ouvir no carro no caminho de uma festa. Adorei!

Conclusão: Selena soube escolher muito bem as músicas, os produtores e até mesmo o lugar onde cada música deveria ficar. Esse CD ficou bem redondinho e irá agradar a todos os amantes de música Pop e Dance. Esse é daqueles álbuns que você coloca pra escutar uma música e acaba ouvindo tudo. Dá vontade de deixar no repeat eterno!

Nota final:
5 de 5

9.7.13

Playlist: Top 5 de Junho (#3)


Mais uma Playlist entrando no ar, depois de um mês sem a seção... Enfim, vamos a mais um top das músicas mais ouvidas em Junho! Não teve jeito jeito, entraram muitas músicas da cantora Anitta pois ela foi o meu vício do mês!

5.7.13

Resenha: O Leão, a feiticeira e o guarda-roupa - C. S. Lewis (As Crônicas de Nárnia #2)

 

"Dizem que Aslam está a caminho. Talvez já tenha chegado", sussurrou o Castor. Edmundo experimentou uma misteriosa sensação de horror. Pedro sentiu-se valente e vigoroso. Para Suzana, foi como se uma música deliciosa tivesse enchido o ar. E Lúcia teve aquele mesmo sentimento que nos desperta a chegada do verão. Assim, no coração da terra encantada de Nárnia, as crianças lançaram-se na mais excitante e mágica aventura que alguém já escreveu.







 
Eu disse na minha primeira resenha das Crônicas de Nárnia que planejava fazer intervalos entre as leituras dos livros, mas certamente não planejava que esse intervalo fosse de um ano e alguns meses. Já tinha tirado Nárnia da minha estante, desanimado a ler e depois de todo esse tempo, resolvi dar mais uma chance à história de C. S. Lewis. Pra ser bem sincero, eu não sei por que me distanciei tanto desses livros, se gostei bastante do primeiro.

Talvez seja preguiça de ler tudo ou até mesmo um preconceito que estabeleci com clássicos. Sempre acho que tudo vai ser muito chato, de linguagem difícil e este não tem nada disso. Sim, os diálogos das crianças e de outros personagens estão mais do que ultrapassados, porém tem uma coisa na escrita de Lewis a forma como ele se dirige diretamente a você, de forma delicada, sempre procurando explicar a motivação para a ação dos personagens e até mesmo dar uma recapitulada suave no que acontecia anteriormente. Acho que muito disso se deve ao fato de o livro ser escrito para crianças.
[...] Pedro segurou a porta encostada, mas não a fechou completamente: como todas as pessoas de juízo, sabia muito bem que nunca devemos nos fechar dentro de um guarda-roupa.
Mas engana-se quem pensa que vai achar um livro infantil. Acredito que o fato do livro ser destinado a crianças não fez com que ele fosse bobo ou imaturo, pelo contrário, nós temos cenas bem fortes, com mortes e tudo mais, porém tudo suavizado com a leveza de escrita do autor. Enquanto tinha uma certa insegurança quanto aos novos personagens, uma vez que tinha me apegado aos apresentados em O Sobrinho do Mago, acabei sendo surpreendido por adquirir mais empatia com os irmãos Lúcia, Susana, Edmundo e Pedro do que com Digory e Polly.

Mais uma vez batendo na tecla do infantil, temos aqui animais falantes, criaturas místicas e até mesmo crenças populares, tão ricamente escritos e desenvolvidos que ao invés de passarem toda a ideia do absurdismo acaba fazendo com que tudo o que está presente no mundo fantástico de Nárnia habitar o seu imaginário durante e até depois da leitura. Não sei o que me espera nas crônicas seguintes, acredito que a próxima não terá os mesmos personagens desta e não tenho pressa em ler, embora tenha a mais absoluta certeza de que não vou esperar tanta para fazê-lo. Recomendadíssimo!
Espero que ninguém que esteja lendo esta história alguma vez na vida tenha sido tão infeliz quanto Susana e Lúcia naquela noite. Mas se você sabe o que é isso, se já passou a noite toda acordado e chorou até acabarem as lágrimas... Então sabe que, no fim, desce sobre a gente uma grande calma. Chegamos até a ter a sensação de que nada mais nos poderá acontecer.

Editora: Martins Fontes
Autor: C. S. Lewis
Série: As Crônicas de Nárnia - Livro Dois
Título original: The lion, the witch, the wardrobe
Páginas: 180

3.7.13

Review faixa-a-faixa: Anitta - Anitta


Anitta sempre foi o meu guilty pleasure, como moro no Rio sempre fui meio que "obrigado" a ouvir suas músicas que viviam nas rádios, ruas e outros lugares daqui. Depois que ela estourou com Show das Poderosas, adquiri um gosto ainda maior pelas suas músicas e passei a acompanhá-la e aqui estou, analisando o álbum de estréia dela! Vamos lá?

1. Show das Poderosas (5 estrelas)

A música que todo mundo já conhece! Eu, particularmente, acho que Show das Poderosas foi um dos maiores acertos de Anitta, de fato. A música é muito bem produzida e tem uma melodia que fica na cabeça e demora pra enjoar. Boa forma de começar o álbum!

2. Meiga e Abusada (5 estrelas)

Outra bem conhecida do público e que fez bastante sucesso aqui no Rio quando lançada. É um pouco repetitiva, mas deliciosa de se ouvir.

3. Tá na Mira (5 estrelas)

Outra música delicinha, que fala sobre mais ou menos a mesma coisa que as outras desse CD até agora. Muitíssimo bem produzida!

4. Zen (5 estrelas)

Entramos num clima mais reggae nessa baladinha calma e assim como o nome, muito Zen. Gostei muito!

5. Menina Má (5 estrelas)

Menina má ganhou uma nova roupagem, mais pop, para poder combinar com o novo estilo de Anitta. EU ainda preferia a versão batidão, mas essa também é muito boa.

6. Príncipe de Vento (5 estrelas)

Essa é bem pequenininha e divertida, Anitta conta sobre um ilusão com um homem que parece um príncipe, mas na verdade não tem nada na cabeça. 

7. Não Para (3 estrelas)

Ainda não entendi o que eles fizeram com essa música, enquanto a versão cantada nos shows era mais devagarzinha, tinha batidão e combina com a letra, essa virou um pop genérico que deve ser a próxima aposta da cantora como single. Não curti muito.

8. Eu Sou Assim (4 estrelas)

Batidinha indiana incrível e melodia que vai grudar na cabeça. O motivo de eu dar 4 estrelas? É me sentir um pouco perdido com as mudanças de ritmo desse álbum e essa música me parece extremamente aleatória e perdida dentre as outras.

9. Fica Só Olhando (4 estrelas)

Batidão de volta e quase não há mudança dessa versão pra antiga. Só não gostei das modulações vocais de Anitta nessa música, ficaram exageradas.

10. Proposta (4 estrelas)

Funk misturado com R&B, o resultado ficou muito bom. Mas ainda prefiro a antiga e sinceramente não sei definir o ritmo predominante deste álbum.

11. Cachorro Eu Tenho em Casa (5 estrelas)

Música bem provocante, com uma produção que lembra muito a de Meiga & Abusada. Gostei bastante! Lembra também as músicas da Kelly Key, inspiração de Anitta.

12. Som do Coração (5 estrelas)

Reggae bem calminho e romântico. Já me acostumei com a mistura de ritmos do álbum e essa faz um par perfeito com Zen, gostaria mais se ambas estivessem uma perto da outra, agora no fim do CD. Essa é a última da versão standard e é um ótimo encerramento.

[Bonus Track] 13. Eu Vou Ficar (5 estrelas)  

"Um love legal, um par ideal...." A mais bem produzida de todas as com batidão, posso dizer? Ainda preferia que as que antes eram funk e agora viraram pop se transformassem em algo como isso, mas como não se fez isso, essa faixa é um ótimo consolo!

[Bonus Track] 14. Show das Poderosas (Barutunha DJ - Radio Edit) (5 estrelas)  

Mais uma recompensa a quem conheceu a Anitta na sua fase funk, não gosto de funk, mas sempre apreciei o batidão de músicas, sempre foram meu guilty pleasure. Contém alguns samples do Major Lazer, também usados em alguma música do Naldo e Run The World (Girls) da Beyoncé. Encerramente mais que digno pra esse CD!

Conclusão: Anitta é um álbum um pouco confuso dentre tantos ritmos, ela quis agradar a todo mundo de alguma forma e conseguiu fazê-lo, mesmo que o resultado como um todo não tenha ficado tão legal assim, afinal o álbum deve ser todo bom e não apenas as músicas de forma separada, como aconteceu neste. Recomendo a ouvida!

Nota final:
5 de 5

25.6.13

Resenha: O Terceiro Travesseiro - Nelson Luiz Carvalho


O Terceiro Travesseiro
Baseado em fatos reais, este romance desafia rótulos e hipocrisias, revelando os meandros de consciência de Marcus, um jovem comum da classe média paulistana. Com o melhor amigo Renato, descobre o amor e compreende que os dois precisarão encontrar o equilíbrio entre o que sentem e o que a família e a sociedade esperam deles, até que um terceiro personagem aparece.









Me interessei pela sinopse e já tinha baixado pro Kindle fazia alguns dias. Comecei a ler esse livro na noite de ontem, pois foi quando eu me pus a começar a ler. Sabia que não seria uma leitura como qualquer outra, nunca havia lido um livro com essa temática e a forma como o autor aborda o sexualismo dos personagens pode ser um pouco grotesca e desagradável para os que leem ainda com alguns preconceitos na cabeça.

Em poucos minutos, eu já estava completamente envolvido com essa história, torcendo para que tudo dê certo na vida dos personagens. Comecei a ler às onze e alguma coisa e quando era duas da manhã eu não queria parar, mesmo tendo uma aula no dia seguinte, bem cedo. Eu gostei da bastante como o autor colocou tudo no papel, mesmo pensando que ele mudou de rumo do começo pro meio, ele soube colocar emoções e acontecimentos em momentos certos.
O que eu gostaria mesmo era de levar uma vida normal, sem mentiras, estando com a pessoa de que gosto e podendo mostrar aos outros o que realmente sentia.
Apesar dessa história ser verídica, o mérito também deve ser dado a ele, uma vez que foi ele que soube que partes cortar (se é que tiveram partes cortadas) e o momento em que deveria usar um olhar mais analítico sobre os fatos, assim como ser cru e direto em algumas partes. Os personagens são bem carismáticos. A aceitação vem gradualmente e de forma bem natural. Renato e Marcus, como bons personagens reais, comprovam o seu realismo com uma história de amor bem convincente. Eu não gostei nada da Beatriz e o que ela vem a ser para a história depois de um tempo, acabei me acostumando com ela em determinado momento da leitura. Mas não, gostar dela, não cheguei a gostar.

Talvez o autor devesse ter dado mais destaque a ela no início, não fazendo com que ela parecesse um terceiro travesseiro bem intrometido, justificando mais os acontecimentos. O final é completamente inesperado, acontece assim do nada. Eu já meio que esperava, uma vez que tenho um estoque de leituras de livros com finais bem parecidos, mas foi bem impactante e triste ver o que se sucede essa história incrível. O Terceiro Travesseiro é um livro que merece ser lido, por pessoas desprovidas de preconceitos e com a mente aberta para coisas novas. Recomendo!

Editora: GLS
Autor: Nelson Luiz Carvalho
Série: Livro Único
Título original: O Terceiro Travesseiro
Páginas: 210

16.6.13

Resenha: Dark Reunion - L.J Smith (The Vampire Diaries #4)


The Fury and Dark Reunion (The Vampire Diaries, #3-4)Elena flutua em um misterioso limbo espiritual após se sacrificar para derrotar Katherine e salvar Stefan. Sua morte cobre Fell's Church de tristeza e desalento, mas é preciso seguir em frente. Bonnie, a melhor amiga, decide guardar o diário de Elena e ali registra os lentos sinais de recuperação da cidade, acompanhada de perto por Meredith e Matt. Mas sonhos perturbadores com a amiga morta estão prestes a mudar tudo... Pelos sonhos, Elena se comunica com Bonnie e avisa de um novo perigo a rondar a cidade. E só uma pessoa pode ajudá-los: Stefan. Mas o vampiro está desolado com a morte de Elena e tentando cumprir a promessa de permanecer ao lado de Damon. Os dois vagam sem rumo, sob a cruz de sua sina: a sede de sangue. Será que ele irá atender ao chamado inesperado que o colocará novamente no caminho de Elena - e daqueles que ela ama?

Livros anteriores:
1 - O Despertar
2 - O Confronto
3 - A fúria 

Depois de um incrível e surpreendente terceiro volume, nós voltamos para mais um capítulo da saga The Vampire Diaries que já tem pelo menos 10 livros lançados além desse. Assim como todos os outros, este começa já direto ao ponto, desta vez com 6 meses de separação do livro anterior, introduzindo um novo plot na história logo de cara. Eu devo confessar que adoro essa forma da L. J. de "assumir riscos".

Ela matou a personagem principal no livro anterior, assim como a grande vilã da história e consegue retomar isso de uma forma concisa e muito bem colocada. Independentemente dos dois primeiros serem bons ou não, eu os devorei, assim como fiz com The Fury, que como já disse foi bem melhor que os outros. Dark Reunion não foi diferente, peguei pra ler em uma quinta-feira e na sexta à noite já o havia terminado. Méritos à autora, por conseguir manter a trama amarrada durante todas as duzentas e poucas páginas.
 "We're finished," Stefan said from behind them.
As Matt looked toward the voice the lost look seemed to intensify. "Sometimes I think we're all finished," Matt said, moving away from Bonnie, but he didn't explain what he meant by that. "Let's go."
O enfoque maior em Bonnie foi muito bem colocado, afinal não poderia ser mais oportuno um personagem tomar a narrativa principal do que ela, que participa da história como nunca antes e, sim, ela também tem um diário. Porém, nem tudo são flores, a melhor-amiga de Elena me irritou bastante, na maioria dos momentos ruins ela estava chorando alto, enquanto deveria manter a calma e tentar fazer o mesmo aos seus amigos.

Algo que ficou bem evidenciado neste livro foi o "poder" que Elena tem sobre os seus amigos. Poxa, ela nunca foi um amor de pessoa com nenhuma das amigas e deu um pé na bunda do Matt, pra pouco tempo depois aparecer namorando o colega de time dele, este que teve que ver a namorada engatar um bromance com o seu irmão. E, mesmo assim, todo mundo praticamente reverencia Elena e tudo o que ela faz. Mesmo tendo um alto teor de bitchness, Elena nunca me incomodou o bastante com as suas atitudes e eu sempre me vi torcendo por ela, assim como aconteceu neste livro.

Em Dark Reunion somos apresentados a um novo vilão, como dito em parágrafos anteriores, este é completamente misterioso. Nós não sabemos o quê ou quem ele é, um mistério que é muito bem empregado durante as páginas enquanto observamos os personagens tentando descobrir e tudo mais. De fato, este vilão é muito maior e melhor que Katherine, em termos de poder e potencial pra bagunçar  a vida dos mocinhos. Mas, até o fim do livro, não vi uma explicação plausível para tudo o que ele está fazendo. Se você sabe, por favor, me avise nos comentários.

A reunião sombria acontece de duas formas, através de um acontecimento que é spoiler do livro, e através de todos os pontos fortes e fracos dos livros anteriores, assim como aprimoramentos da escrita de L. J. timidamente perceptíveis aqui, o que deu certo e o que não deu se reúne neste livro, formando todo esse conjunto que me agradou bastante. Uma boa forma de encerrar a primeira quadrilogia. Eu quero ler os próximos e espero que a autora não mude completamente de estilo, assim como aconteceu com Elizabeth Chandler em Beijada por um anjo, ambas continuaram suas séries uma década depois de terminarem. Espero que depois desta resenha você se sinta entusiasmado a ler os outros livros e finalmente chegar a este e estou ansioso para The Return!

Editora: Harper Teen
Autora: L.J Smith
Série: The Vampire Diaries - Livro Quatro
Título original: Dark Reunion
Páginas: 370
4,0 de 5

15.6.13

Resenha de série: Revenge - Temporada 2


Ao contrário da maioria das pessoas, eu tive uma opinião mista assim que terminei de assistir à primeira temporada da série Revenge. Enquanto a maioria dos outros telespectadores glorificaram a série, eu terminei com um gosto ruim na boca. Ainda esperava que o ritmo dos primeiros episódios voltasse, o clima rápido, curto e grosso, de vingança de Emily, em que um rosto era riscado a cada plano traçado. Algo que não se manteve até o fim.

Comecei a assistir a segunda temporada esperando o enredo mais desacelerado e calminho, sendo surpreendido com os primeiros episódios mais bem feitos que já vi, novamente, estava presenciando uma série rápida e que vai direto ao ponto, desta vez com um toque de melhoras numa trama cada vez mais complexa. Enquanto vamos encarando tudo o que Emily deve passar para conseguir a sua tão almejada vingança, somos apresentados a um novo plot, com um entendimento bem difícil e que, infelizmente, foi mal retratado no texto.

Todo o mistério acerca da Iniciativa, por mais tempo que o necessário, acabou fazendo do assunto, de início interessantíssimo, uma coisa chata e enrolada. Eu não aguentava mais não fazer ideia do que a maioria dos personagens principais falava e parei de assistir à série por algumas semanas. Cheguei a cogitar abandonar a história, mas a curiosidade foi maior. Fiz uma maratona do meio da temporada até a Season Finale e fui surpreendido da forma mais incrível e genial possível.

Num episódio final que mais parece um filme, acompanhamos o desenrolar da história passada anteriormente, com um toque épico nunca antes visto na série. Mesmo com uma hora de duração, não houve um momento no qual eu cogitei ficar entediado, acontece tanta coisa, todas elas indubitavelmente importantes para o futuro do enredo e grandiosamente surpreendente. Mal posso esperar para a terceira temporada e espero que eles saibam como continuar a história de onde pararam. E, claro, aqui fica a minha recomendação que soa quase como uma intimação. VOCÊ DEVE ASSISTIR REVENGE!

5/5

6.6.13

Resenha: Revelações - Elizabeth Chandler (Beijada Por Um Anjo #5)



Depois que Ivy descobre que Tristan está no corpo do assassino Luke, a vida deles toma um outro rumo. Tristan se esconde da polícia e Ivy não sabe onde localizá-lo. Para piorar as coisas, Beth está cada vez mais distante e estranha, e só Ivy sabe o que realmente está acontecendo com ela. Ao descobrir o paradeiro de Tristan, Ivy não se contém e corre para ele, apesar do risco de ver seu amor descoberto. Para conquistar sua liberdade, Tristan, com a ajuda da namorada, tentará descobrir em que encrenca se meteu o garoto que lhe empresta o corpo. E, na busca de evidências, Tristan e Ivy percebem que existem mistérios sobre os quais eles não têm controle e que podem levá-los por um caminho sem volta. Além disso, a interferência de Tristan sobre o destino de Ivy deverá ser punida duramente. Pode ser que um deles não viva por muito mais tempo.

E mais um capítulo da saga Beijada Por Um Anjo é finalizado. Esse pra mim foi o mais difícil de todos para ler, mesmo que estivesse muito ansioso para saber o que se sucederia após o final cliff-hanging do livro anterior. Se Destinos Cruzados trouxe à tona um novo e ótimo jeito da autora de organizar o enredo, com coisas que ela não tinha tentado na trilogia criada inicialmente nos anos 90, neste livro Elizabeth continua diferenciando-se da forma de escrita dos anteriores, porém, pra mim, ela não teve muito sucesso.


Eu comecei o livro ávido por informações e acabei recebendo uma surpresa desagradável com as cenas mornas que são apresentadas nas primeiras 50 páginas, sim, são bem poucas, mas foram o suficiente para me deixarem entediado e abandonar o livro por alguns meses. Recomecei com muita força de vontade, conseguindo ultrapassar esse número e descobrindo que, sim, existia uma luz no fim do túnel! A trama logo começou a andar mais rápido, com as investigações de Ivy e Tristan, que eram totalmente pertinentes ao andamento da série e foram muito bem escritas e colocadas no texto.
 Enquanto caminhava até o carro, Ivy lembrou-se de seu padrasto dizendo que o amor da mãe dela despertava o melhor nele. E o que acontece quando a pessoa que ama desperta o mentiroso que há dentro de você?
 Mas que escolha tinha? Ivy perguntava a si mesma. Quando se luta pela vida e pela liberdade de uma pessoa, quando essas coisas foram injustamente tiradas, o limite entre o certo e o errado parece se misturar.
Se, por um lado, eu gostei da face C.S.I do casal principal da saga, não posso dizer o mesmo sobre as cenas de romance. Beijada sempre foi piegas e clichê, mas neste livro, a autora pareceu estar colocando aquelas milhares de cenas de beijos e declarações de amor eterno apenas para preencher a obra, fazendo com que ficassem um pouco frias e superficiais. A relação de amor e ódio se instaurou quando fiquei com lágrimas nos olhos por uma cena em que (spoiler) Tristan reencontrava o seu pai (/spoiler).

Uma das personagens mais notáveis deste livro é a Beth, sempre presente em acontecimentos arrepiantes que, sem dúvida, reforçaram o aspecto paranormal/sobrenatural deste livro. Ela foi a grande salvação, não posso dizer o mesmo de Will que já teve muita importância no passado, mas agora só faz o papel do cara chato que foi dispensado pela namorada e é sempre o último a entender o que está acontecendo. Quanto aos personagens, eu gosto muito da Dhanya e os outros são bem descartáveis e aparecem e desaparecem com uma facilidade incrível. Gostaria de dar destaque a um outro, mas aí seria um spoiler danado. Então, deixa pra lá.

De toda a série, Revelações não foi o melhor livro até agora, sua última página me deixou surpreso e quando fui virar, não tinha mais nada. Ou seja, um final assim como todos os outros da série, bem "acabo de descobrir uma coisa muito importante e fim". Neste, quando tudo parecia estar mais ou menos acertado, a gente se surpreende com dois capítulos com ação e um provável novo conflito, que me deixou ansioso para ler o capítulo final, mas nem tanto assim. Recomendo a leitura e espero que o próximo termine com chave de ouro essa série da qual tanto gosto!


Editora: Novo Conceito
Autora: Elizabeth Chandler (Mary Claire Helldorfer)
Série: Beijada por um anjo - Livro Cinco
Título original: Everlasting
Páginas: 317
3,5 de 5

25.5.13

Resenha de série: The Vampire Diaries - Temporada 4


Depois de uma primeira temporada brilhante, uma segunda melhor ainda, a terceira um pouquinho chata... The Vampire Diaries volta para a sua quarta temporada. Desta vez trazendo a personagem principalmente finalmente transformada em uma vampira. Elena tem de lidar com todas as consequências de ser uma vampira ao mesmo tempo em que os roteiristas nos presenteiam com um acontecimento misteriosíssimo, logo no primeiro episódio, mistério esse que se estende até o meio da temporada.

Eu não gostei desta temporada. Ela começou com adaptação, passou pelo mistério, e trouxe um novo time de vilões e mitologia. Sim, muita gente não gostou do fato de existir uma cura pro vampirismo logo depois de Elena se tornar uma e crucificaram a série por não querer da sua zona de conforto. Eu estava apoiando esse time, simplesmente não conseguia colocar na minha cabeça a ideia de que todo esse tempo esperando para que Elena fosse uma vampira se esvaísse com a maior facilidade do mundo.

Não foi fácil achar a cura. A trama que os levou até Silas e os seus objetivos foi bem óbvia e é impossível você acreditar no que ele aparentemente quer se você já assistiu à quatro temporadas de TVD com Katherine e Klaus como vilões. Eu já sabia que tudo ia dar errado alguma hora e confesso, parei de assistir a série assim que cheguei à metade da temporada. 

A forma como os roteiristas a levaram aqui foi realmente insuportável, tediosa... Mas chegamos aos últimos episódios, onde finalmente temos alguma ação, mesmo que tenhamos uma Elena chatíssima wannabe-bitch que me irritou demais. Foi uma tentativa de consertar a cagada que tinham feito? Acho que sim. Eles conseguiram? Sim, estou ansioso para assistir a próxima temporada. O Season Finale foi bem simples, mas me agradou. Porém, aí fica o medo e a dúvida que eles tenham o enredo perfeito, assim como no início da quarta temporada, e estraguem tudo. Espero que não...

3 de 5

13.5.13

Resenha: Anna e Beijo Francês - Stephanie Perkins



Anna Oliphant tem grandes planos para seu último ano em Atlanta: sair com sua melhor amiga, Bridgette, e flertar com seus colegas no Midtown Royal 14 multiplex. Então ela não fica muito feliz quando o pai a envia para um internato em Paris. No entanto, as coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um lindo garoto -que tem namorada.Ele e Anna a se tornam amigos mais próximos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas. Anna vai conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer?




Sabe quando você está saturado com leituras relativamente pesadas e quer muito aliviar com um livro bobinho e leve? Pois bem, Anna e o beijo francês me caiu muito bem. Baixei no Kindle e sai andando com ele pra tudo quanto é lugar e a cada intervalo que tinha, acompanhava um pouco mais da história de Anna. Se eu gostei? Sim, o livro é bom, mostra de forma incrivelmente realista o cenário principal que a cidade de Paris, mas existem algumas coisas que não me desceram muito bem neste livro e vou explicar abaixo.

Primeiro fator que possa ter prejudicado a minha opinião: Ter lido Lola e o garoto da casa ao lado no início deste ano, caso não saiba, este livro nada mais é que um companion, que é o nome dado a livros que fazem parte de uma trilogia ou série, e possuem aparições de personagens dos outros livros, porém sem fazer continuação relevante para suas histórias. Eu já sabia o final da história deste livro, e saber desse super spoiler, com certeza, merece ser considerado. Apesar de saber que mesmo se não tivesse lido eu já saberia, afinal, não é um livro muito surpreendente.
Como posso ter sido tão estúpida? Como posso ter acreditado, por um momento, que não estava apaixonada por ele?
Mas "Lola" também não era surpreendente! Eita, não sei. Os clichês deste livro não me agradaram como os do outro, achei que ficou faltando alguma coisa. A história foi desnecessariamente estendida pelas páginas, preenchidas com descrições belas, porém entediantes a certo ponto, da cidade-luz. Os personagens de Anna, os principais, Anna e St. Clair, também não me envolveram como eu gostaria. Eu torcia por eles, sim, mas não tinha aquele carinho especial, a necessidade de saber o fim da história. Tanto é que demorei uma semana inteira com esse livro, que poderia ter sido lido em apenas um dia.

Uma das coisas mais curiosas e engraçadas foi Stephanie ter feito um personagem aos moldes de uma personalidade famosa da literatura. O pai da Anna é simplesmente uma paródia do Nicholas Sparks e em certos momentos até que fiquei meio preocupado da autora se encrencar com processos ou coisa do tipo. Mesmo com algumas falhas, Anna e o beijo francês é bom, não mostra a que veio, porém vai te divertir com uma viagem instantânea a Paris. Nada de especial. Não vou fazer minha recomendação, leia se tiver curiosidade e vontade. Pode ser que te agrade assim como agradou a muitos.

Editora: Novo Conceito
Autora: Stephanie Perkins
Série: Companion
Título original: Anna and the french kiss
Páginas: 288
Nota: 3 de 5

10.5.13

Review faixa-a-faixa: DEMI - Demi Lovato


A Demi Lovato voltou com um novo CD e eu resolvi fazer uma resenha faixa-a-faixa com ele. Então, eu escrevo a opinião sobre as faixas conforme vou ouvindo, por isso, vocês vão acompanhando a minha primeira reação, que pode mudar depois de um tempo. Let's go! \o/

1. Heart Attack (4 estrelas)

Adoro a pegada dubstep e é uma ótima de abrir o álbum. Demi mostra vocais poderosos com seu "You make me gloooo-O-oow". Acho a letra um pouco bobinha demais, sei lá, parece que ficou faltando algo. Mas eu gosto, é muito difícil de enjoar. Já a escuto a um mês e ainda amo <3

2. Made In The USA (4 estrelas)

É bem legalzinha também, continua na mesma que velocidade que Heart Attack e ainda contém a letra romântica, com alguns toques country na bridge. Os vocais de Demi me lembram o de Bridgit Mendler, outra cantora da Disney. É extremamente bonitinha e bem-feita. Gostei!

3. Without The Love (3 estrelas)

Mais uma canção tendo o amor como tema principal. O álbum já começa a me irritar um pouco por não sair da zona de conforto da Demi. É tão Disney e provavelmente fará sucesso entre os fãs. Gosto por ser bem produzida e ter um refrão legal, mas devo esquecer logo.

4. Neon Lights (5 estrelas)

Essa música é bem clichê, tem dela em pencas pelas rádios hoje em dia. Mas justamente por ser uma coisa que não se espera de Demi Lovato, ser extremamente viciante e conter uma das melhores performances de sua voz no álbum até agora, dou cinco estrelas! Tem uma letra fraca, mas quem precisa disso quando se tem essas batidas matadoras e o refrão "Like neon liiiiiiiiights"? Se for single, merece ganhar um clipe cheio de balada e luzes neon!

5. Two Pieces (4 estrelas)

Mais uma balada belíssima que me ganhou pela ótima melodia! E, claro, a letra também. É toda trabalhada no término de namoro e vai ter muitos de seus trechos postados em status de Facebook daqui em diante.

6. Nightingale (4 estrelas)

Tem versos lindos como "You could my sanity, bring me peace send me to sleep" porém esse negócio de comparar o cara a um passarinho, mais especificamente um Rouxinol é bem piegas. Mesmo assim, a música é extremamente bem produzida como todas até agora. A voz de Demi cada vez mais bem trabalhada e agradável nas músicas, que combinam muito bem com ela.

7. In Case (5 estrelas)

Caramba! Eu não costumo gostar de baladas que só possuem piano e voz, mas a Demi faz o seu trabalho e traz uma letra linda, emocionante, juntamente com uma melodia incrível. Meu mais novo xodó <3

8. Really Don't Care feat. Cher Lloyd (5 estrelas)

Voltamos para as músicas rápidas. Eu amo toda essa vibe de "não preciso de você", felizona e pra frente da música. Nunca tinha ouvido nenhuma música com a Cher e estranhei um pouco a sua voz quando ouvi, mas definitivamente adorei o seu verso/rap, fortaleceu a pegada pra cima e cômica da música!

9. Fire Starter (4 estrelas)

Ainda nas rapidinhas, depois de tanto reclamar de corações partidos, Demi faz o papel da quebradora de corações. "I melt hearts like water", ela diz em dado momento da música. Gostei muito, porque não é uma coisa que ela faça recorrentemente. É boa, mas não tudo isso, tem um refrão um pouco cansativo.

10. Something That We're Not (4 estrelas)

Mais uma vez no papel da heartbreaker, Demi faz basicamente o que disse em Fire Starter, porém desta vez dizendo que ela não teve a intenção de iludir o garoto. Eu gostei, e começo a pensar que o álbum é dividido em duas partes: Coração partido X Partir corações. É boa, mas muito bobinha e teen-pop, lembra um pouco músicas do One Direction e afins. Acredito que fará sucesso se for single.

11. Never Been Hurt (4 estrelas)

Esta música meio obscura até o refrão onde acompanhamos um verso matador. Essas partes em que a Demi brinca com o "hu-ur-urt" e a batida a acompanha são muito bem idealizadas e funcionou muito bem. 

12. Shouldn't Come Back (5 estrelas)

Outra surpresa. Não gosto de músicas simples como essa, com basicamente só o violão e a voz. Mas a letra, o refrão que é cantado perfeitamente por Demi faz dessa uma das músicas mais tristes, depressivas e lindas do álbum! Um jeito ótimo de terminar o álbum, mas ainda há uma faixa!

13. Warrior (5 estrelas)

Outra música emocionante e provavelmente muito pessoal, porque parece ter algum relacionamento com os problemas do passado, o seu problema com a auto-mutilação. Ela admite ser mais forte do que nunca e espero que seja assim sempre.

Conclusão: Demi Lovato fez um álbum em sua zona de conforto, com as baladinhas de sempre, um pop adolescente que deve agradar aos lovatics, como denomina os seus fãs, arriscou-se em músicas mais rápidas, com dubstep e em ambos os estilos, ela conseguiu êxito. Um álbum muito bom, bem feito, redondinho, bem produzido e muito bem finalizado. Merece ser ouvido!

Nota final:
4 de 5

9.5.13

Divulgadas: Capa de Allegiant e Minha Vida Fora de Série - Segunda Temporada!

Duas capas de livros que eu quero muito foram divulgadas! Primeiro a de Allegiant, que, mesmo dividindo opiniões de alguns fãs, me agradou e possui simplesmente o MELHOR símbolo de todos (que não é um símbolo de facção e sim "um símbolo que aparece no livro", de acordo com a autora), e essa cor laranja? É linda! Enfim, ainda não sei como irão traduzir essa palavra para o português, porque aparentemente não existe tradução para o português, sem dúvida, um trabalho difícil para a Rocco que tenho certeza que renderá muitos xingamentos no twitter assim que for divulgada. E logo depois, veio outra capa absurdamente linda, a de Minha Vida Fora de Série - 2ª temporada, que conta a história de Priscilla, uma amiga da Fani que é viciada em séries. Essa capa ficou ainda melhor que a do primeiro!

3.5.13

Resenha: A Esperança - Suzanne Collins (Jogos Vorazes #3)





A jovem Katniss Everdeen sobreviveu aos mortais Hunger Games não apenas uma, mas duas vezes, e mesmo assim ela não tem descanso. Na verdade, os perigos parecem estar se agravando: o Presidente Snow declarou guerra contra Katniss, sua família, seus amigos, e todas as pessoas oprimidas do Distrito 12.







Essa resenha, até agora, está sendo uma das mais difíceis para escrever, portanto me deem o crédito se eu eventualmente perder o fio da meada ou não ser muito claro em argumentos. Essa dificuldade de expressão deve-se  à quantidade de emoções que sentimos e acontecimentos que presenciamos nesse último livro da saga Jogos Vorazes. Depois do primeiro livro, genial, e o segundo que me decepcionou, o terceiro chega para tentar consertar isso e, bem, acho que ele conseguiu.

Algo muito admirável (ou não) é que Suzanne leva a guerra muito bem, sabendo fazê-la perdurar de forma convincente e bastante presente nas páginas do livro.Além de tudo, ela têm uma incrível capacidade de contrariar tudo o que você um dia suspeitou que fosse acontecer. Da metade pro fim do livro, a única coisa que conseguia fazer é ficar de boca aberta com o rumo com que as coisas tomavam. Você estava lendo um capítulo e de repente, bum, algo acontece, o capítulo termina com palavras rápidas da personagem principal e você fica tipo: "Isso está realmente acontecendo?"

Apesar das qualidades enormes da escrita e das ideias da autora, notei uma pequena deficiência no começo. Demorei um pouco pra pegar no livro de verdade, o que mudou no decorrer das páginas, onde a única conseguia era ficar preso da história de Collins. Estava tudo ótimo pra mim do meio para as últimas páginas, eu sabia que mortes seriam inevitáveis e não as senti muito. Claro, fiquei triste por alguns mas nada que beirasse o inconformismo, pois nenhum dos meus preferidos morreu (não é spoiler já que vocês não sabem quem são, haha).

É justamente essa vontade de surpreender da autora que faz com que o final do livro fique um pouco "Blée", não sei se foi o ritmo incrivelmente rápido das coisas irem acontecendo, algumas de extrema importância tiveram muito pouco espaço na história ou a resolução que inutilizada o conflito principal, tão repetido pela Katniss no segundo livro, algo que contribuiu muito para que ele fosse um porre. Mas claro, é impossível se agradar a todos, e apesar do fim desagradável, ainda aprecio toda a genialidade da coisa e o modo como Jogos Vorazes me faz ficar pensando na possibilidade de tudo realmente acontecer. Mesmo tendo outras séries distópicas por aí que até me agradaram mais do que esta, nunca irei esquecer da autenticidade e do universo único criado aqui. 

Conclusão da série: Jogos Vorazes tem os seus méritos, um enredo brilhante, rápido e cruel. Em Chamas é mais devagar, concentra-se mais na situação política da rebelião. A Esperança mostra o desfecho de tudo, com coisas que podem agradar e desagradar, como em todo o final de saga. Recheados de pontos fortes e fracos, os livros forma um conjunto incrível que merece e precisa ser lido. Cheio de poder revolucionário implícito em um enredo claro e fácil, com uma reprodução quase que exata da natureza humana, em dadas cirscutâncias. Tá esperando o quê pra começar a ler? Sem dúvida, vai ficar na lista para uma futura releitura!
Não sei se são os casulos, ou o medo, ou [...], mas sinto a arena ao meu redor. É como seu jamais houvesse saído dela, na realidade. 
Editora: Rocco
Autora: Suzanne Collins
Série: Jogos Vorazes - Livro Três (Final)
Título original: Mockingjay
Páginas: 424
Nota: 4 de 5 

1.5.13

Resenha: Replay - Henri B. Neto


Cecília e Gabriel não poderiam ser mais diferentes. Ela é tranquila, responsável e estudiosa. Ele é mulherengo, convencido e bagunceiro. Os dois não teriam nada em comum, se não fosse por um único detalhe: Eles já foram namorados. Mas tudo acabou mal, e agora Cissa não suporta nem mais ver o ex. Porém, o destino resolve lhe pregar uma peça, e a garota vai se ver obrigada a aceitar ser tutora do rapaz, ficando em sua companhia por mais tempo que necessário. O que ela não imagina é que Gabriel ainda não a esqueceu, e vai fazer de tudo para voltar para a sua vida.



Já tinha tido a minha primeira experiência com a escrita do Henri em seu primeiro livro, Terra das Sombras: O Guardião. Desta vez, ele deixa de lado o sobrenatural, porém permanece no YA. Sem elementos sobrenaturais, ele se vira muito bem com um romance rápido e que mostra a que veio logo nas primeiras páginas. Replay é uma short-story, em tradução literal, uma história curta. Adoro esse tipo de livro porque eles possuem um enredo mais movimentado, que acontece em poucas páginas.

Porém, nem todos os autores de short-story conseguem acertar em seus livros. Eu já li bastante destes e muitas vezes acabei presenciando uma escrita falha e uma história devagar, mesmo se tratando de um compromisso bem pequeno quanto ao número de páginas. O autor conseguiu mostrar tudo o que era preciso, ao meu ver. Embora tenha ficado me coçando de vontade de encher a caixa de e-mail dele com um pedido para uma continuação ou uma reedição, desta vez com mais página e mais história.

Henri não saiu de sua zona de conforto, continuou escrevendo gênero jovem adulto, o que não é o mínimo problema, já que ele sabe muito bem como fazê-lo. Os diálogos e trejeitos adolescentes são bastante condizentes com a realidade e é impossível não torcer para Cecília e Gabriel. Apesar de tudo, algo que me incomodou um pouco e vem me incomodando cada vez mais em livros YA é a repetição de aparência/personalidade dos mocinhos.

Agora existem bad-boys em pencas na literatura para jovens e este livro não escapa do grupo. O pior é que eu achei o Gabriel muito parecido com o Patch, de Hush Hush. Muito mesmo! Inclusive o apelido Anjo, dirigido sempre por Patch à Nora, é usado pelo personagem neste livro. Henri B. Neto conseguiu fazer uma história envolvente e ao mesmo tempo marcante, em poucas páginas, o que é um feito para poucos. Apenas provando que ele precisa mais do que nunca continuar a escrever! Recomendo! Ainda mais porque está de graça em e-book na Amazon.com.br!

Editora: Independente
Autor: Henri B. Neto
Série: Livro Único
Título original: Replay - Os opostos não se atraem... Se colidem
Páginas: 122
Nota: 3,5 de 5

30.4.13

Playlist: Top 5 de abril (#2)


Mais uma playlist entrando no ar. Houve uma grande mudança das músicas do Top 5 do mês passado, as desse mês são bem diferentes e eu vou mostrar abaixo:

26.4.13

Cinquenta Tons de Cinza - O filme: Escolhido o ator que irá interpretar Christian Grey!


Depois de muita especulação acerca de quem interpretaria o sr. Grey, do famoso e polêmico livro Cinquenta Tons de Cinza, finalmente foi oficialmente anunciado que o papel será de Alex Pettyfer. O que pegou todos de surpresa, porque as fãs cogitavam Matt Bommer e outros autores mais "parecidos" com as características descrita por E. L. James nos livros. Mas enfim, a magia de Hollywood faz milagres e tenho certeza que Pettyfer fará um ótimo Grey nas telonas!

O filme será dirigido por Gus Van Sant e deve chegar aos cinemas em março do ano que vem e ainda há uma grande curiosidade sobre quem interpretará a protagonista dos livros, Anastasia Steele!

20.4.13

Resenha: Impecáveis - Sara Shepard (Pretty Little Liars #2)



Spencer roubou o namorado de sua irmã. Aria ficou com o coração partido em relação ao seu professor de Inglês. Emily começou a gostar de sua nova amiga Maya. . . tanto quanto de seu amigo. A obsessão de Hanna pela aparência impecável está lhe fazendo mal. E seu segredos mais terríveis ainda é tão escandaloso que a verdade iria arruina-las para sempre.







OMFG! As coisas começaram a mudar em Pretty Little Liars. Depois do introdutivo, porém ótimo, primeiro livro, chegamos a Impecáveis, que traz um novo personagem. Toby Cavanaugh, meio-irmão de Jenna que traz de volta toda a dúvida acerca do que as meninas fizeram no verão passado. Além das novas mentiras das nossas little liars, a gente ainda tem os tormentos da personagem misteriosa, A e o mistério sobre quem ela pode ser. Eu, sinceramente, não faço ideia.


O livro começa de uma forma um pouco devagar, as coisas só vão ficar realmente boas a partir da página 50, porque até aí é só recapitulação do que já aconteceu. Porém, o enredo se mostra bem diferente do primeiro volume, apesar de conseguir um bom timing a partir da quase-primeira-metade. Sara organizou-o de forma diferente desta vez, colocando acontecimentos importantes, misturando-os com coisas nem tão importantes assim, mas que acontecem rápido o suficiente para não te deixar entediado.

Conforme fui avançando, ficava cheio de dúvidas sobre quem diabos poderia ser A, não desconfiei das pessoas óbvias, mas simplesmente não consigo imaginar alguém com motivos ou possibilidade de ser a personagem. Não faço ideia do que a autora irá fazer, afinal, conseguirá ela conseguir o ritmo e o mistério em mais uma dezena de livros? Torço para que aconteça uma revelação ao fim desses primeiros quatro livros, porque senão pode ficar um pouco chato e repetitivo, andar, andar e não chegar a lugar algum.

As little liars as quais mais me apeguei foram Spencer e Aria, não faço ideia do motivo, mas ficava sempre esperando para que os capítulos que tinham um foco maior em ambas chegasse logo. O novo personagem ganha um bom destaque em toda a trama, dando uma movimentada a mais. Desta vez, há uma boa quebra de situação inicial e no final deste livro, muitas coisas já não são mais como eram no começo. Enfim, não sei mais o que falar. Adorei Impecáveis e fico doido com essas cartinhas de A no final dos livros, no qual ela brinca com a gente por desconfiar da pessoa errada. Recomendo demais esta série e só posso dizer que estou extremamente ansioso para prosseguir com a leitura do próximo volume, o qual já tenho em mãos!

Editora: Rocco
Autora: Sara Shepard
Série: Pretty Little Liars - Livro Dois
Título original: Pretty Little Liars
Páginas: 336
4 de 5
Ótimo

17.4.13

Resenha: Maldosas - Sara Shepard (Pretty Little Liars #1)

 

Pretty Little Liars fala sobre a vida de quatro garotas — Spencer, Hanna, Aria e Emily — que acabam se “separando” depois do sumiço de sua líder, Alison. Três anos depois, elas começam a receber mensagens de texto e alguém que está assinando como “A” e ameaça a expor seus segredos — incluindo os mais secretos que elas achavam que somente Alison sabia.

Eu não estava muito animado para ler este livro. Primeiro porque sei da vastidão de livros que pertencem à série e segundo porque já estou meio que cansado de livros que se passam no High School americano e são voltados para pessoas mais ou menos nesta faixa de idade. Apesar de só entrar entrado no ensino médio agora, já li tantos livros com o tema que já estou deveras saturado. Mas enfim, não tinha nada pra ler e fiz um empréstimo com a prima, pra ler apenas por curiosidade e acabei me surpreendo, como sempre acontece.

Maldosas contém um enredo diferente, ele se concentra na vida de quatro ex-amigas, pois a quinta delas está morta e amizade acabou se desfazendo. A narrativa segue em terceira pessoa, porém alterando de visão a cada capítulo, fazendo-nos adentrar na vida de cama uma, bem devagar. No começo, eu pensava, meu Deus, não consigo lembrar nem o nome delas e foi um pouco difícil para relacionar os casos às garotas. Pois, sim, todas elas têm um caso que ao decorrer das páginas nos faz memorizar seus nomes, ou os seus casos.

Tem a garota da bulimia, a garota que sente inveja da irmã, a garota que sente algo a mais pela amiga e garota que tem um relacionamento com um cara mais velho. Não vou revelar quem são, porque boa parte dessas coisas são as que movimentam a trama do livro. Aos poucos fui me familiarizando com elas e sentindo uma aproximação, mesmo elas fazendo coisas muito politicamente-incorretas. Sem dúvida, o melhor de Maldosas é a presença de A.

Sua forma onipresente e de sempre aparecer do nada e nas horas em que você já até se esqueceu de que ele/ela existe. Posso afirmar com muita convicção que a presença da personagem misteriosa é a coisa mais legal da obra, apesar de ter ficado bem confortável com a forma com que Sara leva o livro, mostrando uma cosia de cada vez, sem muito compromisso com nada. Usando a minha visão crítica, analisando os aspectos do enredo e tudo mais, o livro é bem fraco. Mas eu gostei dele, gostei demais e isso, pra quem lê, sabe que é inexplicável. 

A escrita da autora é bem agradável e não sei como ela vai conseguir levar isso por mais uns trocentos livros, espero que não estrague a série. Se você for ler o livro esperando um mistério esmagador e uma grande alteração de situação inicial, vai conseguir apenas o mistério esmagador e isso foi o bastante para mim. Não posso dizer se vai ser o suficiente para você, por isso recomendo a leitura. Tire a prova! Tenho algumas expectativas para o próximo livro, embora não goste mais de criar antes de ler os livros, acaba me decepcionando. Enfim, leiam e depois me contem o que acharam.
Ainda estou aqui, suas vacas. E eu sei de tudo. - A
Editora: Rocco
Autora: Sara Shepard
Série: Pretty Little Liars - Livro Um
Título original: Pretty Little Liars
Páginas: 289
3,5 de 5

6.4.13

Resenha: Extraordinário - R. J. Palacio

August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade... até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.

Assim que o livro Extraordinário saiu, eu fiquei extremamente interessado. Primeiro por causa dessa capa que é bem simples e curiosa, segundo por causa da sinopse. Estava procurando leituras diferentes e nunca tinha lido algo deste tipo até então, claro que lá no primário já folheei alguns livros infantis que possuem o bullying como tema central, mas este livro me pareceu ter mais consistência e complexidade do que os outros. 
Não precisamos dos olhos para amar, certo?
Apenas sentimos dentro de nós. [...]
O primeiro livro de R. J. Palacio trata de uma forma bem leve a história de August, um garoto que tem o rosto severamente deformado e decide ir à escola, expondo-se a todos os tipos de reações dos seus colegas. Mesmo que seja cruelmente caçoado em diversas partes do livro, August leva tudo com muito bem humor suavizando a história, porém mantendo a gravidade dos atos que nela são retratados. Em poucas páginas, acompanhamos um ano letivo inteiro na vida de Auggie, todas as mudanças ocorridas neste ano, no fim, nos fazem ficar mais próximos dele e, de certa forma, passar a sofrer junto com ele.
— Sempre haverá idiotas no mundo, Auggie — falou, olhando para mim. — Mas seu pai e eu acreditamos, de verdade, que há mais pessoas boas que más na Terra, e que as pessoas boas olham umas pelas outras, cuidam umas das outras. [...]
A narrativa muda diversas vezes durante a trama, sendo dividida em "partes", cada um com um personagem narrando em primeira pessoa. Isso ajudou muito porque, a autora conseguiu mostrar sempre as razões para o que maioria dos personagens fazia. Só achei que faltou uma narrativa comandada por Julian, que na maioria das vezes faz o papel de bully (o valentão), ele com certeza teve motivos para fazer aquelas coisas, mesmo que nenhum motivo seja justificável, mas acho que a falta de explicações acabou demonizando-o, o que é algo extremamente indevido tratando-se de um livro que contém situações que são extremamente próximas da realidade.
Toda pessoa deveria ser aplaudida de pé pelo menos uma vez na vida, porque todos nós vencemos o mundo.
Enfim, não tenho muito o que falar deste livro, porque ele é muito raso e não achei necessário levantar mais questões além destas já apontadas. Mas, longe de mim fazer vocês acharem essas características se aplicam de forma negativa. A escrita de R. J. é muito bem medida, o seu modo de organizar o enredo é louvável e os seus personagens são extremamente cativantes, desde a família de Auggie, seus amigos, o diretor da escola, até o próprio August. Recomendo esta leitura se você quiser passar o tempo com um livro que, no final, ainda irá mudar o seu jeito de pensar de alguma forma. 

Editora: Intrínseca
Autora: R. J. Palacio
Série: Livro Único
Título original: Wonder
Páginas: 320
4 de 5

1.4.13

Review: The Walking Dead - Season 3


Spoilers, muitos spoilers! Mais uma vez aqui, firme e forte, pra fazer review de Walking Dead, se você for analisar a minha outra resenha, pode ver que a minha percepção da primeira temporada foi bem diferente da que tive desta. Nesta temporada, Rick está à procura de um novo refúgio e consegue um bem peculiar, uma prisão. Essa é a situação inicial do enredo no primeiro episódio, muita coisa acontece na "dobradinha dos fantásticos", apelido criado por mim para os primeiros episódios desta temporada. Seed e Sick são até agora um dos melhores episódios, sendo superados apenas pelo Say The World, o que Lori morreu e que me fez chorar horrores. Não que eu goste da personagem, mas as circunstâncias fariam até um coração de pedra chorar, poxa.

O mais legal desta temporada, sem dúvida é a mudança no enredo. Se nas temporadas anteriores tivemos um refúgio que logo depois é destruído por uma horda de zumbis, nesta nós temos a mesma coisa, porém com um acréscimo especial. Desta vez, o grande vilão não são os walkers e sim os próprios humanos. É fascinante ver como indubitavelmente nos comportaríamos no caso de uma situação calamitosa como essa. O enredo envolvendo o governador e suas maldades que, são muitas ao longo da temporada, mostra como um homem pode ser cruel para defender o que acredita e o que tem. Essa temporada tem uma quantidade menor de personagens novos, o já falado Governador, uma penca de gente da cidade, os capangas do Gov e alguns outros sobreviventes nômades.

Sem dúvida, a mais notável e amável é a walker-killer Michonne. Sério, gente! Tão bad-ass, já dá pra sentir a moral que emana dela ao vê-la matar um zumbi ou um humano com sua espada. Uma das grandes sacadas cômicas da série, que são muito poucas, deve-se à Michonne, sua falta de sorrisos e a quebra dessa personalidade durona dela durante alguns episódios. Mesmo que todo esse enredo de defensão de territórios e interesses humanos, a história acabou por se tornar tediosa pelo motivo de ser tão arrastada durante a temporada. Não entendi o motivo de ter mais episódios, se eles não tinham história útil para poder preenchê-los. 

Admito, o season finale não foi como eu esperava, nada foi como eu esperava. Isso nem sempre é ruim, mas no caso, é sim. No orangotag, o último episódio da temporada teve uma avaliação fria e isso só reflete que a maioria das pessoas que assitem WD concordam comigo. Apesar de tudo, ainda é The Walking Dead, ainda é incrível, sanguinário e violento e ainda me deixou muito ansioso para saber o que vai acontecer da temporada 4! Pena que é só em outubro...

4 de 5

30.3.13

Playlist: Top 5 de Março


Vocês já devem conhecer a seção Playlist! Criada desde o ano passado, com o intuito de integrar conteúdo musical ao blog. Desta vez, decidi colocar seu nome ao pé da letra e mostrar as músicas mais ouvidas por mim no decorrer de um mês inteiro. Vamos lá?

27.3.13

Resenha: Cidade de Vidro - Cassandra Clare (Os Instrumentos Mortais #3)


Cidade de Vidro
Clary está à procura de uma poção para salvar a vida de sua mãe. Para isso, ela deve viajar até a Cidade de Vidro, lar ancestral dos Caçadores de Sombras, criando um portal sozinha. Só mais uma prova de que seus poderes estão mais sofisticados a cada dia. Para Clary, o perigo que isso representa é tão ou menos assustador quanto o fato de que Jace não a quer por perto. Mas nem o fora de Jace nem estar quebrando as regras irão afastá-la de seu objetivo: encontrar Ragnor Fell, o feiticeiro que pode ajudá-la a curar a mãe. 






Resenha livre de spoilers!

Quando terminei de ler Cidade das Cinzas, não estava lá muito ansioso para o que viria em seguida. Tinha sim as minhas expectativas a respeito da evolução da trama, mas não o livro seguinte da série dos Instrumentos Mortais não era em si um must-read (deve ser lido, em tradução literal). Mesmo sem muita vontade de ler, comprei o livro pouco depois de realizar a leitura do volume que o precede e ele ficou aqui esperando, virou ano, meses se passaram e eu me encontrava em uma ressaca literária. Até então que me fiz um desafio, ler Cidade de Vidro e todos os livros que me esperam aqui na estante antes da Bienal, em agosto, já que não comprarei nenhum livro até lá, provavelmente. De uma maneira totalmente randômica, eu o escolhi e finalmente consegui engatar a leitura. E mais uma vez, não consegui evitar pensar: Droga, por que eu não o li antes?
—  Algumas leis são feitas para serem quebradas.
O terceiro volume da saga dos Instrumentos Mortais começa pouco depois do fim do segundo, com Clary procurando por uma coisa que pode resolver os seus problemas. Apesar do começo um pouco lento, você só precisa chegar à página 50 para lembrar-se que, afinal, estava lendo um livro de Cassandra Clare e as coisas não poderiam ficar só daquele jeito, viciei-me nesta história de um jeito que não me acontecia desde Cidade dos Ossos (o primeiro, que considero ser o melhor que o segundo em vários aspectos) e me prendi de uma forma que não conseguia desgrudar do livro, gastei a metade de um sábado apenas saboreando a sua história e um domingo, com mais de 4 horas seguidas sentado em uma cadeira de balanço na varanda da minha casa me surpreendendo com o novo volume da saga.
—  Você é minha irmã —  disse, afinal. —  Minha irmã, meu sangue, minha família. Eu deveria querer protegê-la —  soltou um risada silenciosa, sem qualquer humor — , protegê-la de garotos que quisessem fazer com você exatamente o que eu quero fazer.
Cassandra Clare tem todo esse mérito, acredito eu, não que ela tenha uma escrita refinada, afinal estamos falando de um livro YA,  conheço poucos (muito poucos mesmo) que contenham uma linguagem mais complexa, mas sim porque sabe muito bem como organizar um enredo. Trazendo coisas na hora certa, fazendo coisas acontecerem na hora certa (ou errada) e nos fazendo nos desesperar a cada minuto com esse livro que tem cara de fim de série, por inicialmente ser de fato a conclusão da saga. Seus personagens e o mundo de Caçadores de Sombras, Clave, Instrumentos Mortais e Alicante são sim complexos e bem estruturados, tão bem estruturados que, mesmo com essa complexidade que eu apontei, conseguem de fácil entendimento e de um carisma sem igual.
—  Não sou um anjo, Jace —  repetiu ela. —  Não devolvo livros de biblioteca. Faço downloads ilegais de música na internet. Minto para a minha mãe. Sou completamente normal.

—  Não para mim. —  Ele olhou para ela. Seu rosto pairava frente a um fundo de estrelas. Não havia nada da arrogância de sempre na expressão; ela jamais o tinha visto tão vulnerável [...]
Ao ler Cidade de Vidro, só podia pensar que fazia tempo que não lia um livro assim, com um enredo frenético, bem dividido e desesperador. Um dos grandes trunfos desse livro, algo que o diferencia dos outros, até agora, é a alternância constante de narrativas em 3ª pessoa, isso fez com que os capítulos do livro, a maioria com mais de trinta páginas, não ficassem cansativos, sua quantidade de páginas mal sendo percebidas e pude perceber que se assemelham muito a capítulos de fanfics, as quais Cassandra Clare escrevia antes do estrelato mundial com IM. Os núcleos puderam ser muito mais bem distribuídos e o leitor pode acompanhar todas as faces da história, inclusive saber algumas coisas antes de serem reveladas aos personagens principais.
—  Fraqueza e corrupção não estão no mundo — irritou-se Clary. —  Estão nas pessoas. E sempre estarão. O mundo só precisa de pessoas boas para equilibrar. E você está planejando matar todas elas.
Notei um cuidado enorme da Galera Record, um dos únicos erros que consegui notar foi um "Jace subiu a escada e ficou em frente a Jace" e mesmo assim, passa despercebido em meio à grandeza do livro. Neste volume, são tantas coisas acontecendo. Muitas coisas, inclusive, me deixaram de boca aberta e me fizeram ter reações do tipo: "Nãaao! Ai meu Deeeus! O quêeee??" a todo o tempo. Cassandra desfez as pontas soltas centrais do livro, porém entendo que realmente não poderia ter acabado aqui e fico feliz que ainda tenha muito mais história envolvendo Caçadores de Sombras e um dos meus personagens favoritos, que é o Simon. Cidade de Vidro e a trilogia original de Os Instrumentos Mortais é um must-read super recomendado, que vai te fazer ficar surpreso e pensar na história e no mundo de Alicante mesmo depois de fechar o livro. Mal posso esperar para ir a Bienal e comprar o volume seguinte!

Editora: Galera Record
Autora: Cassandra Clare
Série: Os Instrumentos Mortais - Livro Três
Título original: City of Glass
Páginas: 474
Tempo de leitura: 4 dias não consecutivos
Nota: 5 de 5 + <3 (favorito)

Outros livros da série: